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animae manifestum

diz, pede, sugere, pergunta, comenta, manifesta-te!   animaemanifestum@gmail.com
Falsas concepções

Chateia-me muito quando ouço falar sobre o que não se sabe, sobre o que se pensa que se sabe. Principalmente quando isso tem repercussões a nível comportamental. Sobre comida o que não falta são mitos e ideias feitas, falsas noções que abrangem todo o espectro deste mundo que é para mim fantástico, pelo paradoxo da sua simplicidade e extrema complexidade, onde o mais puro irreflectido prazer depende das mais complexas combinações bioquímicas ainda tão distantes da nossa compreensão. Controlamos o que comemos, dentro das nossas limitações, mas não conseguimos controlar o efeito que isso tem em nós. 

Adoro comida, cozinhar e comer. Entusiasma-me, desafia-me e às vezes chateia-me. Gosto de explorar, experimentar, analisar minuciosamente o que é que torna algo delicioso ou absolutamente intragável, perceber o quê e porque é que há algo num alimento que outrora não gostava mas que agora me faz adorá-lo. Como devagar quase tudo menos gelados, devoro-os. Mas sim, gosto de dar tempo a cada dentada para se revelar ao meu paladar, perceber porque é que o ensopado de borrego é o meu prato preferido. Quanto mais tempo passa sem beber um copo de vinho mais bem me sabe quando o faço. Intriga-me a satisfação que encontro numa simples banana, a diferença que ocorre nas minhas caibras, sim tenho muitas, quando como uma todas as semanas, porque é que o pão com manteiga é resposta veemente para muitos quando questionados sobre a sua comida de conforto ou porque é que algumas pessoas não gostam de chocolate. Penso, reflicto, questiono muito, às vezes demais, sobre tudo e sobre o nada e muitas vezes não chego a lado nenhum senão à conclusão de que nada é certo e por isso mais vale prender-me às minhas próprias conclusões, às minhas verdades que sempre são mais simples que as outras. Seja esta a minha obsessão, é para o lado que durmo melhor. Bom, não é bem verdade porque por vezes a obsessão não deixa dormir. O que não me faz sentir qualquer vontade em mudá-la.

Intriga-me por exemplo o conteúdo deste copo, que reúne na perfeição o panna cotta doce, que desliza na boca como um creme vaidoso exibindo toda a sua sumptuosidade, e o travo agri-doce das cascas da compota de limão, como uma adolescente rebelde que recusa à outra total protagonismo. É ela que deixa um sorriso na cara daqueles que, silenciosos, raspam ruidosamente os pequenos copos de vidro.
E assim se quebram as falsas concepções: converte os que acham que uma refeição só está comppleta com massa, arroz ou batata sobre a mesa, aqueles que substimam o poder de uma salada, os que acham que tem de ficar cheios para ficar bem, os que tiveram uma experiência infeliz ou que teimam na sua relutância contra um simples doce de natas e os que se dizem intolerantes à acidez do limão.

Salada de Tomate e Manjericão com Carapau Grelhado
inspirada pelo livro do Jamie Oliver, Cozinhar com Jamie Oliver

4 mãos bem cheias de tomates-cereja
sal marinho e pimenta preta acabada de moer
azeite virgem-extra
vinagre balsâmico
1 dente de alho pequeno, ou 1/2 grande, picado muito finamente
1 punhado de manjericão fresco

4-8 carapaus médios
óleo, para pincelar 

Cortar os tomates de diversos tamanhos: ao meio, em quartos longitudinalmente, transversalmente ou deixar inteiros e colocar directamente numa saladeira larga e rasa, para que fiquem todos igualmente cobertos pelos molhos e sucos. Temperar com uma pequena pitada de sal grosso, uma dose generosa de azeite e cerca de 1/3 dessa dose de vinagre, pimenta e o alho.
Dividir as folhas de manjericão entre as grandes e as mais pequenas. Rasgar cuidadosamente, sem manusear muito as folhas grandes. Se “amachucarem” demasiado as folhas elas perdem todo o seu aroma para as vossas mãos. Juntar aos tomates e envolver tudo com as mãos muito bem. Provar e rectificar o tempero se for necessário.
Aconselho vivamente fazer a salada alguns minutos (10 é mais que suficiente) para que os sabores se intensifiquem e se fundam totalmente.
Finalizar com as folhas pequeninas de manjericão, só mesmo porque fica bonito e servir - não se esqueçam da colher para apanhar os sucos da saladeira e colocar sobre o vosso prato!

Como o carapau é um peixe magro e que pode ter tendência a ficar demasiado seco ao grelhar, é preferível pincelar com um bocadinho de óleo até mesmo para não se colar na grelha. De resto é só temperar com sal grosso e colocar na grelha quente até ficar cozido ao vosso gosto e dependendo do tamanho dos carapaus: estes foram cerca de 7-8 minutos de cada lado.

serve 4 

Panna cotta com geleia de limão

500ml de natas magras
50g açúcar
1/2 c.chá de extracto de baunilha
12,5g (3 folhas) de gelatina + 50ml de água gelada
um ramo de erva cidreira, opcional

Para desenformar a panna cotta antes de servir, ólear ligeiramente 4 copos ou recipientes com óleo sem sabor.
Amolecer as folhas de gelatina na água gelada durante 5-10min. Após isso, expremer bem.
Aquecer as natas e o açúcar numa panela juntamente com a erva cidreira para fazer uma infusão, mexendo constantemente para não formar uma película sobre as natas. 
Quando o açúcar estiver dissolvido, remover do lume e adicionar o extracto de baunilha.
Retirar a erva-cidreira das natas, colocar as folhas de gelatina na mistura e mexer gentilmente até a gelatina se dissolver completamente.

serve 4

Geleia de limão
Nesta altura do ano não há hipótese senão dar asas à imaginação para aproveitar a dose magistral de limões oferecida. Em panna cotta, sobre um bolo de chocolate ou com um simples scone à hora do lanche, esta geleia é ideal para quem tem a boca doce mas que também gosta de sentir as papilas a saltitar com o travo ácido quanto baste da casca do limão.

6 limões de tamanho médio
1 1/2 chávena (cerca de 300g) de açúcar  

Lavar bem os limões e secá-los. Cortar os limões ao meio, expremê-los e reservar o sumo. Com uma colher, contornar as paredes internas das metades do limão para retirar totalmente a polpa e a película dos gomos. O processo é semelhante a comer uma meloa ou um kiwi com uma colher.
Cortar as cascas dos limões com uma faca bem afiada em tiras muito finas, com cerca de 3-4mm de espessura.
Colocar as cascas numa panela grande com 4 chávenas de água gelada e levantar fervura. Deixar ferver durante 1 minuto, escoar as cascas e passá-las por água fria corrente. Repetir o processo mais duas vezes. na última vez, escoem as cascas mas não é passem por água.
Devolver as cascas à panela, adicionar o sumo expremido e o açúcar. Deixar ferver e cozinhar a lume médio, mexendo para dissolver o açúcar. Retirar qualquer espuma que se acumule sobre o preparado e deixar ao lume até a geleia ficar firme, cerca de 30 minutos. Podem fazer o teste colocando um pouco da geleia sobre um prato, esperar que arrefeça e tocar com o dedo para verificar a consistência. Se escorrer e estiver demasiado líquida e não gelatinosa é porque ainda não está no ponto, mas tenham cuidado porque se deixam demasiado tempo também fica demasiado concentrada e perde a consistência desejada.
Verter a compota em frascos esterilizados e deixar arrefecer antes de servir.

faz cerca de 500ml

MONTAGEMColocar cerca de 2 colheres de sopa de geleia em cada copo preparado.
Dividir a panna cotta pelos copos e refrigerar até ficar firme, que deverá levar 3-4h.
Após refrigerar, passar uma faca afiada pelo copo e desenformar num prato ou servir simplesmente dentro do copo.

a ouvir: I’ll Take Care Of You - Gil Scott-Heron & Jamie XX

— 2 years ago
#doces  #doces e compotas  #na grelha  #saladas  #tomate  #ervas aromáticas  #limão  #natas  #peixe 
uma omelete não é só uma omelete

Já disse, redisse e voltarei a dizer sempre que acontecer: não há melhor surpresa quando meia dúzia de simples ingredientes, corriqueiros poder-se-á dizer, dão lugar a uma experiência gastronómica verdadeiramente genuína, nova, e genial na sua simplicidade. 

Apesar de, com muita pena minha, ainda não ter adquirido nenhum dos livros deste senhor, as receitas que escreve semanalmente no The Guardian e o modo como o faz são um regalo para quem lê. Umas mais simples que outras, são receitas de alguém modesto, que nutre um amor grande pelos alimentos, de grande curiosidade, espírito de jogo, bom humor e de quem nutre um carinho e valor enorme a cada receita inventada.

Omeletes de cebolo

85g de requeijão
dois ovos batidos
1 cebolo
1 pequeno punhado de folhas de coentros
7g de manteiga

molho
1/3 c.sopa de molho de peixe
1/3 c.sopa de sumo de lima
2/3 c.chá de açúcar amarelo
piri-piri seco, ou malagueta fresca picada, a gosto
gengibre fresco ralado, a gosto

Esmagar o requeijão com um garfo. Bater ligeiramente os ovos e misturá-los com o requeijão.
Picar finamente os cebolos, e misturá-los com os coentros.
Envolver as ervas com a mistura de ovo e requeijão e temperar generosamente com sal e um pouco de pimenta preta.
Entretanto para fazer o molho basta misturar todos os ingredientes, adaptando a quantidade de açúcar, malagueta e gengibre de acordo com a pungência e doçura que quiserem que adquira.
Aquecer a manteiga numa frigideira. Quando começar a borbulhar ligeiramente, dividir a mistura de ovo em dois pequenos montes na frigideira, e deixá-los adquirir a forma de uma pequena panqueca, com cerca de 6cm de diâmetro. Deixar cozinhar durante uns minutos até ganhar uma ligeira cor na parte de baixo e depois virá-las cuidadosamente, deixando cozinhar o outro lado por mais um minuto.
Transferir as omeletes para um prato aquecido e servir imediatamente com uma colherada do molho.

serve 1

a ouvir: 19-2000 - Gorillaz

— 2 years ago
#ovo  #na frigideira  #ervas aromáticas  #lunchbox 
Celebrar e confortar

Durante o período de tempo compreendido entre meados de Dezembro e meados de Fevereiro existem dois tipos de receitas prováveis de aqui aparecer: o primeiro são bolos, nomeadamente de aniversário, ou algo relacionado com a ocasião. Durante este período não só fazem anos os quatro elementos do meu modesto agregado familiar (membros de 4 patas não contam), mas também mais 6 elementos da família num espectro mais alargado. Em menos de dois meses. O segundo tipo de receitas são comida prática, confortante, apta para tupperware ou para um almoço rápido, revitalizante, aconchegante e caseiro entre estudos e trabalhos.

Em tempo de celebrações as tarefas dividem-se, por vezes celebra-se fora, mas o bolo não falta, e aí de mim deixar que tal elemento fundamental seja algo despersonalizado, pré-fabricado, banal e, convenhamos, na esmagadora maioria das vezes, altamente foleiro.

Por outro lado esta é a época arrebatadora dos exames, entregas e avaliações finais, em que no meio de uma organização de trabalhos, estudos e reuniões, consigo com alguma sanidade e método encaixar modestas pausas, pequenos momentos de descontracção, corridas matinais e a minha cozinha. Os meus escapes. 

Eis um exemplo de cada um deles.

Bolo de Laranja e Amêndoa e Romã
adaptado de What Katie Ate - Citrus, Pomegranate, Almond and Poppy seed Cake 

2 laranjas grandes (cerca de 700g no total)
3 ovos, claras e gemas separadas
200g de açúcar
275g de farinha de amêndoa (amêndoa moída)
1 c.chá de fermento em pó
1/2 c.chá de canela em pó

1/4 da receita de cobertura de queijo-creme e baunilha

150ml de sumo de laranja
4 c.sopa de açúcar
1 toranja
1 laranja
1/2 romã
1 punhado de amêndoas lâminadas tostadas
sementes de papoila (opcional)

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Engordurar e forrar com papel vegetal uma forma de base removível.
Colocar as duas laranjas numa panela, cobrir com água, levantar fervura e cozer até ficarem moles e cozidas. Retirar qualquer pé presente no topo da laranja e passá-las inteiras até ficarem numa polpa cremosa.
Juntar os ingredientes secos numa tigela grande e combiná-los. Juntar as gemas, misturar bem, seguidas da polpa da laranja e envolver tudo muito bem.
Numa tigela separada, bater as claras em castelo e adicionar aos outros ingredientes e envolver cuidadosamente até ficar uma massa consistente.
Colocar na forma e levar ao forno durante 40 minutos até o topo ficar dourado.

Enquanto o bolo está no forno, segmentar a toranja e a laranja, arranjar os bagos da romã, e reservar.
Numa pequena panela, colocar o sumo da laranja e o açúcar, levantar fervura e deixar ferver até ter reduzido a xarope, mais ou menos caramelizado, como preferirem. Reservar.

Para montar o bolo, uma camada fina da cobertura de queijo creme sobre o topo do bolo, seguida dos segmentos da toranja, da laranja e da romã, as amêndoas e as sementes de papoila. Regar com o xarope de laranja e servir frio.

serve 8-10

e agora, o conforto. 

Ravioli em caldo de Ervas Aromáticas e Rúcula

3 chávs. de água
2 embalagens de ravioli de ricotta e espinafres 
1 embalagem / 200g de rúcula
1 c.chá de sal grosso, ou a gosto
1/4 c.chá de pimenta, ou a gosto
2 c.chá de manjericão fresco, talos e folhas, grosseiramente picado
2 c.chá de folhas de hortelã, grosseiramente picadas
1 c.chá de raspa de limão
1 fio de azeite
sumo de limão, q.b
1/4 de um cubo de caldo de legumes

Numa panela funda, colocar a água, o sal e a pimenta, o cubo do caldo de legumes (se for utilizado), a raspa e o sumo de limão, metade do manjericão e da hortelã. Quando levantar fervura, juntar a massa e cozer durante 3 minutos até ficar quase cozinhada. Remover do lume, adicionar toda a rúcula, o resto das ervas e o azeite e tapar cerca de 1 minuto.
Servir logo, bem quentinho, com colher numa grande tigela quente.

serve 2

a ouvir: Yellow - Coldplay (e a perguntar-me quando é que eles voltarão a fazer boa música…)

— 2 years ago with 11 notes
#bolos  #no forno  #laranja  #romã  #amêndoa  #pasta  #vegetariana  #na panela  #ervas aromáticas  #sopas  #sobremesas 
Trilogias

Tenho aprendido algumas coisas sobre a cozinha, ultimamente. Umas mais óbvias que outras (ou talvez não, mas que agora de facto me parecem bastante), mas tudo coisas que vão para além do mero conhecimento dos alimentos. Para além de um entendimento crescente sobre a “ciência da confecção” (i.e. a variação das temperaturas, o efeito de duas cozeduras, a influência do quente e do frio, os tipos de cortes…) atraem-me muito conhecimentos de natureza empírica, que intuitivamente funcionam na cozinha, mas que muitas vezes não as sabemos reconhecer, identificar, aquele “há aqui alguma coisa mas não sei bem o quê”. Coisas como combinar diversas texturas, combinação de gostos: do doce com o amargo, o salgado e com o ácido; combinação de quentes e frios. Talvez sejam conhecimentos próximos de um campo pós-racional da cozinha, e que nos fazem combinar certas coisas porque simplesmente sabemos que é o mais correcto a fazer - it feels right, como dizem os ingleses.

É aqui que entra a experimentação. Experimentar, experimentar, experimentar, que na verdade tem sido a palavra de ordem nas últimas semanas, e só me posso sentir bem por me conseguir manter motivada para me dedicar a essa experimentação, ainda que nem sempre com total sucesso. Mas não me posso queixar. E experiências como esta são as que devem ser valorizadas.

Quem fala de combinações de gostos fala incontornavelmente de combinações de sabores: desta feita, temos porco, salva, louro, beterraba e avelã. Estranha ou não, funcionou. Espero que gostem.

Lombinho de Porco estufado com Puré de Beterraba e Biscoitos de Avelã

Tentem combinar a cozedura da beterraba e dos biscoitos ao mesmo tempo economizando assim gás e tempo. Os tempos de cozedura podem sempre variar conforme o tamanho dos pedaços de beterraba, dos biscoitos e da grossura do lombo, por isso tem sempre de ter uma mãozinha de intuição. 

Não fiquei totalmente satisfeita com a beterraba. Não sei se por ter tido perguiça em tirar a parte rente ao caule e a casca que o sabor não ficou tão rico como esperava, mas de qualquer forma faltava-lhe algo que conferisse um pouco de doçura, como uma pequena colher de mel ou açúcar amarelo, cortando o forte sabor a terra (mas um bom sabor). De qualquer modo, não destrói de todo a combinação com o resto dos elementos, e pode também ser corrigida facilmente.

1 lombinho de porco para 4 pessoas
cerca de 1 c.sopa de sal grosso
1/2 c.chá de pimenta preta 
1 dente de alho, picado
cerca de 12 folhas frescas de salva, picadas
2 folhas de louro, picadas
20ml de azeite
150ml de vinho branco 

4 beterrabas pequenas
150ml de sumo de laranja
1 courgette
1/2 c.sopa de sal
1/6 c.chá de pimenta
1 fio de azeite

155g de farinha de trigo
130g de farinha de avelã (simplesmente avelã moída finamente)
1/2 c.sopa de salva picada 
1/5 c.chá de pimenta preta
60ml de manteiga derretida, e ligeiramente arrefecida (cerca de 50g)
2 ovos
1/2 c.chá de bicarbonato de sódio

Cozer as beterrabas durante 20minutos. (Entretanto pode-se fazer a massa para os biscoitos.)
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Cortar em metades ou quartos, temperar com sal, pimenta um fio de azeite, metade do sumo de laranja, a folha de louro picada e levar ao forno durante cerca de 30-40 minutos até estar bem cozida e caramelizada. (Aqui pode-se levar ao forno os biscoitos simultaneamente). Entretanto cozer a courgette descascada.
Juntar a beterraba com a courgette e o restante sumo de laranja e passar até ficar com a consistência desejada.

Para os biscoitos, combinar os ingredientes secos numa tigela grande.
Bater a manteiga com os ovos e juntar aos ingredientes secos.
Amassar até formar uma massa homogénea. Espalmar entre duas folhas de papel vegetal enfarinhadas para não colarem à massa e amassar até ficar entre 1,5 -2,5cm de espessura, dependendo do tamanho dos biscoitos que quiserem.
Cortar a forma dos biscoitos (com jeitinho um copo serve!), colocar num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 12-15 minutos até estarem bem cozidos, e dourados por fora.

Para o porco, esfregar a carne com o sal, a pimenta e o alho.
Colocar num tacho largo o azeite e as ervas e deixar a alourar a lume médio.
Baixar o lume e colocar o lombinho no tacho e deixar selar a carne por inteiro, cerca de 1 minuto em cada lado.
Refrescar com o vinho branco, tapar e estufar durante 15-20 minutos, dependendo do quão passado querem o lombinho, virando-o ocasionalmente.
Desligar o lume de deixar repousar 5 minutos antes de cortar.

serve 4


a ouvir: Machine Gun - Portishead 

— 2 years ago with 11 notes
#porco  #ervas aromáticas  #no forno  #no tacho  #beterraba  #avelã  #pão 
A desforra, Em remodelações, Happy days…


Bolo de S. Nicolau

Palavra que não sei qual o título mais adequado.
Vai ser complicado tentar retirar do conteúdo deste post todo o sentimentalismo e reflexões íntimos e pessoais que lhe estão anexados e sem que pareça dramático ou demasiado pesado para esta altura do ano. A verdade é que para uma menina a quem Dezembro era o melhor mês do ano, com aniversário e Natal separados por três dias, o dito dia da celebração do nascimento de Jesus já pouco me diz. Até me ia alongar na descrição das causas para o efeito, mas decidi agora não o fazer porque não vale a pena. That’s not the point.  Simplesmente estou a passar por uma fase de saturação em vários pontos da/na minha vida (afinal de contas, sempre são 21) e como tal, quando esses pontos não podem ser eliminados, é necessário renová-los, refrescá-los, atribuir-lhes um novo sentido, actualizá-los, mudar-lhes a cor, o que preferirem. No fundo arranjar uma forma de lhes dar a volta e torná-los válidos, suportáveis, se não mesmo agradáveis.

Coloco as coisas desta maneira: o meu Natal está em remodelação. Parte dela passa incontornavelmente pela cozinha.
Poucas sãos as alturas de ano em que posso dedicar dias à cozinha, e poucas são as ocasiões em que tenho a oportunidade de o fazer da maneira que mais me dá prazer: cozinhar para muita gente.
Este ano desforrei-me, e creio ser o início de uma bela tradição.

Podia fazer render o peixe e distribuir as receitas por vários posts, mas fazem parte de um menú e como tal merecem ser apresentadas como um todo.
Desde a entrada, prato de peixe e uma das sobremesas, houve tempo ainda para as minhas azevias, o “Bolo de S. Nicolau”, um poncho de sidra que deixo definitivamente para os anglo-saxónicos, um biscoito de chocolate gigante para o meu irmão e ainda a minha tarte de maçã para uma encomenda especial de um cliente do Senhor Tempero. 
Happy day* para mim, happy night para todos. 

Boas festas, dias felizes e muita paz, é o meu desejo.

P.S: muito orgulho em poder dizer que todas as receitas à excepção do poncho são da minha autoria. As azevias, já apresentadas aqui há uns meses tem um twist pessoal e o Bolo de S. Nicolau é precioso, e por isso fica reservado para mais tarde.

* Happy days, na verdade. Os dias andam felizes e eu não me posso, vou, nem quero queixar.


Cogumelos assados com balsâmico e tomilho

A quantidade de vinagre e azeite foram adicionadas intuitivamente, por isso as quantidades não são exactas. Indispensável é ser servido bem quente, e com pão.

400g de cogumelos paris pequenos
400g de cogumelos pleurothus
4 dentes de alho, bem picados
4 c.sopa de azeite
4 c.sopa de vinagre balsâmico
sal e pimenta q.b
8-12 pequenos ramos de tomilho fresco

Lavar os cogumelos, rasgar os pleurothus em pedaços grandes e cortar ao meio os cogumelos paris que forem maiores.
Dividir os cogumelos por 4 pequenas canoas de forno (semelhantes aos pratos onde servem arroz de pato nos restaurantes), ou por duas ou uma maior. Não há problema em colocá-los amontoados, uma vez que assam muito facilmente.
Dividir os restantes ingredientes pelos pratos, retirar as folhas de tomilho dos ramos e adicioná-las, envolver tudo e levar ao forno pré-aquecido a 170ºC durante 20-25 minutos, até estarem escuros, bem assados e libertarem um aroma delicioso. Provar um e rectificar o tempero se necessário.
Servir bem quente, acompanhado de um belo pão para ensopar no molho delicioso. 

serve 8


Polvo estufado no forno em massa filó

Inicialmente ia ser assado, mas à dimensão do prato de forno (pequeno e fundo) em que o coloquei, acabou por cozer na marinada sob a massa filó. Todo o sabor maravilhoso dos temperos mas portugueses acompanhado por uma alternativa especial à tipica batata.
O polvo ficou cozido na perfeição, fiquei orgulhosa, sim! 

1 polvo médio (1,8kg aprox.)
1 cebola pequena, grosseiramente picada
2-3 dentes de alho, bem picado
2 tomates em lata, grosseiramente picados, mais um pouco do molho
2 folhas de louro
100ml de vinho branco
150ml de azeite
1 bom molho de salsa, picada
1/2 c.chá de pimentão doce 
1-1/2 c.chá de sal grosso 
pimenta q.b 

8 folhas de massa filo
azeite
pão ralado
sal e pimenta
salsa picada 

Pré-aquecer o forno a 175ºC. Lavar bem o polvo e cortá-lo em pedaços pequenos. Escoar bem a água do polvo e colocá-lo num prato de forno com cerca de 23cm de largura e 4-5cm de profundidade. Adicionar todos os ingredientes e envolver bem com o polvo. Deixar a marinar durante 1h. 
Para preparar a massa cortar as folhas de massa filo em dimensões adequadas para cobrir o prato. Pincelar uma folha com azeite, cobrir o polvo e repetir com as restantes. (Tentem deixar uma pequena abertura para poder verificar a cozedura do polvo). Finalizar com pão ralado e salsa polvilhados sobre a massa, um pouco de sal e pimenta. 
Levar ao forno durante 1h. Espetar um dos pedaços mais grossos do polvo com um palito para confirmar que está no ponto. Atenção que se cozer demais fica rijo. A massa deve ficar bem dourada e estaladiça. Servir de imediato. 

serve 4


Kuschen de Kiwi

Pode não ser a receita mais natalícia, mas a quantidade brutal de kiwis oferecidos estavam a gritar para serem utilizados numa tarte fresca, doce apenas o suficiente para cortar a acidez excessiva do kiwi e leve o bastante para que haja espaço para mais shots glicémicos natalícios. A massa é uma receita básica de massa quebrada que pode ser adaptada para inúmeras coisas, até mesmo para ser cozida vazia e recheada posteriormente com fruta, chantilly e frutos vermelhos, doces e compotas, you name it…
As quantidades da fruta não são fiéis, uma vez que fiz a olho, mas vão adicionando açúcar a gosto.

120g de farinha
2 c.sopa de açúcar
110g de manteiga fria, cortada aos pedaços
1 c.sopa de vinagre branco

400g de kiwis, fatiados às rodelas finas
80-100g de açúcar 

3-4 kiwis para finalizar, cortados às rodelas finas
açúcar, para povilhar 

Pré-aquecer o forno a 200ºC com a prateleira do meio. Numa tigela média, misturar 1 cháv. de farinha, sal, 2 c.sopa de açúcar. Cortar a manteiga até que e assemelhe a pedaços grossos. Adicionar o vinagre e formar a massa. Com os dedos levemente enfarinhados, pressionar a massa numa forma removível com aprox. 28cm de largura, com cerca de 1,5cm de altura.
Numa tigela grande, envolver o kiwi com o açúcar e dispor sobre a base 
Levar ao forno, durante 40-50min, até a crosta estar dourada e o recheio borbulhar.
Remover do forno e colocar sobre uma grelha para arrefecer. Dispor os restantes kiwis sobre a tarte, polvilhar com açúcar e deixar arrefecer durante um mínimo de 30min. 
Passar uma faca fina entre a crosta e a forma antes de desenformar. Servir bem fria.

serve 8

— 2 years ago with 11 notes
#bolos  #tartes  #polvo  #no forno  #petiscos  #entradas  #kiwi  #tartes doces  #cogumelos  #ervas aromáticas 
caseira,”homey”, rústica, mas ainda não é bem isso…

que saudades que tinha de mirtilos!
cornflakes com maçã Pink Lady, iogurte natural, mirtilos e mel. 

Segunda-feira. Desde de manhã, prevendo o dia que se avizinhava, na melhor das hipóteses, com bastantes esperas, uma despesa generosa e, na pior das hipóteses, com um frio de rachar, só pensava no momento em que chegaria a casa, dona da sensação de um alívio ilusório advindo do primeiro trabalho com que me senti totalmente satisfeita este semestre (ilusório porque, bem, férias não vão ser férias) e fazer uma tarte com a caixa de 1kg de cogumelos que cá tinha. 

Coisa simples, pouca ciência, e o resultado é algo que temos a sensação de já termos provado antes mas não que sabemos bem onde. Não tem carne, peixe ou queijo, mas satisfaz pelo requinte da sua simplicidade, passo a redundância, tanto de aspecto como de sabor. Foi sucesso geral, e a definição correcta daquilo a que sabe ainda está por descobrir. O nome da coisa é estranho, mas foi o melhor que arranjei. 

Fotografias não há, a não ser do dente de alho monumental que valeu por quatro ou cinco, produto biológico das terras de Pinheiro de Ázere. Para uma das próximas (que certamente haverão muitas) tiro uma e mostro-vos.

Outra para adicionar à lista das minhas.

Tarte de tacho de cogumelos

1 embalagem de massa folhada
800g de cogumelos de diferentes tamanhos e feitios
2 alhos-francês, fatiados às rodelas
4 dentes de alho, picados
2 cenouras médias, cortadas em pequenos pedaços
1 cubo de caldo de legumes
3-4 c.sopa de azeite
1 c.sopa de molho de soja
1-1 1/2 cháv. de água
40g de farinha
6-7 hastes pequenas de tomilho fresco, + 2 para finalizar
sal e pimenta q.b

Colocar o alho-francês, alho e azeite numa frigideira e cozinhar a lume médio até amolecerem, cerca de 10 minutos. Adiconar os cogumelos, cortados em metados ou quartos se forem muito grandes, a cenoura, as folhas do tomilho, o molho de soja, temperar a gosto e saltear cerca de 10-15 minutos, até os cogumelos escurecerem. Adicionar a farinha, o caldo de legumes e a água a ferver, deixando cozinhar até os cogumelos estarem moles e tenros, cerca de 20 minutos. Se tiverem cogumelos muito pequenos ou finos, coloquem-nos um pouco depois dos maiores. Provar, rectificar o tempero se necessário, e retirar do lume. Entretanto pré-aquecer o forno a 200ºC.
Verter tudo num tacho ou uma forma fundos de forno. Dobrar a massa folhada ao meio, tentando manter um formato circular e cobrir o tacho com ela. Pincelar generosamente com azeite ou ovo e polvilhar com sal, pimenta e as restantes folhas das duas hastes de tomilho. 
Levar ao forno durante 35 minutos ou até a massa ficar bem cozida, dourada e crocante. 
Servir bem quente, acompanhado com uma simples salada verde.

serve 4, comò prato principal


a ouvir: Love Me Two Times - The Doors

— 2 years ago with 10 notes
#cogumelos  #tartes  #no forno  #ervas aromáticas  #alho-francês  #pequenos-almoços 
mais vale tarde, não é verdade?

Não que tenha como regra tal provérbio, mas é como tenho conseguido levar a maior parte das coisas ultimamente. Tinha este desafio bookmarked desde que foi lançado. E hoje que decidi levar a cabo a tarefa, de barriga satisfeita com o dito e fotografias e receita prontas a serem publicadas, deparo-me que o prazo de publicação acabou há 5 dias. Obrigada Moira pelo jeitinho :) 

Conheci o blog da Maria há muito, e poucos blogs de escrita “quotidiana” - na falta de melhor termo - me cativaram tanto, tanto mais por assistir a uma determinação louca de uma pessoa que desejou muito uma coisa, e que sabia que a ia atingir, mais cedo ou mais tarde. E atingiu.

Quando vi o desafio soube logo o que fazer. Não por ser algo demasiado complexo, de combinações pouco óbvias e para gostos finos. Pelo contrário, porque é algo completamente banal totalmente reavivado, reduxed, face-lifted, up-graded. Chama-se peito de frango panado. Um peito de frango panado com muito sabor.

E por ser um post especial, e porque tenho um gozo enorme em fazer estas coisas, merece uma fotografia especial.

Peito de frango com crosta de ervas e alho

Maria, as ervas que podes usar aqui são infinitas: desde tomilho, alecrim, hortelã, estragão, uma mistura… as combinações são infinitas! Aqui utilizei simplesmente salsa porque para além de estar na tua lista, quis salientar o seu simples sabor.
Para panar a carne podes usar só a clara ou a gema do ovo e guardar o restante para mais tarde, podes fazer uns ovos mexidos do resto ou  ainda, como eu fiz, usar parte da clara para panar e o restante ovo para estrelar.
Reparei há pouco que na lista não há pão. Se for esse o caso, ou se por alguma razão não o puderes ralar, substitui por farinha. Não fica tão crocante, mas é sempre uma boa alternativa.
D
esta vez, devido à dimensão gigante do meu peito de frango, optei por acompanhar com uns simples cogumelos salteados em alho, azeite, salsa e limão. Se tiveres oportunidade de comprar cogumelos em lata (se gostares de cogumelos!) tens aqui uma outra sugestão :) Espero que gostes. 

1 dente de alho, finamente picado
2 fatias pequenas de pão velho, bem raladas
1 pequeno molho de salsa (6/7 ramos devem chegar), finamente picada
1 c.chá de sal
1/4 c.chá de pimenta, ou a gosto
1 pitada de piri-piri, se tiveres
1 peito de frango
1 ovo pequeno, batido
cerca de 2 c.sopa de azeite

Se o peito de frango for muito grosso, abre-o longitudinalmente para que fique com uma grossura de 1 cm aproximadamente.
Coloca num prato os primeiros seis ingredientes e mistura-os bem. 
Numa tigela, bate o ovo.
Coloca o azeite a aquecer numa frigideira, e quando estiver quente (coloca umas migalhas do pão na frigideira, se começarem a borbulhar e a fritar é porque está no ponto) passa a carne pelo ovo, escorre o excesso, de seguida passa pela mistura do pão e coloca na frigideira a lume médio-baixo cerca de 1,5 minutos em cada lado. É importante que não deixes muito tempo a fritar porque senão fica seco e rijo, e provavelmente a mistura do pão poderá queimar.
Servir como bem te apetecer. Bom apetite!

serve 1

— 2 years ago with 20 notes
#desafios  #frango  #ervas aromáticas  #na frigideira  #lunch  #lunchbox 
improvisos de agenda (1)
Invento muita coisa nos 50 minutos de comboio que faço todos os dias e registo tudo nos escassos espaços em branco da minha agenda. Quando a cabeça não dá para muito (não tem dado ultimamente) invento comida - pratos de comida, entenda-se. Este foi um deles. Uma das minhas grandes preocupações diárias é retirar o melhor da minha péssima tendência consumista de alimentos do “mais olhos que barriga”. Beringelas, pimentos, cenouras, aipo, mangas, algumas ervas que não tenho plantadas, queijos e outros que tais vão recheando o frigorífico porque “estou a pensar em fazer” e depois acabo por me obrigar a fazê-lo, ou caso contrário a minha “alarvice visual” resulta em frescos já não tão frescos, e a qualidade foi ao ar.
Ponto da situação:
A caminho de casa, algures entre Rossio e Sintra. 
No frigorífico a ser consumido asap: uma coxa de frango cozida, 1 talo de aipo, 2 cogumelos e 1/3 de courgette. 
A partir daqui, é brincadeira.

Courgette e cogumelos refogados com ervas
O caldo do frango é importante porque para além de conter o resto da gordura necessária para o refogado, confere um sabor especial ao refogado.
Para um sabor mais especial, selar primeiro o frango com a pele virada para baixo na mesma frigideira apenas temperado com um pouco de sal e azeite até ficar parcialmente cozido. Terminar a sua cozedura no forno e aproveitar o que ficou na frigideira para fazer o refogado, adicionando apenas água ou um cubo de caldo de frango para substituir como alternativa.
O resultado final é uma combinação entre sabor a canja de galinha com uma explosão de temperos misturados estranhamente satisfatória e muito agradável.


1/2 cebola média, picada
1 talo de aipo, picado 
1 dente de alho, picado
1 c. chá de azeite
1 folha de louro
2 c.sopa de polpa de tomate
1/2 cháv. do caldo da cozedura do frango
1/3 de courgette grande, fatiada
2 cogumelos brancos frescos, lâminados
sal grosso
pimenta preta moída fresca
piri-piri, a gosto 
1/2 c.chá tomilho seco
1/2 c.chá orégãos secos
1/2 c.chá manjericão, fresco ou seco 
1 coxa de frango, assada no forno ou cozida
Numa frigideira ou panela larga refogar a cebola, o aipo e o alho no azeite com o louro.
Quando alourarem,acrescentar a polpa de tomate, o caldo de frango, a courgette e os cogumelos. Temperar a gosto com sal, pimenta e piri-piri e juntar as ervas.
Deixar a refogar até os vegetais amolecerem e o caldo ter praticamente evaporado, cerca de 10 minutos. Provar o tempero e corrigir, se necessário.
Servir de seguida com o frango.
serve 1
a ouvir: Bahamut - Hazmat Modine (Pina Soundtrack)
— 2 years ago with 6 notes
#improvisos de agenda  #ervas aromáticas  #courgette  #cogumelos  #refogado 
Queijo, bacalhau e outras coisas mais

É assim que se eleva um simples (mas saboroso!) queijo de ovelha curado a um outro nível. 
E é assim que se acompanha chouriço e bacalhau. 

Aqui estão mais duas receitas publicadas na revista Magnifica de Outubro. As outras duas virão ainda antes de dia 1, prometo.

Queijo frito com manjericão

E porque quando o que se quer é o melhor das texturas e o melhor dos sabores toda a batota é bem-vinda: se o queijo não ficar bem mole e com aquele derretido apetitoso após o tempo na frigideira, levar 1 minuto ao micro-ondas. Tiro e queda.

2 queijos de ovelha curados, de pasta dura
2 dentes de alho, picados
2 ramos grandes de manjericão, talos e folhas picadas (ou as folhas de um ramo de alecrim fresco, tomilho, orégãos)
200ml de azeite
1 malagueta pequena, sem sementes e finamente picada
sal e pimenta preta fresca moída

 Numa pequena taça, colocar todos os ingredientes menos os queijos e deixar assentar no mínimo 30 minutos. Cuidado com a quantidade de sal, uma vez que os queijos já são salgados.
Colocar o azeite aromatizado numa frigideira pequena, e adicionar mais se for necessário para que fique com uma profundidade de 1 dedo. Deixar a lume baixo para que aqueça lentamente. Quando o azeite estiver bem quente e o alho e as ervas começarem a alourar, adicionar os queijos e deixar fritar durante 4-5 minutos a lume baixo para que vá aquecendo e amolecendo o interior sem queimar o exterior. Entretanto ir regando ocasionalmente os queijos com o azeite da frigideira. Quando estiverem dourados virá-los com uma espátula e fritar mais 4-5 minutos até que estejam bem moles e cedam ao serem pressionados com a espátula contra a base da frigideira.
Colocar os queijos num prato aquecido, regar com o azeite da frigideira e servir de imediato, acompanhado com uma fatia de pão fresco.

 serve 4


Bruschetta de bacalhau com feijão verde e molho de chouriço e tomate 

Quando escrevi esta receita estive até à última para decidir se a serviria como salada quente com croutons ou como bruschetta. Acabei por optar pela segunda por ficar mais bonita na fotografia, mas de certo que o crocante dos croutons fará um prato divinal (e muito mais prático de comer, porque comer esta bruschetta é tarefa tão difícil como comer um hambúrguer do McDonalds).

1 pão de Mafra pequeno
2 postas de bacalhau demolhado
200g de feijão verde
4 rodelas de chouriço, cortadas em tiras finas
2 tomates, sem pele e cortados aos cubinhos
2 colheres de sopa de azeite
3 dentes de alho
½ cebola, picada
piri-piri
sal e pimenta preta fresca
½ colher de chá de pimentão doce
1 folha de louro

 Cortar o feijão verde ao meio e longitudinalmente. Colocar numa panela com as postas de bacalhau, água e um fio de azeite. Cozer, escoar o líquido e reservar.
Numa frigideira, colocar o azeite, dois dentes de alho picados, a cebola, o louro, a lume médio, até o alho começar a alourar. Juntar o chouriço e o tomate, uma pitada de piri-piri, o pimentão e um pouco de pimenta. Deixar cozinhar cerca de 10 minutos, ou até o molho engrossar e os sabores intensificarem. Juntar um pouco de água ou azeite se começar a secar muito e corrigir os temperos, se necessário. Entretanto, abrir o pão ao meio, regar com um fio de azeite, esfregar com o um dente de alho cortado ao meio e colocar sobre uma grelha quente, até ficar tostado.
A esta altura, o molho de tomate e chouriço pode ser servido directamente da frigideira ou triturado numa liquidificadora até ficar com uma consistência homogénea.
Num prato, colocar uma fatia de pão com a face cortada para cima, cobrir com o feijão verde, regar com um pouco mais de azeite e cobrir com o chouriço. De seguida, cobrir o bacalhau com o molho, finalizar com um fio de azeite e pimenta preta fresca moída e servir de imediato.

serve 2

— 2 years ago with 6 notes
#queijo  #peixe  #bacalhau  #chouriço  #pão  #ervas aromáticas  #na frigideira 
moleza

Estive assim |-| para não sair de casa.
Não é que não goste deste tempo, eu adoro. Mas comigo em casa de roupão e incenso tibetano no ar.

Omelete de pesto e queijo fresco

Esta é das receitas mais fáceis e saborosas de fazer, incrível como 3 ingredientes (está bem que o pesto tem montes de componentes, mas francamente, who cares?) resultam numa coisa tão saciante e cheia de sabor. Faz-se em 3 tempos. E eu que gosto da minha comida bem temperada e ponho pimenta em tudo não utilizei nem uma pitada de sal ou pimenta.

4 colheres de sobremesa de pesto
12 ovos (divididos em 4 doses de 3 e batidos levemente)
3 queijos frescos, espremidos para não soltarem água
sal e pimenta, a gosto 

Cortar cada queijo fresco em 4 rodelas. Dividir os ovos em 3 por quatro tigelas e batê-los ligeiramente.
Numa frigideira pequena, colocar 1 colher de pesto a lume médio. Espalhar bem o pesto da frigideira e, quando estiver quente, adicionar 3 ovos e deixar cozer, mexendo ligeiramente com a colher de fora para dentro para que coza as partes líquidas. Com ma espátula ajudar o ovo a descolar-se das bordas. Ir mexendo ligeiramente a frigideira para que coza homogeneamente. Quando começar a assentar, adicionar 3 rodelas de queijo fresco numa metade da omelete e deixar cozer até começar a derreter. Quando o ovo estiver quase assente, dobrar com a ajuda da espátula a metade sem o queijo sobre a outra, formando um semi-círculo. Deixar fundir as duas metades com o queijo até que fique cozido a gosto, deslizar da frigideira para um prato e servir de imediato.

Batota: se o queijo não ficar tão derretido como gostariam e o ovo estiver ainda um pouco por cozer, coloquem a omelete 1 minuto no microondas: tiro e queda. Estão a ver mozzarella derretido? Fica tal e qual. :)

serve 4

a ouvir: Paradise Circus - Massive Attack

— 2 years ago with 2 notes
#ovos  #ervas aromáticas  #queijo 
Chicken and Peaches

E aqui estão as duas receitas que complementam o menú de Setembro da Magnífica. 

Sem mais a acrescentar, as observações estão antes de cada receita. Enjoy.

Frango assado no forno perfumado com ervas e limão e batata assada com estragão

As ervas frescas são a pérola deste prato. Misturadas com a gordura natural da carne e os sucos do sumo de limão, libertam um aroma intenso e fresco, que leva um simples frango assado a um nível totalmente diferente, para Verão ou Inverno, almoço ou jantar.

8 pernas e coxas de frango
3 colheres de sopa de azeite
1 limão, cortado em quartos
1 punhado grande de mistura de ervas aromáticas (salsa, cebolinho, estragão, hortelã…)
sal grosso q.b
pimenta preta moída fresca q.b
4 batatas para assar grandes, cortadas em palitos de 1,5-2 cm

 Fazer cores transversais na pele das peças de frango e colocá-las numa travessa de forno. Adicionar 1 colher de azeite, sal, pimenta, os pedaços de limão, e a maioria das ervas, reservando um pouco de cada para o final. Envolver tudo muito bem, garantindo que todas as peças do frango ficam bem misturadas com os restantes ingredientes. Dispor tudo no tabuleiro, aconchegando os limões e as ervas no meio da carne.
Entretanto pré-aquecer o forno a 200ºC. Colocar as batatas numa só camada num outro tabuleiro, envolvê-las no restante azeite, sal, pimenta e num ramo de estragão picado.
Levar os dois tabuleiros ao forno durante 35-40 minutos, ou até o frango ficar bem dourado e cozinhado e as batatas ficarem douradas e assadas.
Retirar os tabuleiros do forno, polvilhar o frango com as ervas reservadas e servir quente.

serve 4  


Pêssego caramelizado com coulis de framboesa

As diferenças de textura, sabor e temperatura nos pêssegos fazem deste prato absolutamente fantástico, a sério. Mesmo (private joke). E adoro como o coulis de framboesa solidifica quase instantaneamente quando toca o gelado.

2 pêssegos grandes maduros, descascados e divididos ao meio
2 c.sopa manteiga sem sal derretida

2 c.sopa açúcar amarelo
gelado de baunilha
1 chávena de framboesas frescas
1 ½ c.sopa açúcar em pó 

Adicionar num copo misturador as framboesas e o açúcar em pó. Triturar bem até formar um crème consistente, e passar para um frasco com tampa através de um escoador de chá, garantindo que todas as sementes são removidas. Reservar até ser utilizado.
Num pequeno recipiente, misturar a manteiga com o açúcar e esfregar sobre os pêssegos, cobrindo-os totalmente.
Grelhar a lume baixo em ambos os lados até os pêssegos estarem tenros, 3-4 minutos em cada lado. Servir quente em pratos individuais, com uma bola de gelado e coberto com o molho de framboesa.

serve 4

— 2 years ago with 2 notes
#Magnifica  #pêssego  #framboesa  #frango  #ervas aromáticas  #no forno  #sobremesas 
Here they are

Aqui estão elas: duas das primeiras quatro receitas criadas para a revista sintrense de distribuição mensal Magnifica. Umas mais originais que outras, mas sempre com o meu toque. Estou feliz, agradecida, e orgulhosa - um orgulho modesto, mas muito saboroso.

Caipirinha

Profundamente enraizada na cultura brasileira, a caipirinha sofre diversas adaptações de Norte a Sul do país, nomeadamente no que diz respeito ao tipo de açúcar: branco na tradição paulista, mascavo no nordeste, em Portugal o incontornável açúcar amarelo. As possibilidades são infinitas, livres para serem exploradas e adaptadas a todos os gostos. As quantidades de açúcar e cachaça são meras referencias, uma vez mais, para serem adaptadas ao desejo do momento. 

2 limas, cortadas em oito partes cada
4 colheres de sopa bem cheias de açúcar amarelo
gelo picado q.b
160-200 ml de cachaça

Arranjar 4 copos individuais largos ou um jarro de litro. Em cada copo, colocar 4 pedaços de lima, 1 colher de açúcar. Esmagar bem a lima com o açúcar, adicionar 40-50ml de cachaça e encher até ao topo com o gelo.
Com um shaker, agitar energicamente cada copo até que todos os ingredientes fiquem misturados e o açúcar dissolvido.
Se utilizar antes um jarro, mexer muito bem com uma colher funda.
Servir bem fresca.

serve 4

Grelhada de camarão e choco em marinada de coentros

Garantir que os chocos estão bem limpos e arranjados e que ficam totalmente cozidos é o mais importante para o resultado final deste prato. De resto, não poderia ser mais simples e mais delicioso, fresco e suculento para um belo almoço ao ar livre.

300g de camarão médio (cerca de 24), limpos e descascados
16 chocos bebés (ou 8 chocos médios divididos em 2), limpos e arranjados
60 ml de azeite
4 colheres de sopa de coentros, picados
2 dentes de alho grandes, picados
2 colheres de sopa de sumo de limão
1 ½ colher de sopa de sal grosso
1 malagueta pequena, sem sementes e finamente picada (opcional)
8 espetos 

Num almofariz, colocar os coentros, o alho e o sal. Esmagar e envolver bem até formar uma pasta consistente e homogénea.
Numa tigela grande, colocar os camarões e os chocos, seguidos do azeite, sumo de limão, malagueta e a pasta de coentros e alho. Misturar tudo muito bem com as mãos, garantindo que todo o marisco se encontra totalmente envolvido em todos os ingredientes. Tapar com película aderente e deixar a marinar durante 30-60 minutos.
Espetar alternadamente 3 camarões e dois chocos em cada espeto, ligar o grelhador e grelhar as espetadas 5-6 minutos em cada lado, ou até o camarão ganhar cor e os chocos estarem totalmente bem cozidos.
Servir de imediato, acompanhado com um simples arroz de alho e coentros.

serve 4

— 2 years ago with 8 notes
#Magnifica  #aperitivo  #álcool  #camarão e gambas  #choco e  #lulas e chocos  #ervas aromáticas  #Alho  #lima 
Já escrevi isto amanhã

Curioso. Guardei este texto para hoje para poder iniciá-lo com uma passagem de uma crónica do Quarto Livro de Crónicas do António Lobo Antunes. Memorizei algumas páginas no meu telemóvel, páginas com as quais me coapaixonei-me(?) por ele (a tal compaixão tão bem descrita na Insustentável Leveza do Ser). Partilho aquelas palavras mesmo que nunca as tenha sentido em mim. Partilho as dores, angústias, memórias de infância de um rapaz que se achava melhor que o Gary Cooper e o Camões juntos, os amores, a tristeza da morte de companheiros de querra (e da vida para sempre), as dúvidas, tantas que elas são. Sinto tudo isso em mim através de cada frase construida parcimoniosamente, só para mim, que o leio. A escrita para quem escreve é como o design para quem o exerce: é uma extensão da pessoa, do braço, da cultura, da vida, da alma. O resultado final não poderia ser outro senão aquele que é, a nossa assinatura fica lá sem que tenhamos de a escrever.
No entanto não escreverei aqui nenhum excerto agora. Quero guardar essas palavras para a altura ideal, para quando mais que compaixão, partilhe com elas uma certa identificação. Irei utilizá-las com uma função: a de descreverem o que me vai na alma quando a minha mão não o conseguir.

Desaparecem dos meus dedos os últimos vestígios da apanha da noz na casa da minha avó. 3 semanas já passaram.
A pena agarrou-se ao meu braço e está quase quase perfeitinha, ela, aqui, quietinha. Já lá vai para duas semanas.
Anseio por um grande enconro, rematado por um sofá que já me é familiar e uma garrafa de Moscatel de Setúbal. Com o gelo e o limão ao lado para ir botando. Já lá vai para um mês, esta impaciente demora.
Sinto agora um enusiasmo por um novo ano desconhecido, em potência, com a certeza de um novo estofo perante a maior e a mais pequena adversidade. Começou à 6 dias apenas.
Despedimo-nos daqueles que foram para fora (estudar?), deixando saudades de uma presença incontornável e um vazio nas cadeiras da sala. Até daqui a 4 meses.
Um fruto (que eu tenha conhecimento até à data, foi apenas um) nasceu deste blog. Todos os meses podem encontrar quatro receitas escritas por mim na revista sintrense Magnífica, passando por uma entrada ou aperitivo, prato de carne, de peixe e uma sobremesa. A partir de hoje.

Hoje vão duas, para (vos) compensar o desleixe. Obrigada por continuarem aí.

Sopa de couve-flor e courgette

Adoro esta sopa. Branca, aveludada e cremosa, preferi mantê-la simples, sem qualquer adição após a trituração dos vegetais. Numa próxima vez irei acrescentar grão cozido ou feijão branco para torná-la ainda mais cremosa. Descasquei a courgette só mesmo por capricho, uma vez que queria a minha sopa branquinha. A noz-moscada e os coentros fazem a diferença.

2 dentes de alho, descascados e esmagados
1 couve-flor
3 courgettes, descascadas
2 nabos
1 cebola
1 alho-francês
1 pequeno molho de coentros
1/2 c.chá noz-moscada moída
sal grosso
azeite

Lavar muito bem todos os legumes e cortá-los em pedaços iguais. Saltear o alho em azeite numa panela grande até ficar dourado. Adicionar os legumes todos e água suficiente para os cobrir. Acrescentar um punhado de sal grosso a gosto, a noz-moscada, e os coentros picados. Deixar cozer durante 30 minutos ou mais, até que os legumes estejam totalmente cozidos e tenros - este tempo variará consoante o tamanho dos pedaços dos legumes. (Guiem-se pela cozedura do nabo e da couve-flor, que são os que demoram mais tempo a cozer.)
Triturar tudo com a varinha mágica até ficar um caldo cremoso e homogéneo. Acrescentar mais água se for necessário diluir um pouco a sopa e servir bem quente. 

faz uma panela grande

Spaghetti com molho tomate, anchovas e salsa 

Para quem não gosta de anchovas, como eu, have no fear, elas misturam-se no molho bem como o seu sabor, arrisquem ;)

1 colher de sopa de óleo (usei metade de azeite, metade do óleo das anchovas)
2 dentes de alho, finamente lâminados
1/2 cebola, picada
1 malagueta pequena, sem sementes e finamente picada
1 lata de tomate aos pedaços
2 anchovas, picadas
cerca de 100ml de vinho branco
1 molho de salsa, talos picados e folhas separadas
pimenta preta fresca e moída 
140-160g de spaghetti  

Numa frigideira grande, saltear a lume médio-baixo os dentes de alho, a cebola e a malagueta com o óleo até alourarem, cerca de 3 minutos. Adicionar o tomate, as anchovas, o vinho branco, os talos da salsa, sal e pimenta. Deixar cozer a lume brando durante 15-20 minutos, até o molho ganhar consistência e os sabores estarem apurados. Se começar a ficar um pouco seco adicionar mais vinho para refrescar.
Entretanto cozer a massa al dente. Provar o molho de tomate e rectificar os temperos se necessário.  
Servir a massa com o molho bem quente, sobreposto ou misturado, fica ao gosto do freguês, finalizado com as folhas de salsa e acompanhado por uma simples salada de espinafres e tomate-cereja.

serve 2

a ouvir: curiosamente, nada.

— 2 years ago with 1 note
#sopas  #pasta  #peixe  #tomate  #couve-flor  #courgette  #ervas aromáticas 
folguei

Já não vou há praia há mais de um mês. Podia ter acordado hoje super cedo, perder mais de três horas em transportes para ficar outras três de papo para o ar, correndo o risco de não aguentar com o calor e o mar estar demasiado frio ou a água demasiado forte para me tirar a vontade de mergulhar? Podia, mas não era a mesma coisa.

O meu corpo pede por uma cama, as minhas mãos por um corta-unhas e um creme ultra-hidratante, o meu sofá nunca me pareceu tão apetecível, a minha cabeça anseia por um bom livro e a minha boca por uma salada fria monumental, recheada de legumes frescos, uma quantidade bem generosa de salsa e envolvida nos temperos mais simples, frescos e maravilhosos de sempre.

A vantagem de ter desejos singelos é que a probabilidade de serem realizados é quase certa.

(agora desejo encontrar a minha carteira…)

Salada fresca de Quinoa com Vegetais Lâminados

35g de flocos de quinoa
1/2 de courgette média
1/4 de cebola
1/4 de pimento vermelho
1 tomate-chucha
30g de queijo feta 
sal e pimenta q.b
azeite
sumo de 1 rodela grossa de limão (cerca de 1cm)
1 pitada de flocos de malagueta secos e moídos (opcional)
4 ramos de salsa 

Ao adicionar o sal é necessário verificar se a quinoa já não está salgada o suficiente da cozedura e não esquecer também que o feta é por si só um queijo bastante salgado, pelo que não será necessário adicionar muito sal. As quantidades apresentadas são, obviamente, apenas uma referência. Como quero a minha salada bem húmida com os temperos gosto de uma boa dose de sumo de limão e muita muita salsa a acompanhar. A quinoa obviamente pode ser substituída por uma massa curta, mesmo couscous, ou até por uns croutons simples, conferindo uma textura estaladiça maravilhosa. 

Preparar a quinoa de acordo com as instruções da embalagem. Reservar para deixar arrefecer, ou então, para um processo mais rápido, passar por água fria num escoador fino e retirar bem a água.
Com uma mandolina, laminar a courgette e o pimento longitudinalmente, em tiras longas. Fatiar o tomate em rodelas de 1/2 cm e laminar a cebola finamente.
Depois de a quinoa arrefecer, juntá-la a todos os vegetais numa grande tigela, temperar com sal e pimenta, o azeite, o sumo de limão e uma pitada dos flocos de malagueta. Retirar os talos maiores dos ramos de salsa, picar as folhas grosseiramente e adicionar 2/3 ao prato. Envolver tudo com as mãos, para garantir que todos os alimentos ficam igualmente bem temperados.
Povilhar com o feta desfeito grosseiramente, o resto das folhas de salsa e servir. 

serve 1

a ouvir: Road to Somewhere - Goldfrapp

— 2 years ago with 2 notes
#saladas  #quinoa  #queijo  #vegetariana  #lunchbox  #ervas aromáticas 
firsts

Há 6 dias comecei o meu primeiro emprego. Servi o meu primeiro café, café curto, cheio, pingado, garoto, com natas, a minha primeira imperial, o meu primeiro irish coffee, gin tónico, porto tónico, caipirinha, mojito (os franceses gostam muito de mojitos), servi mesas, servi ao balcão, servi a minha primeira waffle, o meu primeiro, crepe, cappuccino, ice cappuccino, milkshake, smooothie, e importante será não esquecer que servi o meu primeiro gelado, visto estar a trabalhar numa gelataria.

Entretanto, fiz o meu primeiro pão.
Observação: ver a massa crescer parece magia, e o pano que a cobre só lhe confere uma aura ainda mais misteriosa.

Focaccia de Alecrim e Alho

2 embalagens de fermento para padeiro
2 chávs. de água morna
6 chávs. de farinha, dividida
1/2 cháv. de manteiga amolecida
1/2 cháv. de alecrim fresco picado
3 c.chá de sal
6 c.sopa de azeite, separadas
8 dentes de alho, picados
1/2 c.chá de pimenta

Não sendo um pão normal, esta focaccia precisa de pouco mais para ser uma bela entrada, acompanhamento ou refeição principal. Pode por exemplo ser servida simples, morna e barrada com um pouco de manteiga, com uma fatia de brie, frango desfiado e pêssego finamente fatiado e depois levada a tostar, ou mesmo como final de refeição, bem tostada e coberta com uma fatia fina de brie ou chèvre e regada com um fio de mel.

Colocar o fermento na água e repousar por 5min.
Colocar 4 chávenas de farinha num recipiente largo. Fazer um vulcão, adicionar a água com o fermento e envolver até formar uma massa suave. Cobrir e reservar num lugar morno por 1hora.
Polvilhar a restante farinha numa superfície plana. Colocar a massa na superfície, amassar até a farinha estar incorporada na massa.
Combinar metade do alecrim, metade do sal e da pimenta num recipiente pequeno. Amassar gradualmente a manteiga e a mistura do alecrim na massa, até que fique suave e elástica, durante cerca de 5minutos.
Pincelar duas formas de 25x40cm aproximadamente com 2 colheres de sopa de azeite.
Dividir a massa em metade, colocar nos tabuleiros, cobrir e deixar crescer num lugar morno por 40min.
Pressionar levemente toda a massa com a ponta dos dedos, regar com o restante azeite e polvilhar com o restante sal, pimenta, alecrim e o alho.
Levar ao forno a 190ºC por 25-30min, ou até dourar. 

faz 2 pães de 25x40cm

a ouvir: Rococo - Arcade Fire

— 3 years ago
#pão  #ervas aromáticas  #alho