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animae manifestum

diz, pede, sugere, pergunta, comenta, manifesta-te!   animaemanifestum@gmail.com
Oficialmente
oficialmente | adv.

(oficial + -mente
De modo oficial.

oficial 
s. m.
1. Operário de ofício que trabalha sob as ordens do mestre.
2. Militar de qualquer graduação superior à de sargento.
3. Funcionário cujo posto é acima do do aspirante e abaixo do do chefe.
4. Dignitário de ordem honorífica.
adj. 2 g.
5. Proposto pela autoridade ou pelo governo.
6. Que dimana de ordens do governo ou dos seus agentes.
7. Relativo ao alto funcionalismo.
8. Solene.
9. Próprio das repartições públicas.
10. Apoiado pelo governo.
11. Burocrático.
12. Que tem carácter de ofício.

oficial de justiça
beleguim da administração do concelho ou do tribunal judicial.
oficial marinheiromestre, contramestre ou guardião (na marinha de guerra).

Oficialmente aviso desde já que o conteúdo deste post poderá tornar-se cansativo e até mesmo irritante.

Sou oficialmente viciada em consultar o dicionário. Vejo até mesmo uma certa poesia na composição do significado das palavras. 
O meu portfolio está oficialmente a ganhar forma.
Comecei oficialmente a fazer um plano. Um bom plano.
Oficialmente a palavra oficialmente tornou-se susceptível de ser utilizada em qualquer coisa, como por exemplo: estou oficialmente desesperada por uma solução para a minha tensão no ombro esquerdo, ou tenho oficialmente a melhor ideia de sempre para um projecto de ilustração, ou estou oficialmente a assar beterraba, ou tenho oficialmente 350€ em livros no carrinho de compras da Book Depository.
O semestre oficialmente começou.
A saga dos aniversários oficialmente (e finalmente) terminou.

Este é oficialmente o primeiro bolo totalmente autoral que fiz, e de longe dos melhores
que já comi.


Bolo tropical de Lima e Côco com Merengue e Maracujá

O bolo tem uma textura muito agradável, típica dos bolos de iogurte, nem demasiado seca nem demasiado húmida e mais resistente no exterior que no interior. O aroma da lima é inacreditável. Usei apenas as gemas do ovo para economizar as claras para o merengue. Apesar de achar que não são necessárias, se quiserem podem adicionar ovos inteiros ao bolo, batendo as claras em castelo separadamente para lhe dar uma textura mais leve e fofa. 

A cobertura é bastante simples e serve apenas como mero elemento de ligação entre o bolo e o merengue, dando apenas um toque fresco e cremoso sem se sobrepor.
A receita original do merengue recomenda colocá-lo no forno a 160ºC por uma hora, mas para economizar o gás optei por fazer um meio termo entre isso e os 180ºC da cozedura do bolo, passando a temperatura para os 170ºC. Por essa razão é provável que o merengue fique ligeiramente acastanhado no topo, mas o sabor mantém-se autêntico.

240g de farinha
1 c.chá de fermento em pó
1/2 c.chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
100g de manteiga, à temperatura ambiente
150g de açúcar branco
100g de açúcar amarelo
raspa de 2 limas
4 gemas de ovos grandes
125g de iogurte natural
30ml de sumo de lima

100g de queijo-creme
125g de iogurte de côco
1 maracujá
2-4 c.sopa de açúcar em pó 

Merengue básico
receita de Jamie Oliver, Cozinhar com Jamie Oliver

4 claras de ovo grandes
200g de açúcar branco fino
uma pitada de sal
sumo de 1/4 de lima
15g de côco ralado

3 maracujás

Pré-aquecer o forno com a prateleira no meio a 160ºC. Untar e polvilhar uma forma de 22cm e forrar outra da mesma dimensão com papel vegetal.
Peneirar a farinha, o sal, o fermento e o bicarbonato de sódio para uma taça.
Bater a manteiga com o açúcar até ficar com uma textura cremosa e esbranquiçada, cerca de 5minutos a velocidade média. Adicionar as gemas uma a uma alternadamente, incorporando totalmente antes de adicionar a seguinte.
Adicionar a farinha alternada com o iogurte em três vezes, batendo bem entre cada adição. Adicionar o sumo e a raspa de limão até que fique uma massa homogénea.
Verter na forma untada e reservar.

Para fazer o merengue, colocar as claras numa tigela e confirmar que não contém nenhum vestígio de casca ou de gema, porque é crucial que não haja qualquer gordura na tigela para que as claras crescam e adquiram a textura pretendida. Bater as claras em castelo a velocidade média. Estarão no ponto quando não deslizarem na tigela. Experimentem fazer o teste de virar por cima da cabeça sem cairem, eu fiz muahahah.
Juntar gradualmente o açúcar e o sal, aumentar a velocidade para máxima e bater durante 7-8 minutos até o merengue adquirir uma textura branca, lustrosa e suave, sem grão de açúcar perceptíveis ao toque. Tenham algum cuidado com o tempo que deixam a bater, porque se for demasiado temp quebra na altura da cozedura.
Adicionar o sumo da lima e o côco ralado e envolver cuidadosamente até ficar totalmente incorporado. Adicionar o merengue à forma forrada.

Levar ao forno as duas formas. Cozinhar o bolo durante 50-60 minutos, até o teste do palito sair limpo e o merengue durante 45-50 minutos, até estar crocante por fora e suave por dentro. Deixar ambos 10 minutos na forma antes de desenformar.

Para fazer a cobertura basta bater todos os ingredientes até ficar uma mistura cremosa e homogénea. A quantidade de açúcar varia dependendo do quão espesso e/ou doce quiserem que fique.

Para montar o bolo, colocar uma pequena camada da cobertura de iogurte e queijo sobre o bolo. De seguida colocar cuidadosamente o merengue por cima.

Antes de servir, finalizar com uma pequena quantidade de cobertura sobre o merengue e a polpa dos três maracujás.

serve 10 

a ouvir: Baby Blue - Martina Topley Bird

— 2 years ago with 1 note
#bolos  #maracujá  #côco  #lima  #merengue  #ovos  #no forno 
Celebrar e confortar

Durante o período de tempo compreendido entre meados de Dezembro e meados de Fevereiro existem dois tipos de receitas prováveis de aqui aparecer: o primeiro são bolos, nomeadamente de aniversário, ou algo relacionado com a ocasião. Durante este período não só fazem anos os quatro elementos do meu modesto agregado familiar (membros de 4 patas não contam), mas também mais 6 elementos da família num espectro mais alargado. Em menos de dois meses. O segundo tipo de receitas são comida prática, confortante, apta para tupperware ou para um almoço rápido, revitalizante, aconchegante e caseiro entre estudos e trabalhos.

Em tempo de celebrações as tarefas dividem-se, por vezes celebra-se fora, mas o bolo não falta, e aí de mim deixar que tal elemento fundamental seja algo despersonalizado, pré-fabricado, banal e, convenhamos, na esmagadora maioria das vezes, altamente foleiro.

Por outro lado esta é a época arrebatadora dos exames, entregas e avaliações finais, em que no meio de uma organização de trabalhos, estudos e reuniões, consigo com alguma sanidade e método encaixar modestas pausas, pequenos momentos de descontracção, corridas matinais e a minha cozinha. Os meus escapes. 

Eis um exemplo de cada um deles.

Bolo de Laranja e Amêndoa e Romã
adaptado de What Katie Ate - Citrus, Pomegranate, Almond and Poppy seed Cake 

2 laranjas grandes (cerca de 700g no total)
3 ovos, claras e gemas separadas
200g de açúcar
275g de farinha de amêndoa (amêndoa moída)
1 c.chá de fermento em pó
1/2 c.chá de canela em pó

1/4 da receita de cobertura de queijo-creme e baunilha

150ml de sumo de laranja
4 c.sopa de açúcar
1 toranja
1 laranja
1/2 romã
1 punhado de amêndoas lâminadas tostadas
sementes de papoila (opcional)

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Engordurar e forrar com papel vegetal uma forma de base removível.
Colocar as duas laranjas numa panela, cobrir com água, levantar fervura e cozer até ficarem moles e cozidas. Retirar qualquer pé presente no topo da laranja e passá-las inteiras até ficarem numa polpa cremosa.
Juntar os ingredientes secos numa tigela grande e combiná-los. Juntar as gemas, misturar bem, seguidas da polpa da laranja e envolver tudo muito bem.
Numa tigela separada, bater as claras em castelo e adicionar aos outros ingredientes e envolver cuidadosamente até ficar uma massa consistente.
Colocar na forma e levar ao forno durante 40 minutos até o topo ficar dourado.

Enquanto o bolo está no forno, segmentar a toranja e a laranja, arranjar os bagos da romã, e reservar.
Numa pequena panela, colocar o sumo da laranja e o açúcar, levantar fervura e deixar ferver até ter reduzido a xarope, mais ou menos caramelizado, como preferirem. Reservar.

Para montar o bolo, uma camada fina da cobertura de queijo creme sobre o topo do bolo, seguida dos segmentos da toranja, da laranja e da romã, as amêndoas e as sementes de papoila. Regar com o xarope de laranja e servir frio.

serve 8-10

e agora, o conforto. 

Ravioli em caldo de Ervas Aromáticas e Rúcula

3 chávs. de água
2 embalagens de ravioli de ricotta e espinafres 
1 embalagem / 200g de rúcula
1 c.chá de sal grosso, ou a gosto
1/4 c.chá de pimenta, ou a gosto
2 c.chá de manjericão fresco, talos e folhas, grosseiramente picado
2 c.chá de folhas de hortelã, grosseiramente picadas
1 c.chá de raspa de limão
1 fio de azeite
sumo de limão, q.b
1/4 de um cubo de caldo de legumes

Numa panela funda, colocar a água, o sal e a pimenta, o cubo do caldo de legumes (se for utilizado), a raspa e o sumo de limão, metade do manjericão e da hortelã. Quando levantar fervura, juntar a massa e cozer durante 3 minutos até ficar quase cozinhada. Remover do lume, adicionar toda a rúcula, o resto das ervas e o azeite e tapar cerca de 1 minuto.
Servir logo, bem quentinho, com colher numa grande tigela quente.

serve 2

a ouvir: Yellow - Coldplay (e a perguntar-me quando é que eles voltarão a fazer boa música…)

— 2 years ago with 11 notes
#bolos  #no forno  #laranja  #romã  #amêndoa  #pasta  #vegetariana  #na panela  #ervas aromáticas  #sopas  #sobremesas 
21

Adoro o meu dia de anos, adoro celebrá-lo de 1001 maneiras, sempre gostei, nunca me fartei. Dia 22 celebrei os 21  a passear com um Sol precioso à beira-mar, tapas e fado com o meu Povo, os carinhos incontornáveis, e chocolate, avelã e merengue. Era só o que queria cozinhar: o meu bolo. E ao contrário da grande maioria das refeições que planeio para ocasiões ditas especiais, a escolha foi imediata.
Gostava mesmo que o provassem, a sério, façam-no (ou então peçam com muito jeitinho a alguém que o faça para vocês), deixa as pessoas felizes :)

Eu gosto muito de agradecer. Sabe bem salientar a importância das pessoas na minha vida e acredito que sabe bem para elas saber disso. Eu cá gosto. Por isso obrigada, não me posso mesmo queixar. 
E um abraço, porque os abraços são mais fortes que beijos, muito grande para todos.  

Bolo de Chocolate e Merengue de Avelã
adaptado de Tartelette, Chocolate Meringue Cake

142g de manteiga sem sal
3/4 cháv. de açúcar amarelo bem medido
6 ovos grandes, separados
340g de chocolate semi-amargo da melhor qualidade, derretido e arrefecido
1 1/2 c.sopa de expresso ou extracto de baunilha
1 1/2 c.sopa de rum (opcional)
1/4 c.chá de sal

113g de chocolate semi-amargo, picado grosseiramente (1 cháv.)
113g de avelãs, tostadas, descascadas e grosseiramente picadas (1 cháv.)
1 c.sopa de farinha maizena
4 claras de ovo grandes
3/4 cháv. de açúcar

Bolo: pré-aquecer o forno a 180ºC. Engordurar uma forma de 23x8cm de fundo removível. Cobrir a base com papel vegetal. Engordurar o papel e reservar.
Numa tigela, bater a velocidade média, com o gancho da batedeira, a manteiga e o açúcar até ficar esbranquiçada e suave, cerca de 3min. Adicionar as gemas alternadamente, batendo bem após cada adição e raspando o fundo e os lados da tigela se necessário. Juntar o chocolate derretido, o expresso ou a baunilha, rum e o sal. Bater até ficar bem combinado. Transferir para outra tigela e limpar a anterior. 
Com a batedeira, bater as claras de ovo em picos suaves, a velocidade máxima, cerca de 2min. Envolver 1/3 das claras na mistura do chocolate. Envolver as restantes e verter a massa na forma. Levar ao forno 25min.

Merengue: tostar as avelãs no forno a 180ºC num tabuleiro numa só camada, durante 10-15 minutos até dourarem. Para retirar a casca das avelãs, colocá-las num saco com buracos e esfregá-las entre as mãos sobre o lava-loiça. Combinar o chocolate picado, avelãs e a maizena numa tigela pequena, e reservar. Colocar as 4 claras de ovo numa tigela limpa e bater até ficar espumosa. Com a batedeira a funcionar, adicionar lentamente o açúcar e continuar a bater até formar castelo, cerca de 8min. Envolver a mistura das avelãs.

Montagem: remover o bolo do forno. Com uma espátula de metal dobrada, espalhar o merengue no topo do bolo utilizando pequenas quantidades de uma vez e sem mexer muitopara não destruir o merengue, e devolver ao forno até o merengue estar ligeiramente acastanhado e crocante, 25-30min.
Transferir a forma para uma grelha e deixar repousar durante 10min. Passar uma faca à volta do bolo para o soltar e abrir os lados da forma. Deixar arrefecer cerca de 30min. antes de fatiar e servir. O bolo é excelente à temperatura ambiente, mas serve-se idealmente bem frio, o que dá ao merengue uma textura ainda melhor.

faz um bolo de 23cm (cerca de 10 pessoas)

a ouvir: Pina OST, The Doors, Simon & Garfunkel, The Naked and Famous, The Chemical Brothers, B Fachada, Amy, Paula Morelenbaum, Telepopmusik, Hercules and Love Affair, Billie Holiday, Clã, Jamiroquai… Muita coisa ultimamente, a alto e bom som,  um prazer há muito desaparecido. 

— 2 years ago with 6 notes
#bolos  #chocolate  #avelã  #merengue  #no forno 
A desforra, Em remodelações, Happy days…


Bolo de S. Nicolau

Palavra que não sei qual o título mais adequado.
Vai ser complicado tentar retirar do conteúdo deste post todo o sentimentalismo e reflexões íntimos e pessoais que lhe estão anexados e sem que pareça dramático ou demasiado pesado para esta altura do ano. A verdade é que para uma menina a quem Dezembro era o melhor mês do ano, com aniversário e Natal separados por três dias, o dito dia da celebração do nascimento de Jesus já pouco me diz. Até me ia alongar na descrição das causas para o efeito, mas decidi agora não o fazer porque não vale a pena. That’s not the point.  Simplesmente estou a passar por uma fase de saturação em vários pontos da/na minha vida (afinal de contas, sempre são 21) e como tal, quando esses pontos não podem ser eliminados, é necessário renová-los, refrescá-los, atribuir-lhes um novo sentido, actualizá-los, mudar-lhes a cor, o que preferirem. No fundo arranjar uma forma de lhes dar a volta e torná-los válidos, suportáveis, se não mesmo agradáveis.

Coloco as coisas desta maneira: o meu Natal está em remodelação. Parte dela passa incontornavelmente pela cozinha.
Poucas sãos as alturas de ano em que posso dedicar dias à cozinha, e poucas são as ocasiões em que tenho a oportunidade de o fazer da maneira que mais me dá prazer: cozinhar para muita gente.
Este ano desforrei-me, e creio ser o início de uma bela tradição.

Podia fazer render o peixe e distribuir as receitas por vários posts, mas fazem parte de um menú e como tal merecem ser apresentadas como um todo.
Desde a entrada, prato de peixe e uma das sobremesas, houve tempo ainda para as minhas azevias, o “Bolo de S. Nicolau”, um poncho de sidra que deixo definitivamente para os anglo-saxónicos, um biscoito de chocolate gigante para o meu irmão e ainda a minha tarte de maçã para uma encomenda especial de um cliente do Senhor Tempero. 
Happy day* para mim, happy night para todos. 

Boas festas, dias felizes e muita paz, é o meu desejo.

P.S: muito orgulho em poder dizer que todas as receitas à excepção do poncho são da minha autoria. As azevias, já apresentadas aqui há uns meses tem um twist pessoal e o Bolo de S. Nicolau é precioso, e por isso fica reservado para mais tarde.

* Happy days, na verdade. Os dias andam felizes e eu não me posso, vou, nem quero queixar.


Cogumelos assados com balsâmico e tomilho

A quantidade de vinagre e azeite foram adicionadas intuitivamente, por isso as quantidades não são exactas. Indispensável é ser servido bem quente, e com pão.

400g de cogumelos paris pequenos
400g de cogumelos pleurothus
4 dentes de alho, bem picados
4 c.sopa de azeite
4 c.sopa de vinagre balsâmico
sal e pimenta q.b
8-12 pequenos ramos de tomilho fresco

Lavar os cogumelos, rasgar os pleurothus em pedaços grandes e cortar ao meio os cogumelos paris que forem maiores.
Dividir os cogumelos por 4 pequenas canoas de forno (semelhantes aos pratos onde servem arroz de pato nos restaurantes), ou por duas ou uma maior. Não há problema em colocá-los amontoados, uma vez que assam muito facilmente.
Dividir os restantes ingredientes pelos pratos, retirar as folhas de tomilho dos ramos e adicioná-las, envolver tudo e levar ao forno pré-aquecido a 170ºC durante 20-25 minutos, até estarem escuros, bem assados e libertarem um aroma delicioso. Provar um e rectificar o tempero se necessário.
Servir bem quente, acompanhado de um belo pão para ensopar no molho delicioso. 

serve 8


Polvo estufado no forno em massa filó

Inicialmente ia ser assado, mas à dimensão do prato de forno (pequeno e fundo) em que o coloquei, acabou por cozer na marinada sob a massa filó. Todo o sabor maravilhoso dos temperos mas portugueses acompanhado por uma alternativa especial à tipica batata.
O polvo ficou cozido na perfeição, fiquei orgulhosa, sim! 

1 polvo médio (1,8kg aprox.)
1 cebola pequena, grosseiramente picada
2-3 dentes de alho, bem picado
2 tomates em lata, grosseiramente picados, mais um pouco do molho
2 folhas de louro
100ml de vinho branco
150ml de azeite
1 bom molho de salsa, picada
1/2 c.chá de pimentão doce 
1-1/2 c.chá de sal grosso 
pimenta q.b 

8 folhas de massa filo
azeite
pão ralado
sal e pimenta
salsa picada 

Pré-aquecer o forno a 175ºC. Lavar bem o polvo e cortá-lo em pedaços pequenos. Escoar bem a água do polvo e colocá-lo num prato de forno com cerca de 23cm de largura e 4-5cm de profundidade. Adicionar todos os ingredientes e envolver bem com o polvo. Deixar a marinar durante 1h. 
Para preparar a massa cortar as folhas de massa filo em dimensões adequadas para cobrir o prato. Pincelar uma folha com azeite, cobrir o polvo e repetir com as restantes. (Tentem deixar uma pequena abertura para poder verificar a cozedura do polvo). Finalizar com pão ralado e salsa polvilhados sobre a massa, um pouco de sal e pimenta. 
Levar ao forno durante 1h. Espetar um dos pedaços mais grossos do polvo com um palito para confirmar que está no ponto. Atenção que se cozer demais fica rijo. A massa deve ficar bem dourada e estaladiça. Servir de imediato. 

serve 4


Kuschen de Kiwi

Pode não ser a receita mais natalícia, mas a quantidade brutal de kiwis oferecidos estavam a gritar para serem utilizados numa tarte fresca, doce apenas o suficiente para cortar a acidez excessiva do kiwi e leve o bastante para que haja espaço para mais shots glicémicos natalícios. A massa é uma receita básica de massa quebrada que pode ser adaptada para inúmeras coisas, até mesmo para ser cozida vazia e recheada posteriormente com fruta, chantilly e frutos vermelhos, doces e compotas, you name it…
As quantidades da fruta não são fiéis, uma vez que fiz a olho, mas vão adicionando açúcar a gosto.

120g de farinha
2 c.sopa de açúcar
110g de manteiga fria, cortada aos pedaços
1 c.sopa de vinagre branco

400g de kiwis, fatiados às rodelas finas
80-100g de açúcar 

3-4 kiwis para finalizar, cortados às rodelas finas
açúcar, para povilhar 

Pré-aquecer o forno a 200ºC com a prateleira do meio. Numa tigela média, misturar 1 cháv. de farinha, sal, 2 c.sopa de açúcar. Cortar a manteiga até que e assemelhe a pedaços grossos. Adicionar o vinagre e formar a massa. Com os dedos levemente enfarinhados, pressionar a massa numa forma removível com aprox. 28cm de largura, com cerca de 1,5cm de altura.
Numa tigela grande, envolver o kiwi com o açúcar e dispor sobre a base 
Levar ao forno, durante 40-50min, até a crosta estar dourada e o recheio borbulhar.
Remover do forno e colocar sobre uma grelha para arrefecer. Dispor os restantes kiwis sobre a tarte, polvilhar com açúcar e deixar arrefecer durante um mínimo de 30min. 
Passar uma faca fina entre a crosta e a forma antes de desenformar. Servir bem fria.

serve 8

— 2 years ago with 11 notes
#bolos  #tartes  #polvo  #no forno  #petiscos  #entradas  #kiwi  #tartes doces  #cogumelos  #ervas aromáticas 
Maria



Quando eu era pequenina, era a Maria quem cuidava de mim. Ficava em casa dela desde manhãzinha até à noite. Depois, quando fui para a escola, era a Maria quem muitas vezes me ia buscar, e faziamos as duas o caminho “um bocadinho a pé um bocadinho ao colo”, porque eu não dava descanço às pernas da Maria. Ás sextas-feiras à noite íamos sempre jantar a casa da Maria, ou então muitas vezes enquanto os meus pais iam ao cinema eu ficava em casa com a Maria, a beber leite do biberão aquecido na chaleira (biberão só porque sim), a comer chocolate de leite Nestlé e a ver o Ponto de Encontro e depois os Ficheiros Secretos. Depois íamos as duas para a grande cama da Maria, e aí cantávamos duas ou três orações bonitas (estou a tentar lembrar-me…) antes de adormecer. E depois a Maria virava-se de costas, ainda hoje lhe mete confusão respirar o ar dos outros, e eu punha o braço aberto sobre as costas da Maria, procurando colocá-lo à volta da sua barriga e ao mesmo tempo arranjar uma posição confortável para dormir. 

(Vou precisar de dias para contar a minha história da Maria)

Desde pequenina que me faz roupa, vestidos lindos e imaculadamente acabados e agora estranhas calças de veludo verdes sem jeito nenhum diz ela, vestidos, uma mochila, um grande gorro cinzento. A Maria ensinou-me a usar a linha e a agulha, a fazer pontos, malha e hoje ensina-me a costurar, a fazer roupa bonita (a que ela me faz é bonita, a que eu faço desenrasca-se) e ainda a fazer ensopado de borrego, açordas e migas alentejanas. A Maria faz das melhores sopas, o melhor ensopado e tem sempre o melhor pão alentejano lá em casa. E a carne de porco frita pelo Natal… Foi ela que me ensinou a fazer contas de dividir quando na altura me pareciam ser de natureza metafísica e totalmente inatingíveis, sem eu saber o que significava inatingível e muito menos metafísico.
Ela tem uma grande paciência comigo. Mais do que aquela que eu alguma vez lhe poderia pedir. Ás vezes dou-lhe uma flor, para que ela fique feliz, porque ultimamente anda muito triste, mas também para me sentir bem, sentir que de alguma forma a flor e um abraço compensam. 

Hoje sou eu que de vez em quando levo a Maria a passear, conhecer os lugares que fazem parte da minha vida, desde os cafés modernos de nome sonante, que a ela pouco ou nada lhe dizem, a lugares que muito mudaram desde o tempo em que faziam parte da vida dela. 

A Maria chama-se Maria Alegria e vive na Vivenda Mirasol numa casa amarela com um jardim com belas árvores, flores, plantas e hortelã, salsa e poejos. Tem a pele branca e rosada, muito diferente do tom amarelado da minha, olhos azul-acastanhados, muito diferentes dos meus, é baixinha e roliça e tem um espirro que se ouve no Alentejo mas um coração do tamanho do Universo. É minha avó. E por ela nem todas estas palavras conseguem transmitir uma ínfima porção daquilo que sinto. Quero-lhe mais que a minha vida. 

Esta encontrei-a em cima da mesinha de cabeceira dela, faz quase um ano:

Senhor,
no silêncio deste dia que amanhece,
venho pedir-te a paz, a sabedoria, a força.
Quero olhar hoje o mundo
com os olhos cheios de amor
ser paciente, compreensivo,
pacífico, prudente,
ver, para além das aparências
teus filhos como tu mesmo os vês.
Fecha os meus ouvidos a toda a calúnia.
Guarda a minha língua de toda a maldade.
Que só de bençãos
se encha o meu espírito
Que eu seja bondoso e alegre.
Que todos quantos se aproximarem de mim
sintam a tua presença.
Reveste-me da tua beleza, Senhor.
Que no decurso deste dia,
eu te revele a todos meus irmãos. 

As 6 horas que este bolo demorou a ser feito poderiam ser 12 ou 24 que não haveria diferença. Ela merece e adorou, é só isso que interessa.

Bolo da Maria
livremente adaptado de Desserts for Breakfast, Celebration Hummingbird Cake 

Abaixo estão as doses para um só bolo de 22cm de diâmetro. Dupliquei esta receita para fazer um bolo grande composto por dois bolos montados com o recheio entre eles. Para simplificar, fazer apenas uma receita e abrir o bolo horizontalmente para o rechear. Sem o recheio e com uma chávena de chá e fica um belo bolo para um lanche.
As doses do recheio dão para dois bolos. 

215g de farinha
1 c.chá de canela
1/2 c.chá de bicarbonato de sódio
1/2 c.chá de sal
70g de nozes picadas
1/2 cháv. (50g) de côco seco sem açúcar, ralado
100g de açúcar
100g de rapadura (açúcar de cana integral)
1 ovo + 1 gema
115g de ananás, finamente picado
3 bananas maduras, esmagadas (mas não em puré para manterem alguma consistência)
60ml de óleo vegetal
1 c.chá de extracto de baunilha

56g de manteiga, à temperatura ambiente
1/2 c.chá de extracto de baunilha 
2 chávs. de açúcar em pó
225g de queijo creme
nozes tostadas, grosseiramente picadas
ananás, cortado aos pedaços

 Engordurar e enfarinhar uma forma para bolos de 22cm.
Numa tigela, misturar a farinha com a canela, o bicarbonato, as nozes e o côco ralado. Misturar tudo muito bem e reservar.
Numa outra tigela, bater energicamente o ovo, a gema e os açúcares até ficar cremoso e suave, cerca de 1 minuto. A esta altura, pré-aquecer o forno a 180ºC.
Adicionar o ananás, as bananas esmagadas, o óleo e o extracto de baunilha e envolver até ficar bem misturado. Adicionar a mistura da farinha em duas vezes, envolvendo bem entre cada adição.
Colocar a massa na forma e levar ao forno cerca de 40 minutos, ou até o teste do palito sair limpo.
Deixar o bolo arrefecer cerca de 15 minutos antes de o retirar da forma. Deixar arrefecer totalmente antes de proceder à montagem do bolo com o recheio.

Enquanto o bolo está no forno, bater a manteiga a velocidade máxima até ficar leve e esponjosa. Provavelmente será complicado fazê-lo dada a pouca quantidade de manteiga, mas não haverá problema nenhum quando for incorporada com o queijo.
Adicionar o extracto de baunilha e gradualmente o açúcar em pó.
Adicionar gradualmente o queijo-creme, batendo bem após cada adição.
Utilizar imediatamente para rechear o bolo.

Quando estiver totalmente arrefecido, dividir o bolo longitudinalmente, rechear com o creme de queijo, nozes tostadas e ananás. 

Uma dose deverá servir 8-10 pessoas. O que fiz dá para 15-20 pessoas. Mesmo.

a ouvir: Teardrop - Massive Attack

— 2 years ago with 6 notes
#bolos  #ananás  #côco  #banana  #Noz 
longo e efémero mês de Agosto

Estou há coisa de 5 minutos - uma eternidade no meu processo de escrita - a escrever e a apagar palavras na busca de encontrar a maneira ideal de começar este texto. Após a minha longa ausência - uma eternidade no meu processo de vida - a verdade é que muito aconteceu neste último mês, mas pouco tenho a dizer sobre este último mês. Trabalhei em restauração pela primeira vez, adorei a experiência, cresci, e acima de tudo voltei a surpreender-me com a capacidade humana de se adaptar às mais diversas situações e circunstâncias (desculpem-me o palavreado fácil, de facto estou enferrujada).
Para além disso, um festival de dança, novos amigos, reencontros com velhos amigos, um aniversário centenário (porque quem faz 98 anos é uma valente centenária), palavras surpreendentes e calorosas de uma querida leitora, alguns cozinhados (muito muito aquém daquilo que eu desejava), pouco tempo para os fotografar e o aniversário da minha melhor amiga. E é com a minha prenda para ela que vos deixo a salivar, retomando da maneira mais doce a rotina neste Manifesto que já deixava saudades - a mim própria e a outros pelo que muito gostei de saber.

Agora tenho uma semana para fazer o que estava programado para dois meses. Algumas coisas com mais urgência que outras sim, cozinhar muito definitivamente!, e sempre sempre com um sorriso na cara, uma boa música a acompanhar, com muita vontade e sem pressas. Tem de ser assim. 

Bolo Maravilhoso - nome piroso e que no entanto não poderia ser mais adequado
de Dorie Greenspan, Baking: From My Home to Yours

2 chávs. de farinha para bolos
1 c.sopa de fermento em pó
1/2 c.chá de sal
1 . cháv. de leite gordo ou buttermilk
4 claras de ovo grandes
1 cháv. de açúcar
2 c.chá de raspa de limão
110g manteiga sem sal, à temperatura ambiente
2 c.chá de sumo de limão

Cobertura de creme de manteiga
1 cháv. de açúcar
4 claras de ovo grandes
340g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
1/4 cháv. de sumo de limão (2 limões)
1 c.chá de extracto de baunilha

2/3 chávs. de compota de framboesa sem sementes, mexida vigorosamente ou aquecida gentilmente até ficar apta para espalhar
1 cháv. de coco ralado adocicado

Bolo: Colocar a prateleira no meio do forno e pré-aquecer a 180ºC. Engordurar duas formas circulares de 23x5cm e cobrir a base com papel vegetal. Colocar as formas em cima de tabuleiros de forno.
Peneirar a farinha com o fermento e o sal. Bater o leite e as claras numa tigela média.
Colocar o açúcar e a raspa de limão numa taça grande e esfregar com as pontas dos dedos até soltar aroma e o açúcar humedecer. Adicionar a manteiga e bater com as pás ou varas da batedeira, ou à mão, a velocidade média durante 3min., até a manteiga e o açúcar estarem muito leves. Bater o extracto de limão e adicionar 1/3 da mistura da farinha, ainda a velocidade média. Adicionar metade de mistura do leite, depois metade da mistura restante dos ingredientes secos até incorporar. Adicionar o resto do leite, bater até ficar homogéneo, e depois adicionar o resto dos ingredientes secos.
Finalmente, bater a massa vigorosamente durante 2min. para garantir que está totalmente mexida e bem incorporada. Dividir a massa pelas duas formas e alisar o topo com uma espátula.
Levar ao forno por 30-35min. ou até os bolos terem crescidos, fofos ao toque e o teste do palito sair limpo.
Transferir os bolos para grelhas e arrefecer por 5min. Passar uma faca pelas bordas dos bolos, desenformar e retirar o papel vegetal. Inverter e deixar arrefecer à temperatura ambiente. (Os bolos podem ser embrulhados em película anti-aderente e guardados à temperatura ambiente durante a noite ou congelados por dois meses.)

Cobertura: colocar o açúcar e as claras numa taça grande à prova de calor, sobre uma panela com água fervente e mexer constantemente, mantendo a mistura sobre o calor, até ficar quente ao toque, cerca de 3min. O açúcar deve estar dissolvido, e a misturá obterá uma consistência semelhante a crème de marshmallow.
Remover a tigela o calor. Bater a mistura com as varas a velocidade média até arrefecer, cerca de 5min. Mudar para as pás, se possível, e adicionar a manteiga, uma metade de cada vez, batendo até ficar cremoso. Quando toda a manteiga estiver adicionada, bater a cobertura a velocidade média-alta até engrossar ficar muito suave, 6-10min. Durante este tempo a cobertura pode amontoar ou separar-se – continuar a bater que voltará a unir-se. A velocidade média, bater gradualmente o sumo de limão, esperando que cada adição esteja absorvida até adicionar a seguinte, e depois a baunilha. A cobertura deverá ficar brilhante, cremosa, aveludada e branca. Pressionar película aderente contra a superfície da cobertura e reservar brevemente.

Montagem: com uma faca afiada, fatiar cada bolo horizontalmente a meio. Colocar uma camada com a face cortada para cima numa travessa de bolo. Espalhar 1/3 da compota, seguido de . da cobertura. Tapar com a outra camada, repetir a compota e a cobertura e fazer o mesmo com a terceira camada, acabando com a compota. Colocar a última camada e utilixar a restante cobertura para cobrir o topo e os lados do bolo.
Polvilhar com o côco, pressionando levemente contra a cobertura em todos os lados.

O bolo deve ser consumido no dia, mas pode ser refrigerado, bem coberto, por 2 dias. Trazer à temperatura ambiente antes de servir. Para congelar, refrigerar para firmar, e embrulhar muito bem com película aderente – mantém-se até 2 meses no congelador e deve ser descongelado no frigorífico, ainda embrulhado, durante a noite.

(sorry the lame photo)

a ouvir: Crazy - Gnarls Barkley

— 2 years ago with 4 notes
#bolos  #framboesa  #côco  #doces 
Dilemas

bolo ou pudim?
é uma tarte ou é um bolo?
o partido terrível ou o partido péssimo? 
estudar ou cozinhar?

Só sei que me dói o interior olho do esquerdo, estou cansada de andar em contra-relógio (e sei bem que tenho toda a responsabilidade nisso mas também não vou dizer que o faria de outra maneira), quero férias, quero praia, quer poder colocar num saco todos os papelinhos que ontem me entreti a fazer com tudo aquilo que quero fazer (incluíndo o não fazer nada) nos próximos meses, enfiar a mão e deixar a sorte escolher o meu dia.
Quero ir aos festivais, aos cafés, à praia e a jardins, ouvir boa música, dançar muito, have fun, brindar às coisas boas, rir muito, ficar bem morena, estar com quem adoro, fazer montes de comida com a os alimentos da estação, por leituras em dia, iniciar um projecto em mente, projectar sonhos (porque, afinal de contas, “somos feitos da mesma matéria que eles”), desenhar, criar sem pressões, recuperar tempos perdidos e muito muito mais. Expectativas elevadas mas totalmente exequíveis, a meu ver.   

P.S: e isto é um bolo. 1º porque é o que diz a receita e 2º porque para ser tarte tinha de ter uma base e/ou cobertura de massa e não tem. End of the story.

 Bolo de Limão e Amêndoa
adaptado de Matt TebbutThe Market Kitchen Cookbook 

Eu digo sempre que não gosto de alterar receitas de bolos, principalmente no que diz respeito às quantidades, mas por motivos de força maior a verdade é que acabo sempre por fazer ligeiras adaptações. Desta vez foi por não ter amêndoas suficientes, e por torcer o nariz ao ver que tinha de fazer uma cobertura com manteiga e xarope de glicose (say what?!) A minha funcionou “just fine” :).

É um pequeno bolo ideal para acompanhar um chá a meio da tarde. Com uma textura algo húmida, de consistência típica dos que levam miolo de amêndoa, com o aroma forte ao limão, nem demasiado doce nem demasiado amargo (ao contrário da tarte controversa), e com o “cheirinho” do licor como nota final. A cobertura pode ser substituída de diversas maneiras, como amêndoa simples torrada no forno e polvilhada com açúcar em pó. 

O miolo de amêndoa pode ser feito em casa: o resultado é exactamente o mesmo do que se vende nas lojas e quer-me parecer que sai bastante mais económico.

225g de manteiga
225g de açúcar
2 ovos
150g de farinha com fermento
200g de amêndoas moídas
2 limões médios, sumo e raspa
2 c.sopa cheias de licor de amêndoa

2 c.sopa de açúcar amarelo
1/2 cháv. de água
50g de amêndoas laminadas

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Engordurar e enfarinhar ligeiramente uma forma de base removível para bolos ou tartes.
Numa grande taça, juntar o açúcar com a manteiga e bater com uma batedeira até obter uma mistura esbranquiçada.
Numa pequena tigela, bater os ovos e adicioná-los à mistura da manteiga e do açúcar. Peneirar a farinha de trigo com o miolo de amêndoa e juntar também à mistura, seguida do licor, da raspa e do sumo de limão. Envolver bem até ficar com uma mistura homogénea.
Colocar o preparado na forma enfarinhada e levar ao forno cerca de 40 minutos.
Entretanto, preparar a cobertura de amêndoas, colocando todos os ingredientes numa pequena panela e cozinhar até a água reduzir e formar uma calda espessa com as amêndoas. Adicionar mais água ou açúcar a gosto, se necessário.
Após os 40 minutos de cozedura, fazer vários furos no topo do bolo com um palito e polvilhar as amêndoas preparadas com a calda sobre o bolo. Devolver ao forno mas 10-15 minutos. Durante esse tempo ter atenção às margens do bolo para não acastanharem demasiado. Deixar as amêndoas bem tostadas basta adicioná-las após 30 minutos da cozedura do bolo.
Retirar do forno, deixar arrefecer e servir ao natural, acompanhado de chá de lúcia-lima, menta, cidreira, café…

serve 8

a ouvir: So FarHabanot Nechama

    — 2 years ago with 3 notes
    #amêndoa  #bolos  #sobremesas  #tea time 
    Chocapic, o ovo estrelado e a laranja no bolo

    Quando deixamos de comer/cheirar/viver uma coisa que durante muito tempo nos foi íntima, familiar, temos medo que, ao voltarmos a repetir a experiência passados muitos anos, já não seja a mesma coisa. Geralmente é o que acontece. Podia estar a falar de muita coisa, mas desta vez refiro-me ao Chocapic: os cereais de trigo cobertos com chocolate que resumem os meus pequenos-almoços de infância e pré-adolescência. Hoje, envoltos num leite quente aquecido ao lume na caneca de inox (ainda não recuperámos o microondas), numa bela tigela branca segura entre as minhas mãos, voltaram a entrar em contacto com as minhas pupilas gustativas.
    Reconfortante, maravilhoso, sem qualquer exagero. Foi como cheirar algo que nos remete para uma altura muito feliz da nossa vida (está-me sempre a acontecer.) 

    Também estrelei um ovo, coisa que não fazia literalmente (e não num tom figurativo) há anos, e soube-me melhor do que me lembrava. É uma das grandes vantagens de reeducar a boca e o estômago.

    Sim, ultimamente tem-me dado para revivalismos. A música que ouço é prova disso.
    Se ao menos não esquecesse o presente. 

    Quinoa de Cogumelos e Nozes com Espinafres e Ovo estrelado
    ligeiramente adaptada de Canelle et VanilleMushroom, Walnut Quinoa with Fried Egg and Watercress Salad

    1 c.sopa de azeite
    1 dente de alho, picado
    1 cháv. cogumelos
    1/2 cháv. de quinoa, passada por água
    2 chávs. caldo de legumes
    1/2 c.chá de sal
    1 c.sopa de nozes, picadas
    1 c.sopa de salsa fresca, picada
    1 c.sopa de cebolinho, picado
    1 ovo, para estrelar
    espinafres q.b
    sal e pimenta a gosto

    Aquecer o azeite numa panela pequena e saltear o alho e os cogumelos a lume médio durante 2-3 miutos. Juntar a quinoa e saltear cerca de 1 minuto. Adicionar o caldo de legumes e o sal e levantar fervura. Reduzir o lume, cobrir e cozinhar cerca de 15 minutos.
    Remover a panela do lume e adicionar a maior parte das nozes, da salsa e do cebolinho. Ajustar o tempero e envolver tudo.
    Fritar os ovos num pouco de azeite, temperar por cima com um pouco de sal grosso e pimenta preta fresca.
    Colocar a quinoa e os espinafres numa tigela, servir o ovo por cima da quinoa, juntamente com o resto das nozes e das ervas frescas.

    serve 1

    E também fiz um bolo. Até hoje, três coisas me surpreenderam verdadeiramente no mundo da pastelaria: a quantidade exurbitante de ovos que 90% da doçaria alentejana leva, um bolo de courgette (que tem um post mais que prometido) e um bolo com uma laranja inteira, literalmente. 

    Bolo húmido de Laranja com Cobertura de Iogurte
    receita de The British Larder, Sticky Orange Cake with Natural Yogurt Topping

    É um bolo extremamente rico no seu sabor forte a laranja, na sua textura húmida quase cremosa, graças ao puré da laranja cozida, e surpreendente pela ausência de qualquer gordura na sua constituição. Ideal mais para um lanche que para uma sobremesa, digo eu.

    2 laranjas frescas

    100ml da água da cozedura das laranjas
    6 ovos
    250g de açúcar não refinado
    100g de farinha
    200g de amêndoas moídas
    1 c.chá de fermento em pó

    Cobertura de Iogurte Natural
    300g de iogurte natural
    20g de açúcar não refinado
    1 folha de gelatina
    100ml de leite
    sementes de 1 romã
    raspa de 1 laranja
    1 c.sopa de pistáchios, picados

    Cobertura
    : Mergulhar a gelatina em água fria por 7min. Levar o leite e o açúcar a ferver, espremer a folha de 
    gelatina e adicionar ao leite, mexendo para dissolver.

    Numa tigela média, bater o iogurte com o leite. Deixar arrefecer antes de espalhar sobre os bolos arrefecidos.

    Lavar as laranjas, colocá-las numa panela e cobrir com água fria. Ferver e deixar as laranjas cozer durante 1 1/2h, até ficarem totalmente moles. Deixar arrefecer as laranjas completamente no líquido da cozedura.
    Pré-aquecer o forno a 150ºC com a prateleira no meio. Engordurar duas formas de pão de 24x9x6,5cm.
    Colocar as laranjas inteiras num processados com o líquido da cozedura e passá-las até formar um puré muito cremoso.
    Transferir o puré para uma grande tigela, adicionar os ovos e o açúcar e misturar bem. Envolver as amêndoas na massa, peneirar a farinha e o fermento sobre a mistura e envolver com uma colher de metal. A massa do bolo estará muito líquida. Verter a mistura sobre as formas e cozer por 1h.
    O bolo estará pronto quando o teste do palito sair limpo. A textura deverá ser húmida e densa, quase como a de um cheescake. Deixar arrefecer 20min, retirar da forma para uma grelha e arrefecer totalmente antes de o cobrir com a cobertura de iogurte. Polvilhar com as bagas da romã, raspa de laranja e os pistáchios.
    O bolo mantém-se conservado durante 3 dias no frigorífico. 

    faz 2 bolos de 24x9x6,5


    a ouvir: Thank You - Dido 


    — 3 years ago with 3 notes
    #bolos  #cogumelos  #laranja  #ovos  #quinoa  #no forno 
    lost in translation

    Nem sequer vou começar por descrever a semana que se passou. Basta saberem que foi tal que não tive tempo de deitar as mãos à máquina nem à comida, que se resumiu à mais simples das confecções: saladas e sandes de 3 ou 4 ingredientes e um bocadinho de tempero. Só para terem uma noção, até comi da cantina (e o pior nem foi a comida, mas sim a simpatia avassaladora das queridas empregadas da cantina, sempre com um sorriso à disposição e uma resposta torta na ponta da língua. Haja paciência, porque eu começo a perdê-la.)

    Mas esta semana (acho que) estou de volta pela simples razão que a faculdade e a minha casa são os únicos sítios por onde me vão poder encontrar. Logo, haverá tempo para fazer coisas boas e fotografá-las.

    Começo desde já por avisar os interessados que a partir de hoje começo a fornecer duas sobremesas por semana ao Senhor Tempero (para os menos informados, é o nome do restaurante do meu pai). E é precisamente sobre a minha primeira escolha como fornecedora deste belo estabelecimento que recai o título deste texto. 
    Como traduzir sucinta e eficazmente para uma clientela portuguesa, um bolo cujo nome é New York Crumb Cake?
    Bolo de migalhas* de Nova Iorque? Não soa lá muito apetitoso.
    Bolo super simples com uma cobertura crocante mas que não é crocante-tipo-bolacha e sim estaladiça-tipo-açúcar-e-farinha-com-manteiga-esfarelados? Um bocadinho grande.
    Bolo streussel (que é nada mais que crumble em alemão)? Pode ser, mas quem não souber o significado fica na mesma.
    Bolo de duas texturas? Não…
    This is a tuff one. E o pior é que, como foi a primeira vez que o fiz e não tive a oportunidade de o degustar, não me posso inspirar pelo sabor para lhe dar um nome adequado. 
    Desconheço como lhe estão a chamar no restaurante, mas mal posso esperar para o saber.

    E só espero que sobre um bocadinho, só um bocadinho, para provar.

    A receita é daqui. Super simples, fácil e acessível (quem usar máquina é um preguiçoso de primeira!). Nem me vou dar ao trabalho de a traduzir porque segui-a na integra, substituindo apenas o óleo de canola por óleo de semente de girassol, que era o que tinha à mão. Assustei-me um bocadinho com a quantidade de manteiga que a cobertura leva, mas não me arrisco a alterar de forma mais arriscada nenhuma receita que esteja a fazer pela primeira vez (lição de Jamie Oliver).

    *note-se que migalhas é a tradução literal para crumb.

    E agora se me dão licença, vou voltar para a cultura Castreja e a arte do Neolítico.
    Volto à noite com a receita do almoço.
    Até já. 

    — 3 years ago with 1 note
    #bolos  #sobremesas  #no forno 
    no need to be fancy

    Sem coberturas de manteiga, recheios gulosos, uma lista interminável de ingredientes ou três metros de altura. Para os meus anos apetecia-me algo cheio de Ss: simples, súbtil e saboroso. E com framboesas. Não tive de procurar muito até dar com esta receita. Faltavam amêndoas, e amêndoas foram.
    O açúcar em pó foi o toque que faltava. 

    Há receitas que fiz anteriormente que não irei colocar em qualquer altura por pertencerem a um contexto muito específico e que, por assim ser, merecem ser partilhadas na altura certa.
    No que diz respeito a este pequeno bolo, os meus vinte anos é o seu contexto e, ainda que 3 semanas atrasado, fica aqui a representar um dia inesperado, e que, por assim o ter sido, se tornou ainda mais maravilhoso. É um agradecimento e uma ode a esse dia repleto de pessoas especiais, prendas maravilhosas, comida boa (e uma paragem digestiva para não recordar), risos, conversas, afectos e pequenas e insignificantes coisas que me preencheram por completo.
    Como este bolo.

    The most intense moments are the ones that aren’t supposed to happen. 
    (não me lembro da fonte)

    Bolo de framboesa
    adaptado de Gourmet, Raspberry Buttermilk Cake

    128g farinha
    1/2 c.chá fermento em pó
    1/2 c.chá bicarbonato de sódio
    1/4 c.chá sal
    57g manteiga sem sal, amolecida
    134g + 1 1/2 c.sopa açúcar, divididos
    1/2 c.chá extracto de baunilha puro
    1 ovo grande
    1/2 cháv. buttermilk bem batido*
    140g framboesas frescas
    amêndoas lâminadas tostadas, o suficiente para espalhar pelo topo do bolo
    açúcar em pó 

    Pré-aquecer o forno a 200ºC com a prateleira no centro. Engordurar e enfarinhar uma forma redonda de 23cm.
    Misturar os ingredientes secos. Bater a manteiga e 134g de açúcar a velocidade média-alta até ficar obter uma consistência esponjosa, cerca de 2min, e adicionar a baunilha. Adicionar o ovo e bater bem. A velocidade baixa, adicionar a mistura da farinha em três partes, alternando com o buttermilk, começando e terminando com a farinha, e envolver até combinar tudo. Colocar a massa na forma e alisar o topo. Espalhar as framboesas por cima da massa, seguidas das amêndoas tostadas e finalizar com o restante açúcar por cima.
    Levar ao forno até dourar e o teste do palito sair limpo, 25-30min. Deixar arrefecer na forma 10min e desenformar numa grelha. Deixar arrefecer mais 10-15min e inverter para um prato. Após arrefecer totalmente polvilhar com o açúcar em pó e servir.

    serve 6

    * o buttermilk pode ser substituído por 1/2 c.sopa de limão mais a quantidade de leite perfaz a 1/2 chávena. Também pode simplesmente ser substituído pela mesma quantidade de iogurte natural, normal ou magro.

    — 3 years ago with 1 note
    #bolos  #framboesa  #no forno