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animae manifestum

diz, pede, sugere, pergunta, comenta, manifesta-te!   animaemanifestum@gmail.com
Importa tanta coisa.

(AVISO: perante a eventual subjectividade que possa ser denotada no seguinte texto, informa-se o leitor que este texto é referente às recentes crises existenciais da sua autora, nomeadamente sobre seu percurso académico e sobre a sua… existência. Eu penso (demasiado), logo apetece-me des-existir. Sempre gostei de filosofia.

Não sei bem se tenho o mundo a meus pés. Pelo menos não o sinto. Pairo por aqui e ali tentando absorver o que importa e tirar partido (entenda-se prazer, bem-estar, e outros do mesmo). Há que antes de mais saber o que importa genuína, verdadeira, e unicamente a mim. Saber distinguir isso daquilo que importa aos outros, do que eu penso que importa aos outros, do que é penso ser suposto ter importância, do que eu penso que os outros acham que me deve importar. E no meio disso tudo saber relativisar. É muita coisa a escrutinar. E eu que sei bem que nada disto tem importância mas que não sei funcionar de outra maneira. Nem assim sei, quanto mais. 

Mentira, eu sei o que importa. Só falta viver de acordo com isso e aproveitar sem culpas, constrangimentos, ansiedades, e outros que tais. O pior dos problemas é aquele que está na nossa cabeça. Condiciona e paralisa. 

E o que importa verdadeiramente é não parar. A passo de lebre ou de tartaruga, o que importa é continuar. Porque se acelero ninguém me para, mas se abrando paro. Não sei bem para quê, mas não há tempo a perder. Nem que seja para continuar a procurar. E nos entretantos ir aprendendo com os seres maravilhosos que entram na minha vida, lendo, desenhando, vendo bons filmes, boas séries, escrevendo, desenhando, inventar combinações de traçados, cores, e sabores.

Pequeno à parte totalmente pertinente no que diz respeito à origem dos ingredientes deste prato: no meio de todas as lojas que aparecem como cogumelos todos os meses em Lisboa, a Brio do Carmo é definitivamente a melhor: pela abóbora manteiga perfeitinha que comprei, pelo belo e generoso ramo de salsa (a preços muito competitivos!), pelos pinhões e sultanas e N frutos secos e cereais a peso que lá vendem, e até só mesmo para ver os belos tomates de todas as cores, tamanhos e feitios que lá tem. Ideal para quem não é pratico dirigir-se a mercados em dias e horas específicas.
É um perigo tê-la ali tão perto.

E hoje foi um bom novo começo, porque decidi que ia ser.
Esta é uma receita que estava no meu arquivo impacientemente à espera para ser utilizada, e eu impaciente por nunca mais o fazer. Valeu a espera, a mim e a todos, principalmente à minha mãe, que ganhou o almoço de segunda-feira. 

Couscous de abóbora com frutos secos e limão em conserva e Mão de borrego assada no forno
receita de Gourmet Magazine 

No site da Gourmet não sugerem nada para acompanhar, mas como não me pareceu um prato substancial por si mesmo, decidi acompanhar à boa e deliciosa maneira marroquina com uma simples mão de borrego assada no forno, com um simples tempero para não abafar o sabor do couscous nem o próprio sabor do borrego (a melhor das carnes!) Selar a carne é do melhor truque não só para que fique bem estaladiça por fora mas também para cozinhar mais depressa, e ser mais económico no forno.

350g de abóbora-manteiga, descascada e sem pevides
1/2 + 1 c.sopa de azeite
sal
1/2 cebola grande, picada
140g de couscous israelita, ou de bago pequeno
1 pequeno pau de canela
1/2 limão em conserva (receita aqui, mas creio que podem comprar igual ou algo de semelhante sabor no El Corte Inglés, ou quem sabe numa loja no Martim Moniz)
45g de sultanas douradas

1 pitada de canela moída (1/8) c.chá para os mais rigorosos
30g (1/2 cháv.) de salsa, picada
1/3 cháv. (80ml) de pinhões, tostados 

1 mão de borrego, com cortes na carne para assar melhor
2 dentes de alho
sal e pimenta
1 fio + cerca de 2 c.sopa de azeite 
uma pitada de canela 

Pré-aquecer o forno a 210ºC.
Esfregar bem o borrego com o alho, sal, pimenta, canela e um fio de azeite.
Colocar o restante azeite numa frigideira anti-aderente larga e quando estiver quente adicionar o borrego, selando-o dos dois lados cerca de 10 minutos, até que fique tostado no exterior e comece a cozer por dentro.
Se a frigideira der para ir ao forno, colocá-la directamente lá dentro, ou colocar a carne e os sucos numa travessa de forno e assar cerca de 40-50 minutos, até ficar bem dourado e cozinhado a gosto (40 minutos para médio-bem, 50 minutos para bem passado). 

Entretanto cortar a abóbora aos cubos de 1cm e envolver com 1 c.sopa do azeite e temperar com sal numa travessa de forno larga. Cozer na prateleira mais alta do forno até ficar tenra, cerca de 15min. 
Entretanto, aquecer o azeite restante numa frigideira e cozinhar as cebolas a lume médio-alto com uma pitada de sal até ficar translúcida. Quando estiverem prontas, raspar para uma tigela grande juntamente com a abóbora.
Ferver uma panela grande com água salgada e cozinhar o couscous com o pau de canela cerca de 10min.
Cortar o limão em quartos e remover o interior, que deve ser reservado. Cortar a casca em cubos de 1cm e juntar à abóbora. Expremer o interior reservado do limão contra um escoador para extrair o líquido, e adicioná-lo à abóbora.
Escoar o couscous sem expremer nem secar. Remover o pau de canela. Adicionar o couscous à tigela da abóbora, e adicionar os frutos secos, a canela moída, salsa e os pinhões. Servir o couscous morno ou à temperatura ambiente, e o borrego quente, claro.

serve 4

a ouvir: Night and Day - Cole Porter & Billie Holliday

— 2 years ago with 17 notes
#borrego  #no forno  #couscous  #abóbora  #frutos secos 
to warm a warm-needy morning soul

qual o termo para designar a falta de interesse generalizada? (não de todos, mas minha em relação a (quase quase) tudo?)

Quinoa com puré de maçã reineta

se tiverem a boca doce, acrescentem uma colher de chá de mel ou xarope de agave no final, ou então de açúcar à quinoa. Mas só mesmo se tiver de ser.
Nozes tostadas também combinam muito bem. 

1/4 cháv. de quinoa
1/2 cháv. água (ou 1/4 cháv. de água + 1/4 cháv. de leite)
1 maçã reineta
1 c.sopa de passas, ou a gosto
canela a gosto 

Numa panela, colocar a quinoa com a água (ou água e leite, se for o caso) e deixar a cozinhar durante cerca de 15min, ou até ficar tenra e cozida. Deixar repousar durante 5minutos. Entretanto, retirar o caroço da mação e cozê-la no microondas durate 4min. a 800W, ou cortá-la em 4ºs e cozê-la a lume até se desfazer. 
Depois de a quinoa e da maçã estarem cozidas, envolver a maçã na quinoa, polvilhar com canela, juntar as passas e servir. That simple, that good. 

serve 1

— 2 years ago with 3 notes
#pequenos-almoços  #quinoa  #maçã  #frutos secos 
Before October ends

Cada vez são maiores a certeza e a convicção de que a cozinha será uma forte constante na minha vida. Adoro. Adoro inventar, reinventar, seguir à regra, explorar, cheirar, conhecer, passar os limites do bom senso com o tempo (prático e mental) que lhe dedico. 
É um luxo, capricho, prioridade sim, e necessidade. E por isso cozinho cada vez mais e as fotografias vão-se acumulando à espera de serem partilhadas com vocês.
First things first, como costumam dizer. E antes que o mês acabe, partilho as outras duas receitas publicadas na edição de Outubro da Magnífica. 

Costeletas de porco com salva e puré de batata e maçã

Porco, salva e maçã é uma daquelas combinações que não falha, cozido, frito ou assado. Atenção para a carne não ficar demasiado passada, ou fica seca. 

4 costeletas de porco
sal e pimenta preta moída fresca, q.b
8 folhas de salva
1 noz de manteiga
50-60 ml de vinho tinto
650g de batata
1 maçã Royal Gala

Temperar as costeletas com sal e pimenta. Entretanto cozer a maçã e as batatas até ficarem cozidas e não oferecerem resistência ao serem espetadas com um garfo.
Numa frigideira larga, colocar a manteiga, deixar aquecer e juntar a salva. Quando começarem a dourar e a ficarem crocantes, acrescentar o vinho, deixar reduzir um pouco e evaporar o álcool. Acrescentar as costeletas e cozinhar cerca de 4-5 minutos em cada lado. até que ganhem uma cor tostada. Se o fundo da frigideira começar a secar, acrescentar um pouco mais de vinho para refrescar.
Entretanto, colocar as batatas e a maçã numa liquidificadora e triturar até ficar um puré cremoso e homogéneo. Temperar com sal e pimenta, se for necessário.
Servir a costeleta acompanhada com o puré e uma simples salada verde.

serve 4 


Tarte de manteiga de noz

Por este universo encontram-se 1001 receitas das so called “peanut butter pie”. E eu pensei: porque não “wallnut butter pie”? Ficou absolutamente maravilhosa. A massa das azevias foi um feliz incidente: é o que dá ter restos de massa congelada e não a identificar. O resultado foi massa de azevia assada: ligeiramente folhada e estaladiça. Mas uma massa quebrada resultaria igualmente bem.
A noz moída intensifica o sabor, não é demasiado doce e é totalmente auto-suficiente, sem necessidade de fruta, gelado ou natas a acompanhar. Perfeita com uma chávena de chá. 

500g de farinha
3 colheres de sopa de banha

3 colheres de sopa de manteiga
1 cálice de aguardente
sal

2 chávenas de noz

3 colheres de sopa de mel
2 ovos
150 ml de leite
5 colheres de sopa de açúcar amarelo
25g de farinha (opcional)
açúcar mascavado, para polvilhar
canela (opcional) 

Para fazer a massa, peneirar a farinha numa tigela larga, fazer um vulcão e adicionar as gorduras derretidas. Amassar muito bem, adicionar a aguardente e algumas gotas de água morna, amassando até formar uma massa suave e consistente. Deixar descansar 1 hora no frio, embrulhada a película aderente. Numa superfície enfarinhada, estender a massa finamente e colocar sobre uma forma de tartes com base removível. Para ajudar este processo, enrolar a massa esticada no rolo e desenrolar cuidadosamente sobre a forma.

Para fazer a manteiga de noz, colocar as nozes num processador e picar até obter uma pasta homogénea e cremosa, sem pedaços inteiros. Se ficar muito seca, acrescentar uma colher de óleo de noz ou de outro sem sabor. Guardar a manteiga num frasco até ser necessária.
Num recipiente grande, colocar a manteiga de noz, o leite e os ovos batidos previamente. Envolver tudo até formar uma mistura homogénea e a manteiga ficar totalmente incorporada com o resto. Acrescentar o mel, o açúcar e a farinha, se for utilizada. Envolver tudo muito bem até obter uma mistura cremosa e homogénea. Colocar o recheio na base da tarte preparada, pincelar as bordas com leite ou um pouco de ovo e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 minutos, ou até a massa ficar bem dourada e o recheio estar quase firme mas ainda húmido ao espetar um palito. Se não for adicionada farinha, o recheio ficará muito mais cremoso.
Retirar a tarte do forno, polvilhar com o açúcar mascavado e a canela se for esse o caso,  e deixar arrefecer totalmente antes de servir, acompanhando uma chávena de chá.

serve 10-12

— 2 years ago with 8 notes
#sobremesas  #tartes doces  #frutos secos  #Noz  #almoços  #no forno  #na frigideira  #porco  #maçã 
meant to be.

Há receitas que, por mais que nos atraiam, por alguma razão não são feitas assim que as descobrimos. Mais tarde percebemos que nada acontece por acaso, e que não a fizemos antes porque só podia ter sido feita agora. Esta é uma delas. Com uma apetitosa taça cheia de figos secos do meu tio e com uma cesta gigante recheada de nozes da minha avó, o casamento é certo e soube logo como é que iria acontecer. Ah, figos do tio, nozes da avó e os meus poejos.

Crackers de figo e noz

1/2 cháv. de nozes grosseiramente picadas
1/4 cháv. de sementes de abóbora
1 1/2 cháv. de farinha de trigo branca
1/2 cháv. de farinha de trigo integral
2 c.chá de fermento em pó
1 1/2 c.chá de sal fino
2 chávs. de leite
1/4 cháv. de açúcar amarelo
1/4 cháv. de mel
1 cháv. de figos secos, grosseiramente picados
1/4 cháv. de sementes de girassol
1/4 cháv. de sementes de sésamo
1/4 cháv. de sementes de linhaça, moídas
2 c.chá de poejos frescos, picados

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Engordurar ligeiramente duas formas de pão de 20x10 cm.
Espalhar as nozes e as sementes de abóbora num tabuleiro de forno e levar a tostar, mexendo ocasionalmente, durante 7-10 minutos, até libertarem aroma mas sem ganharem muita cor. Passar do tabuleiro para uma tigela e deixar arrefecer.
Numa tigela larga, peneirar a farinha, o fermento e o sal. Adicionar o leite, o açúcar amarelo, o mel e envolver até ficarem combinados. Adicionar as restantes sementes e ingredientes e envolver até ficarem totalmente incorporados.
Colocar a mistura nas formas preparadas e levar ao forno até ficar dourada e ter crescido, cerca de 45 minutos. Neste momento a mistura deverá assemelhar-se a um bolo fermentado. Retirar os bolos das formas para arrefecerem totalmente, virados para cima numa grelha.
Após arrefecer completamente, será muito mais fácil proceder ao corte das fatias. Para facilitar a tarefa, quando estiverem frios, envolver cada bolo em película aderente e levar ao congelador. Quando estiverem congelados, fatiar os bolos o mais finamente possível, e colocar as fatias numa única camada sobre um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal.
Reduzir o lume a 160ºC, levar as fatias ao forno durante 15 minutos, virá-las para baixo e deixar mais 10 minutos, até ficarem douradas e crocantes. Deixar arrefecer completamente numa grelha e armazenar num recipiente de vidro fechado.

faz cerca de 90-100 crackers

a ouvir: Rest My Chemistry - Interpol

— 3 years ago with 9 notes
#frutos secos  #noz  #snacks  #sementes