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animae manifestum

diz, pede, sugere, pergunta, comenta, manifesta-te!   animaemanifestum@gmail.com
Salada de meias e pitadas

Meia dourada grelhada, meia couve-chinesa pequena, uma cenoura gigante, meio alho-francês e meio pimento (vá, foi um terço). O molho foi medido em pitadas e sorvedelas pela colher até ficar no ponto.

Assim tem sido maioritariamente os meus almoços escolares. Graças a uma avó filantropa que nos presenteia pontualmente com tabuleiros de comida de forno e sopas generosas e a um ocasional tabuleiro de caldeirada ou favas com chouriço que sobra do ST, a comida não se esgota. Os meus percursos diários na companhia da CP são preenchidos com artigos sobre a sustentabilidade e a alimentação, breves sonecas e inúmeras criações de almoços resultantes de combinações daquilo que se encontra dentro do frigorífico, coroadas com molhos originais para unificar tudo numa só salada, porque este tempo também o pede (ou pedia, até ontem ter começado a chover e a trovejar. Não que me esteja a queixar!)
Como dizia, os almoços resumem-se a isso ou, como foi o caso de hoje, a esparguete com bife de perú e uma salada, para quando não me apetece mesmo sujar as mãos, pegar na tábua e ficar logo de manhã com os dedos a cheirar a cebola ou a alho nem provar molhos de qualquer espécie mesmo antes de comer a minha aconchegante e maravilhosa sandes de pão de cereais quentinho, ligeiramente tostado com marmelada caseira e uma grande caneca de mistura solúvel de café.

Vou tentar ser o mais fiel possível com as doses. Qualquer coisa que vos pareça desequilibrada, já sabem: pitadas, sorver e ajustar.

Salada de Dourada e Vegetais com um molho oriental

O molho deverá ser suficiente para 4 pessoas, uma vez que seria estranho dar doses em pitadas. Assim pode ser conservado num frasco no frigorífico cerca de 1 semana.
Se for preparado com antecedência, deixar de fora os amendoins, os coentros e o molho, acrescentando apenas antes de servir. Se quiserem levar como almoço para fora coloquem o molho num frasquinho, os coentros envolvidos num guardanapo e num pedaço de folha de alumínio e os amendoins igualmente numa folha de aluminio. Vale a pena o esforço extra. ;)


1 dourada grande escalada, grelhada 
1/2 couve-chinesa, cortada em chiffonade
1/2 pimento verde, cortado em juliana 
1 cenoura grande, ralada ou cortada em juliana
1 alho-francês pequeño, cortado finamente
amendoins tostados, grosseiramente picados
coentros picados grosseiramente, a gosto 

1 c.chá de óleo de amendoim
1/3 c.chá de vinagre de arroz
1 c.chá de mel ou 2 c.chá de sumo de laranja
1 dente de alho grande, picado
1 pedaço de gengibre com o dobro do tamanho do dente de alho, ralado
2 c.chá de molho de soja
2 c.chá de molho de peixe
2 c.chá de água (cortar se for utilizado sumo de laranja)
1 pitada de piri-piri ou malagueta vermelha picada (opcional) 

Numa tigela combinar todos os ingredientes do molho, emulsionando até ficar tudo ligado. Provar e rectificar a acidez ou a doçura até ficar ao vosso gosto.
Numa outra grande tigela, colocar todos os vegetais, a dourada partida aos pedaços e misturar tudo. Finalizar com uma boa dose de coentros picados, os amendoins polvilhados por cima e temperar a gosto com o molho. Servir de imediato, para que os
coentros mantenham a sua frescura e os amendoins o seu forte sabor torrado e o crocante da sua textura.

serve 2

a ouvir: Midnight City - M83

— 1 year ago
#lunchbox  #peixe  #saladas 
uma omelete não é só uma omelete

Já disse, redisse e voltarei a dizer sempre que acontecer: não há melhor surpresa quando meia dúzia de simples ingredientes, corriqueiros poder-se-á dizer, dão lugar a uma experiência gastronómica verdadeiramente genuína, nova, e genial na sua simplicidade. 

Apesar de, com muita pena minha, ainda não ter adquirido nenhum dos livros deste senhor, as receitas que escreve semanalmente no The Guardian e o modo como o faz são um regalo para quem lê. Umas mais simples que outras, são receitas de alguém modesto, que nutre um amor grande pelos alimentos, de grande curiosidade, espírito de jogo, bom humor e de quem nutre um carinho e valor enorme a cada receita inventada.

Omeletes de cebolo

85g de requeijão
dois ovos batidos
1 cebolo
1 pequeno punhado de folhas de coentros
7g de manteiga

molho
1/3 c.sopa de molho de peixe
1/3 c.sopa de sumo de lima
2/3 c.chá de açúcar amarelo
piri-piri seco, ou malagueta fresca picada, a gosto
gengibre fresco ralado, a gosto

Esmagar o requeijão com um garfo. Bater ligeiramente os ovos e misturá-los com o requeijão.
Picar finamente os cebolos, e misturá-los com os coentros.
Envolver as ervas com a mistura de ovo e requeijão e temperar generosamente com sal e um pouco de pimenta preta.
Entretanto para fazer o molho basta misturar todos os ingredientes, adaptando a quantidade de açúcar, malagueta e gengibre de acordo com a pungência e doçura que quiserem que adquira.
Aquecer a manteiga numa frigideira. Quando começar a borbulhar ligeiramente, dividir a mistura de ovo em dois pequenos montes na frigideira, e deixá-los adquirir a forma de uma pequena panqueca, com cerca de 6cm de diâmetro. Deixar cozinhar durante uns minutos até ganhar uma ligeira cor na parte de baixo e depois virá-las cuidadosamente, deixando cozinhar o outro lado por mais um minuto.
Transferir as omeletes para um prato aquecido e servir imediatamente com uma colherada do molho.

serve 1

a ouvir: 19-2000 - Gorillaz

— 1 year ago
#ovo  #na frigideira  #ervas aromáticas  #lunchbox 
wish I had the same drive to post all my college works as I have with this.

stewed white fish with potato puree and some poached vegetables in a simple fish and butter sauce, topped with some mint, pennyroyal and celery leaves. 

poached eggs and spinach in the pan over a simple tomato sauce, topped with big chunks of ricotta and a sprinkle of dried oregano and smoked paprika.

— 1 year ago with 9 notes
#lunchbox  #lunch 
Kaisen

Gosto muito de aprender lendo. Seja textos académicos, literatura clássica, ensaios, artigos de jornais, crónicas, textos de blogs, venha tudo. Nem tudo “entra” cá dentro, mas o essencial não preciso sequer forçar. Entra, fica e permanece. 

Gosto de criar as minhas próprias relações entre a minha vida e as palavras, por mais abstractas que por vezes possam ser. Na falta de melhor termo, por vezes “a carapuça serve” da maneira menos óbvia. 

Gosto também de partilhar o que aprendo, seja literalmente através de links, fotocópias ou digitalizações, ou partilhando as minhas próprias conclusões.

Sem mais “enrolamentos” (perdoem-me mas hoje estou cheia de aspas, estou com uma preguiça  mental terrível para procurar as palavras certas) partilho convosco pequenas pérolas da minha, passo o pretensiosismo, própria sabedoria. “Mandamentos” que fui aprendendo ao longo do tempo, palavras de ordem que tento implementar no meu dia-a-dia, na esperança de as ter presentes empiricamente na minha mente.

Sem querer parecer auto-centrada ou demasiado utópica, agir conforme os meus ideais e trabalhar para os melhorar parece-me a melhor maneira e a primeira atitude a tomar para aspirar a mudar mais alguma coisa “lá fora”. 

1- simplificar
as coisas são na maior parte das vezes mais simples do que eu penso. Se reduzir tudo ao mínimo denominador, as decisões são fáceis.

2 - relativizar
nem tudo tem a mesma importância. É necessário distinguir o que é realmente importante e prioritário daquilo que é secundário e acessório.

3 - arriscar
quem arrisca enfrenta o medo de falhar. É só arriscando que podemos vencer. O medo é o conceito mais abstracto e mais perigoso de todos pois paraliza sem ainda ter tido oportunidade para agir.

4 - distanciar
é preciso parar para respirar. Quando algo ocupa demasiado tempo a minha vista, o meu olhar, a minha mente, o me tempo e sempre andando em círculos sem sair do lugar, satura-se e satura-me. Parar. Respirar. Refrescar. E se necessário baralhar e dar de novo.

5 - rir
é para mim tão importante que, como muitas outras coisas que tem semelhante efeito e mim, como beber vinho ou bolo-rei, quanto mais tempo passa sem o fazer, mais me apercebo o quão bem me sabe. A diferença é que o tempo não tem de passar para que saiba melhor e que me aperceba isso. Basta que aconteça e sabe sempre bem. E quem diz rir diz sorrir, brincar, aparvalhar…

6 - persistir
insistir naquilo que puxa baixo. É o que mais vale a pena e o que mais importa mudar. Resignar ao comodismo e ao facilitismo. Não desistir do que complica mas dá frutos, do que custa mas ajuda.

7 - inovar/criar
não descansar no sofá ou a cabeça na almofada. Procurar o novo que me atrai, que me cativa e alimentá-lo.

8 - acreditar
ter sempre algo que me faça andar, por mais ínfimo, supérfluo que seja, nunca é de menos desde que não me faça parar.

9 - ouvir
ou seja ver-vos, ler-vos, aprender através de vós. Disponibilizar-me, abrir-me ao mundo. Ouvir, perceber e aceitar para depois interiorizar e compreender, ou vice-versa.

10 - ()
agir conforme o meu verdadeiro eu. As minhas crenças, as minhas esperanças, a minha integridade, os eus objectivos, os meus interesses, as minhas prioridades, todos pessoais e intransmissíveis, nem que para isso tenha de parar as vezes necessárias para me poder ver sem ter overlays e sobreposições sobre mim. Interiorizar-me, conhecer-me. 

Batata doce assada com salada de feta e folhas amargas

1 batata doce média
pedaço de 1cm de gengibre fresco, ralado
sal e pimenta preta a gosto
2 c.chá de azeite, mais para finalizar
1/2 c.chá de açafrão
1 pitada de malagueta

mistura de folhas de salada amargas (chicória, couve-roxa, etc)
150g  de queijo feta
1 pequeno molho de coentros
azeitonas, opcional

Cortar a batata doce longitudinalmente e colocá-la sobre uma folha de alumínio suficientemente grande para envolvê-las por completo. Temperar as metades com todos os ingredientes e esfregá-los bem por todo o topo da batata para que fique igualmente bem temperada.
Fazer uns pequenos cortes no topo da parte mais grossa da batata para que asse mais facilmente.
Embrulhar com a folha de alumínio e levar ao forno cerca de 200ºC até que liberte aroma e que a batata ceda fácilmente quando espetarem um garfo ou uma faca e a retirarem, tenra mas sem se desfazer.
Para finalizar, dividir o feta partido aos pedaços ou esfarelado por dois pratos, bem como as folhas dos verdes. Quando a batata tiver arrefecido um pouco, cortá-la aos cubos, adicionar aos pratos, regar com um fio de azeite, um pouco de sal e pimenta e os coentros grosseiramente picados.
Servir de imediato, se bem que a baatata também sabe bem à temperatura ambiente.

serve 2

a ouvir: Chuva Ácida - Norberto Lobo

— 1 year ago with 9 notes
#batata-doce  #saladas  #queijo  #almoços  #lunchbox  #lunch 
mais vale tarde, não é verdade?

Não que tenha como regra tal provérbio, mas é como tenho conseguido levar a maior parte das coisas ultimamente. Tinha este desafio bookmarked desde que foi lançado. E hoje que decidi levar a cabo a tarefa, de barriga satisfeita com o dito e fotografias e receita prontas a serem publicadas, deparo-me que o prazo de publicação acabou há 5 dias. Obrigada Moira pelo jeitinho :) 

Conheci o blog da Maria há muito, e poucos blogs de escrita “quotidiana” - na falta de melhor termo - me cativaram tanto, tanto mais por assistir a uma determinação louca de uma pessoa que desejou muito uma coisa, e que sabia que a ia atingir, mais cedo ou mais tarde. E atingiu.

Quando vi o desafio soube logo o que fazer. Não por ser algo demasiado complexo, de combinações pouco óbvias e para gostos finos. Pelo contrário, porque é algo completamente banal totalmente reavivado, reduxed, face-lifted, up-graded. Chama-se peito de frango panado. Um peito de frango panado com muito sabor.

E por ser um post especial, e porque tenho um gozo enorme em fazer estas coisas, merece uma fotografia especial.

Peito de frango com crosta de ervas e alho

Maria, as ervas que podes usar aqui são infinitas: desde tomilho, alecrim, hortelã, estragão, uma mistura… as combinações são infinitas! Aqui utilizei simplesmente salsa porque para além de estar na tua lista, quis salientar o seu simples sabor.
Para panar a carne podes usar só a clara ou a gema do ovo e guardar o restante para mais tarde, podes fazer uns ovos mexidos do resto ou  ainda, como eu fiz, usar parte da clara para panar e o restante ovo para estrelar.
Reparei há pouco que na lista não há pão. Se for esse o caso, ou se por alguma razão não o puderes ralar, substitui por farinha. Não fica tão crocante, mas é sempre uma boa alternativa.
D
esta vez, devido à dimensão gigante do meu peito de frango, optei por acompanhar com uns simples cogumelos salteados em alho, azeite, salsa e limão. Se tiveres oportunidade de comprar cogumelos em lata (se gostares de cogumelos!) tens aqui uma outra sugestão :) Espero que gostes. 

1 dente de alho, finamente picado
2 fatias pequenas de pão velho, bem raladas
1 pequeno molho de salsa (6/7 ramos devem chegar), finamente picada
1 c.chá de sal
1/4 c.chá de pimenta, ou a gosto
1 pitada de piri-piri, se tiveres
1 peito de frango
1 ovo pequeno, batido
cerca de 2 c.sopa de azeite

Se o peito de frango for muito grosso, abre-o longitudinalmente para que fique com uma grossura de 1 cm aproximadamente.
Coloca num prato os primeiros seis ingredientes e mistura-os bem. 
Numa tigela, bate o ovo.
Coloca o azeite a aquecer numa frigideira, e quando estiver quente (coloca umas migalhas do pão na frigideira, se começarem a borbulhar e a fritar é porque está no ponto) passa a carne pelo ovo, escorre o excesso, de seguida passa pela mistura do pão e coloca na frigideira a lume médio-baixo cerca de 1,5 minutos em cada lado. É importante que não deixes muito tempo a fritar porque senão fica seco e rijo, e provavelmente a mistura do pão poderá queimar.
Servir como bem te apetecer. Bom apetite!

serve 1

— 1 year ago with 20 notes
#desafios  #frango  #ervas aromáticas  #na frigideira  #lunch  #lunchbox 
onte à noite e hoje ao almoço

quinoa com feijão verde e cogumelos estufados com um belo ovo escalfado por cima.

salada de salmão fumado e batata cozida com molho de iogurte e cebolinho.

Dia precioso, o de hoje.

a ouvir: Montezuma - Fleet Floxes

— 1 year ago with 15 notes
#lunch  #lunchbox  #peixe  #salmão  #saladas  #quinoa 
folguei

Já não vou há praia há mais de um mês. Podia ter acordado hoje super cedo, perder mais de três horas em transportes para ficar outras três de papo para o ar, correndo o risco de não aguentar com o calor e o mar estar demasiado frio ou a água demasiado forte para me tirar a vontade de mergulhar? Podia, mas não era a mesma coisa.

O meu corpo pede por uma cama, as minhas mãos por um corta-unhas e um creme ultra-hidratante, o meu sofá nunca me pareceu tão apetecível, a minha cabeça anseia por um bom livro e a minha boca por uma salada fria monumental, recheada de legumes frescos, uma quantidade bem generosa de salsa e envolvida nos temperos mais simples, frescos e maravilhosos de sempre.

A vantagem de ter desejos singelos é que a probabilidade de serem realizados é quase certa.

(agora desejo encontrar a minha carteira…)

Salada fresca de Quinoa com Vegetais Lâminados

35g de flocos de quinoa
1/2 de courgette média
1/4 de cebola
1/4 de pimento vermelho
1 tomate-chucha
30g de queijo feta 
sal e pimenta q.b
azeite
sumo de 1 rodela grossa de limão (cerca de 1cm)
1 pitada de flocos de malagueta secos e moídos (opcional)
4 ramos de salsa 

Ao adicionar o sal é necessário verificar se a quinoa já não está salgada o suficiente da cozedura e não esquecer também que o feta é por si só um queijo bastante salgado, pelo que não será necessário adicionar muito sal. As quantidades apresentadas são, obviamente, apenas uma referência. Como quero a minha salada bem húmida com os temperos gosto de uma boa dose de sumo de limão e muita muita salsa a acompanhar. A quinoa obviamente pode ser substituída por uma massa curta, mesmo couscous, ou até por uns croutons simples, conferindo uma textura estaladiça maravilhosa. 

Preparar a quinoa de acordo com as instruções da embalagem. Reservar para deixar arrefecer, ou então, para um processo mais rápido, passar por água fria num escoador fino e retirar bem a água.
Com uma mandolina, laminar a courgette e o pimento longitudinalmente, em tiras longas. Fatiar o tomate em rodelas de 1/2 cm e laminar a cebola finamente.
Depois de a quinoa arrefecer, juntá-la a todos os vegetais numa grande tigela, temperar com sal e pimenta, o azeite, o sumo de limão e uma pitada dos flocos de malagueta. Retirar os talos maiores dos ramos de salsa, picar as folhas grosseiramente e adicionar 2/3 ao prato. Envolver tudo com as mãos, para garantir que todos os alimentos ficam igualmente bem temperados.
Povilhar com o feta desfeito grosseiramente, o resto das folhas de salsa e servir. 

serve 1

a ouvir: Road to Somewhere - Goldfrapp

— 1 year ago with 2 notes
#saladas  #quinoa  #queijo  #vegetariana  #lunchbox  #ervas aromáticas 
Pitadas

Um pedaço de lombinho de porco estufado, couscous, meia beringela, alho, cebola, azeite, sal e pimenta, pitada de noz-moscada, pitada de cominhos moídos, pitada de erva-doce.

Os meus improvisos andam cada vez mais flawless. Gostei muito.

— 1 year ago with 7 notes
#lunchbox  #couscous  #beringela  #porco  #especiarias  #no wok 
Estou que nem posso e estou muito bem, obrigada.

Ando mesmo feliz, e mais que isto também não me apetece tentar desenvolver. Sei apenas que quando mudanças profundas, a um nível estrutural, ocorrem em nós, é maravilhoso consciencializá-las e saber valorizar todos os momentos. O cansaço  é muito,  as horas de sono são poucas, mas quem corre por gosto não cansa. O entusiasmo  é grande e a motivação total. Ando esperançada.

E nestes dias de Sol e trabalho, quando o tempo e o calor apertam, quer-se coisas rápidas e frescas. Continuando na onda da multiculturalidade, pão pita com molho (que na verdade é antes uma espécie de pasta) de iogurte e pepino bem fresquinho para matar a fome. E cerejas ou melancia para finalizar, claro. Adoro fruta da época.

 Molho Tzatziki
ligeiramente adaptada de ACIME, Sabores do Mundo - Guia da Diversidade Gastronómica

Após me deparar com incontáveis receitas “originais” deste molho, decidi-me por uma de um livro encontrado no Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural. Para pertencer a um livro financiado por uma entidade de apoio às comunidades culturais pareceu-me ser uma escolha segura. A única alteração que não resisti a fazer foi acrescentar o funcho, que deu ao molho o toque final com um aroma fresco e doce, em total harmonia com a hortelã e a frescura do pepino.
As doses são subjectivas. O livro não aponta nenhuma quantidade específica mas creio que esta receita pode chegar para 4 pessoas, dependendo se for utilizado como entrada ou como um almoço leve. De qualquer maneira, o risco de sobrar não há-de ser grande! 

1 pepino, sem casca e cortado aos cubinhos
2 1/2 colheres de chá de sal
1 dente de alho, picado
1 colher de sopa de hortelã fresca, picada
1 colher de sopa de funcho; picado
200g de iogurte grego ou natural
pimenta q.b
folhas de hortelã, para guarnecer
pão pita, para servir 

Colocar o pepino já arranjado num escorredor, polvilhar com 2 colheres do sal e deixar escorrer por 1 hora.
De seguida, secar o pepino e amassar com o alho e o restante sal até formar uma pasta cremosa.
Misturar a hortelã e o funcho picados com o iogurte, temperar com pimenta a gosto e envolver com o pepino amassado. 
Transferir para uma travessa ou uma tigela de servir, guarnecer com as restantes folhas de hortelã e servir em pão pita, bem tostado e partido em pequenas “chips” ou simplesmente recheado.

a ouvir: Margarida - Guta Naki

— 1 year ago with 11 notes
#ervas aromáticas  #iogurte  #iogurte  #lunchbox  #pepino  #pão  #sandes  #vegetariana 
Aperto no cinto (e no pescoço, no coração, na cabeça, numa bolinha de stress…)

Por aqui (leia-se, o pequeno mundo pessoal alienado em que habito) os dias passam sem que se dê por eles. Complicados, de trocos contados, rugas na testa acumuladas de preocupações de natureza diversa, tensão no ombro esquerdo que me leva lágrimas aos olhos. Muitos trabalhos, prazos, compromissos, muita tinta gasta nas páginas da pequena Moleskine preta que anda sempre comigo, e sempre acompanhada pelo pequeno caderno vermelho multidisciplinar e pela bic laranja. 

Saídas? Nem vê-las. Apenas um almoço tardio com uma bela companhia no mais belo restaurante de Cascais e arredores.
Cinema? Era bom.
Almoços em familia? Not gonna happen.
Cozinhar? Apenas o suficiente para desenrascar um dia quente como este que começa cedo e acaba tarde. Fácil, fresca e muito saborosa. Valha-me isso!

Salada Moura Crocante
adaptada de Jamie Oliver, Moorish Crunch Salad 

300g de cenouras, descascadas e em juliana
2 maçãs sumarentas, descaroçadas, e finamente fatiadas
1 pequeno punhado de passas ou sultanas
1 mão cheia de salsa, ligeiramente picada
1 mão cheia de hortelã, ligeiramente picada
4 c.sopa de vinagre de vinho tinto
8 c.sopa de azeite
1 c.sopa de tahini
sal grosso e pimenta preta fresca moída
2 c.sopa sementes de sésamo, tostadas 

Juntar as cenouras as maçãs, as passas, as ervas aromáticas e o acompanhamento escolhido numa taça. Numa pequena tigela combinar o azeite, vinagre e o tahini, mexendo muito bem para que fique um molho homogéneo.
Verter o tempero sob a mistura das maçãs, temperar com sal e pimenta, envolver tudo bem ecorrigir o tempero, se necessário. Polvilhar com as sementes de sésamo e servir.

Servir simples como entrada ou acompanhado de frango desfiado, gambas, ou ainda como recheio de pão pita grelhado, misturado com queijo feta despedaçado. (De todas as alternativas, as gambas são a minha opção preferida.)

serve 4

a ouvir: Desierto - Lhasa de Sela

— 2 years ago with 2 notes
#cenoura  #lunchbox  #maçã  #saladas  #tahini  #ervas aromáticas 
fórmula

Se tem queijo de cabra de nome francês - chèvre, um vegetal pouco usual - beterraba, cogumelos de nome esquisito - pleurothus, rúcula, um fio de mel, pimenta e um tempero difícil de distinguir, então é gourmet.

E não precisa de compotas nem azeites aromatizados da Qta. de Jugais ou da Casa da Prisca.

a ouvir: Dancemos no Mundo - Sérgio Godinho & Clã

— 2 years ago with 3 notes
#sandes  #beterraba  #queijo  #cogumelos  #almoços  #lunchbox 
a vantagem é que não tenho de partilhar com ninguém

A cura (provisória) de desequilíbrios, desejos, tempo feio e outras maleitas.


por camadas, de baixo para cima:

fatia de pão
mostarda
rúcula e espinafres
tomate com balsâmico, sal e pimenta
queijo flamengo
cogumelos grelhados com limão, malagueta e orégãos
bacon grelhado
fatia de pão.

E hoje estreio-me nos cheesecakes para o ST. Fingers crossed.


a ouvir: Insensatez - Tom Jobim

— 2 years ago with 1 note
#bacon  #bacon  #cogumelos  #pão  #queijo  #tomate  #lunchbox 

Passo a explicar: o Pedro, que é meu irmão e que fez 15 anos tem um gelado de eleição: o Chunky Monkey - uma combinação de natas, banana, chocolate e nozes. Entre lovers e haters do sabor, confesso que me situo mais na segunda posição, por ser demasiado enjoativo e com muita mistura de sabores.
However, this is not about me. E sabendo o quanto ele adora a coisa (o ano passado ofereci-lhe um crepe caseiro com uma bola deste gelado, chantilly e chocolate derretido…), este ano decidi aumentar a parada. Lembrei-me então que a Banoffee Pie é essencialmente o Chunky Monkey (fora as nozes) em forma de tarte. Bem visto, bem feito.
Para quem gosta de coisas bem doces, esta é uma receita ideal. Tão ideal que de uma média de 10 fatias sobraram duas que ficaram no restaurante e foram aprovadas com sucesso à hora de almoço (tanto que já me pediram para repetir a dose para a semana).

Tarte Banoffee

Algumas (bastantes) notas a ter em consideração:
A vantagem de cozer o leite é que fica mais espesso depois de cozido. No entanto, há que ponderar se compensa com os custos do gás.
Da próxima vez vou tentar colocar algumas nozes picadas na base (para que o sabor fique completo!) ou talvez substituir as bolachas digestivas por bolachas com pepitas de chocolate, para um sabor a chocolate mais intenso e guloso.
A receita da base de bolacha é pouco sugestiva, mas com cuidado funciona bem. Não se assustem se depois de tirarem a base do forno terem a sensação do perigo iminente de que se vai desfazer a qualquer momento, e se, ao colocarem o leite condensado, por ser espesso e peganhento, parecer que vai levantar a base toda. Assusta, mas é só ameaça. 
Se quiserem que o topping de chocolate solidifique, basta acrescentar umas nozes de manteiga ao derreter em banho-maria.
Para as natas ficarem bem espessas, assegurem-se de que estão bem frias. Batê-las sobre uma taça com água gelada e gelo também ajuda, e se quiserem que se mantenham firmes por mais tempo, acrescentem uma folha de gelatina (não experimentei, mas o fantástico chef do Senhor Tempero, Alexandre Mota, diz que sim, e eu acredito!) 

300g de biscoitos digestivos (Artiac, Hob-Nobs, por exemplo)
60g de manteiga, derretida
390g de leite condensado cozido cozido
2-3 bananas grandes
350ml natas gordas
1-2 colheres de sopa de açúcar em pó
100g de chocolate negro

Se o leite condensado estiver por cozer, colocar as latas numa panela de pressão com água a ocupar 3/4 da capacidade, e cozer durante 1h-1h30. Deixar arrefecer totalmente antes de abrir.  
Pré aquecer o forno a 180ºC. Esmagar os biscoitos ou picá-los num processador. Adicionar a manteiga derretida e combinar bem, para garantir que todas as migalhas ficam envolvidas na manteiga. Pressionar a mistura de forma homogénea na base e margens de uma forma de 24cm de base removivel.
Levar a base ao forno durante 10-12min, até ficar ligeiramente torrada e firme. Deixar arrefecer.
Espalhar o leite condensado cozido sobre a base e deixar refrigerar durante 1 hora. Dispor as fatias de banana sobre a base de caramelo. Bater as natas com o açúcar em chantilly e espalhar sobre as bananas.
Derreter o chocolate no microondas ou em banho-maria verter sobre o chantilly.
Remover muito cuidadosamente a base da tarte para um prato grande.
Levar ao frigorífico apenas para que as natas fiquem bem frias e servir. 

serve 8-10

Já o almoço de hoje serviu para compensar a choco-banana-cookie-cream bomb misture de ontem. Desta vez a minha curiosidade em provar coisas novas não jogou a meu favor: talos de aipo crús em saladas não é para mim. Para a próxima substituo por cenoura ralada, ou outro vegetal duro de sabor forte. De qualquer maneira, fica aqui a receita.

Salada de maçã, aipo e arandos secos

Como não encontrei Granny Smith, substituí por Reineta. Ainda que a textura seja totalmente diferente, tem maior acidez que as outras, e não me desiludiu.

1/2 maçã doce (Gala, por exemplo)
1/2 maçã ácida (Granny Smith é o ideal) 
1 pequeno punhado (10-12) de arandos secos
1 pequeno punhado (2) de nozes
1 talo de aipo
1 pequeno molho de cebolinho
sumo de limão
vinagre balsâmico
azeite, ou óleo de noz

Picar as nozes e tostá-las a seco numa frigideira.
Cortar o talo de aipo aos pedaços pequenos.
Fatiar as maçãs aos cubos e cobrí-las com sumo de limão, para não amarelarem.
Numa tigela, colocar todos os ingredientes, o cebolinho picado, e envolver com o vinagre balsâmico e azeite a gosto. (Um bocadinho de mel também deve combinar bem)

Servi acompanhado de uma fatia pão centeio torrada com queijo-creme e peito de perú fumado. 

— 2 years ago
#Aipo  #banana  #lunchbox  #maçã  #na lancheira  #saladas  #sobremesas  #tartes doces  #no forno 
When life gives you a big fat pumpkin…


faz uma pithivier - nome francês para tarte de massa folhada fechada - de abóbora.

Avizinham-se tempos de mudanças para mim, em mim. Necessidades de reforçar certos valores, ajustar perspectivas, redefinir comportamentos e equilibrar, melhor, acalmar, a minha mente e o meu espírito. Sejam visíveis ou não, certamente serão sentidas por mim, em mim. E espero que a longo prazo me tragam certas “coisas”, bens essenciais digamos, que sinto estarem em falta desde há um largo tempo na minha vida.

Entretanto vou satisfazendo as bocas para alimentar cá em casa, aquecendo estômagos, almas e as mãos frias destes dias frios e escuros que teimam em ficar.

Desta feita com uma tarte com abóbora do avô e um roquefort bolorento e delicioso. 
E para que nada se desperdice, a acompanhar vai uma salada de rúcula com umas deliciosas sementes de abóbora, mais conhecidas por pepitas, assadas com sal e azeite.

Pithivier de abóbora
adaptado da Revista Blue Cooking nº53

2 embalagens de massa folhada
500g de abóbora em fatias de 0,5-1cm de grossura
200g de queijo roquefort
1 c.sopa de salva picada
2 dentes de alho picados
1 1/2 c.sopa de pão ralado
1 ovo batido para pincelar 

Estender uma das massas folhadas sobre uma base de ir ao forno coberta com papelvegetal.

Numa taça, misturar o roquefort despedaçado com o pão ralado, os dentes de alho bem picadinhos e a salva, também bem picada. Envolver tudo bem e reservar.
No centro da massa estendida começar a colocar a abóbora em círculos, deixando 2-3cm de distância das margens. Por cima, espalhar parte da mistura do roquefort e cubrir com mais uma camada de abóbora, de diâmetro ligeiramente menor que a primeira camada. Finalizar com o resto dos ingredientes.
Cobrir com a segunda massa folhada. Calcar as duas massas nas bordas e enrolar para dentro de forma a fechar a tarte. Pincelar com o ovo, fazer um pequeno buraco no centro do topo e decorar com cortes ligeiros em volta da tarte.
Levar ao forno a 200ºC durante 30-45 minutos, até a massa estar dourada e a abóbora estar tenra ao inserir um palito.
Servir acompanhada de uma salada de rúcula com pepitas, temperada com sal, azeite e vinagre balsâmico.

serve 4-6

— 2 years ago
#abóbora  #lunchbox  #queijo  #tartes  #when life gives you...  #no forno 
tranquilidade (precisa-se)

Após quase 8h num laboratório de luz vermelha cheio de quimicos, com resultados que poderiam ser melhores, com o meu cérebro prestes a desligar-se, sabendo que tem uma maratona de estudo pela frente, chego a casa, ligo o computador, e deparo-me com esta Newsletter deste site, que é das coisas mais porreiras que descobri por aqui nos últimos tempos:

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Assunto: TMF Ass Kick:  You Feel Like Hell Because…  (só o título já promete!)

…because there’s a huge disconnect between what you’re doing and what your potential is.
That disconnect - that tension - will eat you alive.
And if it doesn’t literally, it will, at the very least, cause you extreme mental fatigue like no other.

Why?

Because you KNOW.
You know consciously. 
You know unconsciously.
You know on every single level.
With every single part of your being. 
That YOU AREN’T GIVING YOUR ALL.

And that knowledge.
Will inevitably tear you up.
Until you’re nothing more than a heaping mess on the floor.
Just waiting to be saved.
…The bad news is that no one’s going to come along to save you.The good news is that you can still be saved.  

GO.
GO NOW.
Get it out of your head that you aren’t good enough.
AND GO TAKE BACK YOUR SELF-RESPECT.
By being the person that you want to be.  
And doing the things that you want to do.  
You’re the ONLY one who can save you.

Come visit to talk some more:
www.themiddlefingerproject.org

xo
Ash
____ fim da mensagem____

Assustador. Nem vou comentar o quão assustadoramente a propósito esta pequena mensagem veio. E foi o suficiente para eu automaticamente descontrair, ainda que hoje não tenha ouvido outra coisa senão “levar as coisas com calma”, ou mais especificamente, e passo a citar o menino João “é preciso ter tranquilidade”. Os blogues de auto-ajuda são estúpidamente eficientes nestas coisas.


Estes são os vestígios de hoje:
(tempos do fixador)

E estes são os vestígios do almoço de ontem, uma vez que hoje fui persuadida a ficar o dia todo no laboratório para não ter de lá por os pés o resto da semana (Obrigada João, e quero a foto dos pombos!)


Estou careca de fazer esta salada para os almoços na faculdade (de facto estou a ficar sem cabelo…), e ainda que não tenha carne ou peixe, é super saciante devido à batata doce (love) e ao feta (love). Aliás, love tudo nesta salada. A receita é daqui e a única alteração que fiz nos ingredientes foi omitir os rabanetes, odeio rabanetes.Uma vez mais, só para fazer um favor aos mais interessados calculei por alto as quantidades que utilizei, porque francamente nunca me dou ao trabalho de pesar ou medir nada neste tipo de prato. Depois não se queixem que é pouco!

Salada de batata-doce e feta 
60g rúcula
230g batata-doce (ou uma pequena), cortada em rodelas de 5mm
10 (120g) cogumelos (brancos, enlatados, o que vos apetecer), cortados ao meio
12 (230g) tomates-cereja, cortados ao meio
1 courgette pequena, cortada em rodelas de 5mm
60g queijo feta*
sal e pimenta preta moída fresca
azeite
vinagre balsâmico
oregãos

Molho
: independentemente da quantidade a ser feita, deve ter sempre 3 quantidades de óleo, neste caso azeite, para uma parte ácida, que aqui é o vinagre balsâmico. Juntar os dois temperos com o sal, a pimenta e os oregãos a gosto, mexer muito bem para que haja emulsão e reservar.

Numa travessa média ou numa saladeira, colocar a rúcula e os tomates-cereja.
As batatas podem ser confeccionadas ou na grelha ou no forno.Para grelhar, escaldar a batata em água a ferver durante 5-6min. Retirar de imediato da água para não amolecer e reservar.
Para assar, temperar com sal grosso e azeite e levar ao forno dispostas numa só camada no tabuleiro. Confesso que não sei tempos nem temperaturas, mas geralmente levo a 180ºC e deixo cozinhar até conseguir espetar um garfo facilmente numa rodela. Na versão microondas, muito mais fácil, rápida e económica, basta colocar a 750w durante 5min e já está. Era o que eu teria feito se o nosso microondas não tivesse sido confiscado pelo ST**.
Aquecer o grelhador e temperar a courgette e os cogumelos com um bocadinho de sal grosso. Colocar sobre a grelha quente numa só camada e grelhar a lume médio durante 5-6minutos em cada lado, até que fique com as marcas da grelha (cuidado para não queimar). Se escolherem grelhar a batata, colocá-la 1 minuto antes em lume brando.
Se a salada for servida posteriormente, esperar que os legumes grelhados arrefecem para não murcharem a rúcula e colocar o molho apenas antes de servir. Caso contrário, colocar na travessa da rúcula, temperar, envolver tudo bem e servir!

serve 2

Os tempos de confecção são estimados, porque geralmente uso o meu instinto como relógio. Dito isto, aconselho-vos a fazer o mesmo.

*o roquefort ou outro queijo azul também seria uma boa alternativa, pelo seu sabor acentuado.
** Senhor Tempero

P.S: ridículo está também a ser a quantidade de tempo que demoro a escrever estes posts, but who cares? :)

— 2 years ago
#almoços  #batata-doce  #lunchbox  #queijo  #saladas  #na grelha