As coisas não podem estar assim tão más quando se está prestes a viajar para Barcelona. Aliás, as coisas não podem estar assim tão más quando se está prestes a viajar, ponto.
O que se faz quando se tem um bom pedaço de queijo feta no frigorífico que sabemos que não irá durar até ao meu regresso é o que mostrarei de seguida. Incrível como o que improviso é o que sai sempre melhor, fico mesmo feliz. Ou então é só sugestão minha por querer acreditar que o fruto do instinto é o que sabe melhor. Anyway, it works for me.
E não posso deixar de vos apresentar o D.O.P - o meu mais recente projecto da faculdade. Enjoy.
observação: Portugal, Espanha, Grécia… estranha a mistura de culturas que por aqui paira!

Caçarola à grega (odeio a expressão à - , mas é o que faz mais juz à coisa)
Mum didn’ like the lemon. Mas eu adorei. Em caso de dúvidas, cortem o limão às fatias e deixem ao gosto de quem vai apreciar o vosso belíssimo jantar.
Precioso, te digo!
1 c.sopa de azeite
1/2 cebola grande, picada
6 dentes de alho, laminados
2 folhas de louro, partidas
100ml de vinho branco
150ml de polpa de tomate
2 c.sopa de oregãos
2 tomates médios bem maduros, cortados em pequenos pedaços
4 postas de pescada, cozidas e arranjadas (espinha e pele retiradas) e a água da cozedura reservada
600g camarão sem casca, congelado
sal e pimenta
1/2 limão
200g de queijo feta
azeitonas galegas, a gosto
4 pães pita, para servir
Aquecer o azeite numa caçarola ou frigideira larda. Juntar o alho, a cebola e o louro, deixando alourar 3 minutos.
Adicionar a polpa de tomate, os tomates, o vinho, 1 colher de sopa de oregãos, cerca de 100ml da água da cozedura do peixe, sal, pimenta e 4 tiras da casca de limão. Deixar cozer 7-10 minutos até reduzir e engrossar o molho.
Adicionar o camarão e a pescada despedaçada, envolver tudo e deixar ao lume até o camarão estar cozido.
Provar e rectificar o tempero se for necessário e retirar do lume.
Polvilhar com o feta desfeito e finalizar com um fio de azeite, o sumo do limão, o resto dos oregãos ou mais a gosto e azeitonas.
Servir quente com pedaços de pão pita bem tostado.
serve 4
a ouvir: Little Red Rooster - Big Mamma Thornton
Hasta Domingo!

A expressão “da última vez que (acção) foi com (sujeito)” deverá ser das de natureza mais sádica de que dispomos no nosso arquivo vocabular universal (perdoem-me se não estou a utilizar os termos correctos). As nossas últimas vezes de algo com alguém poderão bem sera melhor recordação que temos desse algo (um miradouro, um croissant com chocolate, uma viagem de autocarro, um cinema) ou desse alguém. E é sempre bom recordá-lo, tendo no entanto essa memória irrefutável em iminente perigo de perda desse estatuto de “último”. E sem nos apercebermos essa pessoa não detém já esse estatuto, ou privilégio, se quiserem, de ser dona dessa minha última vez. É uma posição de exclusividade que, uma vez dissipada, leva com ela essa pessoa se tiver o infortúnio de já não me poder dar mais últimas vezes. Sem me aperceber tiro uns do pódio e substituo por outros e depois a “coisa”, o “algo” fica ali no meio sem eu saber bem o que fazer com ele.
Por outro lado, talvez essa seja a nossa, a minha salvação. Há que renovar o armário (não sei porquê ia escrever aqui guardanapo), fazer limpezas de Primavera, substituir o velho, o obsoleto pelo novo, encarando-o não como melhor ou pior, mas diferente. Ou melhor, como apropriado, adequado. Como a roupa de Inverno e de Verão. Se se vai, de certo que não terá importância, certo? Porque todos sabemos que o cérebro tem a incrível capacidade de seleccionar e armazenas a informação mais importante, certo?
E agora que desabafei - afinal de contas, isto é um manifesto da alma - passo a mais uma nova experiência gastronómica.
Não que pense em alguma vez contentar-me por comida étnica feita cá, por agora é o que se arranja. O Vietname tem sido alvo de grande escrutínio da minha parte recentemente, nomeadamente no período decorrente entre a guerra da Indochina e o final da guerra do Vietname. Assisti também uns tempos dois decadentes exemplos de food porn do Antony Bourdain em Saigão aqui e aqui, comendo phos com um aspecto de deixar qualquer um a babar. Para finalizar, encontrei estas três receitas de aspecto fantástico no site da Donna Hay que achei perfeitas para dar o pontapé de arranque nesta gastronomia onde o segredo está nos molhos. E no picante e no açúcar.
Para finalizar deixo aqui os meus agradecimentos à loja oriental em frente à saida do Metro do Martim Moniz, que não me cobra por molho de peixe e hoisin da melhor qualidade os olhos da cara que outras tantas ditas “gourmets” fazem.
ah, é verdade, para já mantenho o português. Brevemente espero passar para o blogspot uma vez que o tumblr é demasiado limitativo, e com essa mudança talvez criar um mini animae inglês com apenas algumas receitas seleccionadas.




Acompanhamentos
1 couve chinesa
cogumelos enokitake
rebentos de soja
cenoura ralada
cebolos
massa de arroz
crepes de arroz
Nuoc cham
Faz cerca de 360ml
125ml molho de peixe
110g açúcar
2 c.sopa de água
30ml de sumo de limão
1 dente de alho, esmagado
4 pequenas malaguetas vermelhas, cortadas ao meio
Colocar o todos os ingrediente numa tigela e combiná-los bem até o açúcar estar dissolvido. Mantém-se conservado num recipiente fechado no frigorífico cerca de 1 semana.
Molho de Hoisin e Amendoím
Faz cerca de 240ml
125ml molho hoisin (molho de ameixa chinês - receita caseira abaixo)
80ml de vinagre de arroz
2 dentes de alho, finamente picados
2 malaguetas vermelhas pequenas, fatiadas
45g de amendoins, tostados e picados
Colocar todos os ingrediente numa tigela e mexer para combiná-los.
Servir ambos os molhos como tempero para massa de arroz, saladas, carne de porco cozida ou crepes de arroz.
Molho verde picante
1 pimento verde, grosseiramente picado
4 malaguetas vermelhas, sem sementes e fatiadas
1 dente de alho
10g de gengibre fresco, descascado e grosseiramente picado
1/4 cháv. de açúcar de cana
1 c.sopa de molho de peixe
2 c.sopa de sumo de lima
3kgs de camarões médios, para servir
Colocar todos os ingredientes menos o molho de peixe e o sumo de lima num processador e picar até ficar tudo grosseiramente picado. Misturar com os ingredientes líquidos e servir acompanhando os camarões.
a ouvir: For Today I am a Boy - Antony and The Johnsons
Aqui estão elas: duas das primeiras quatro receitas criadas para a revista sintrense de distribuição mensal Magnifica. Umas mais originais que outras, mas sempre com o meu toque. Estou feliz, agradecida, e orgulhosa - um orgulho modesto, mas muito saboroso.

Caipirinha
Profundamente enraizada na cultura brasileira, a caipirinha sofre diversas adaptações de Norte a Sul do país, nomeadamente no que diz respeito ao tipo de açúcar: branco na tradição paulista, mascavo no nordeste, em Portugal o incontornável açúcar amarelo. As possibilidades são infinitas, livres para serem exploradas e adaptadas a todos os gostos. As quantidades de açúcar e cachaça são meras referencias, uma vez mais, para serem adaptadas ao desejo do momento.
2 limas, cortadas em oito partes cada
4 colheres de sopa bem cheias de açúcar amarelo
gelo picado q.b
160-200 ml de cachaça
Arranjar 4 copos individuais largos ou um jarro de litro. Em cada copo, colocar 4 pedaços de lima, 1 colher de açúcar. Esmagar bem a lima com o açúcar, adicionar 40-50ml de cachaça e encher até ao topo com o gelo.
Com um shaker, agitar energicamente cada copo até que todos os ingredientes fiquem misturados e o açúcar dissolvido.
Se utilizar antes um jarro, mexer muito bem com uma colher funda.
Servir bem fresca.
serve 4

Grelhada de camarão e choco em marinada de coentros
Garantir que os chocos estão bem limpos e arranjados e que ficam totalmente cozidos é o mais importante para o resultado final deste prato. De resto, não poderia ser mais simples e mais delicioso, fresco e suculento para um belo almoço ao ar livre.
300g de camarão médio (cerca de 24), limpos e descascados
16 chocos bebés (ou 8 chocos médios divididos em 2), limpos e arranjados
60 ml de azeite
4 colheres de sopa de coentros, picados
2 dentes de alho grandes, picados
2 colheres de sopa de sumo de limão
1 ½ colher de sopa de sal grosso
1 malagueta pequena, sem sementes e finamente picada (opcional)
8 espetos
Num almofariz, colocar os coentros, o alho e o sal. Esmagar e envolver bem até formar uma pasta consistente e homogénea.
Numa tigela grande, colocar os camarões e os chocos, seguidos do azeite, sumo de limão, malagueta e a pasta de coentros e alho. Misturar tudo muito bem com as mãos, garantindo que todo o marisco se encontra totalmente envolvido em todos os ingredientes. Tapar com película aderente e deixar a marinar durante 30-60 minutos.
Espetar alternadamente 3 camarões e dois chocos em cada espeto, ligar o grelhador e grelhar as espetadas 5-6 minutos em cada lado, ou até o camarão ganhar cor e os chocos estarem totalmente bem cozidos.
Servir de imediato, acompanhado com um simples arroz de alho e coentros.
serve 4