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animae manifestum

diz, pede, sugere, pergunta, comenta, manifesta-te!   animaemanifestum@gmail.com
que me voy hijos!

As coisas não podem estar assim tão más quando se está prestes a viajar para Barcelona. Aliás, as coisas não podem estar assim tão más quando se está prestes a viajar, ponto. 
O que se faz quando se tem um bom pedaço de queijo feta no frigorífico que sabemos que não irá durar até ao meu regresso é o que mostrarei de seguida. Incrível como o que improviso é o que sai sempre melhor, fico mesmo feliz. Ou então é só sugestão minha por querer acreditar que o fruto do instinto é o que sabe melhor. Anyway, it works for me.

E não posso deixar de vos apresentar o D.O.P - o meu mais recente projecto da faculdade. Enjoy. 

observação: Portugal, Espanha, Grécia… estranha a mistura de culturas que por aqui paira!

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Caçarola à grega (odeio a expressão à - , mas é o que faz mais juz à coisa)

Mum didn’ like the lemon. Mas eu adorei. Em caso de dúvidas, cortem o limão às fatias e deixem ao gosto de quem vai apreciar o vosso belíssimo jantar.
Precioso, te digo!

1 c.sopa de azeite
1/2 cebola grande, picada
6 dentes de alho, laminados
2 folhas de louro, partidas
100ml de vinho branco
150ml de polpa de tomate
2 c.sopa de oregãos
2 tomates médios bem maduros, cortados em pequenos pedaços
4 postas de pescada, cozidas e arranjadas (espinha e pele retiradas) e a água da cozedura reservada
600g camarão sem casca, congelado
sal e pimenta 
1/2 limão
200g de queijo feta
azeitonas galegas, a gosto

4 pães pita, para servir 

Aquecer o azeite numa caçarola ou frigideira larda. Juntar o alho, a cebola e o louro, deixando alourar 3 minutos.
Adicionar a polpa de tomate, os tomates, o vinho, 1 colher de sopa de oregãos, cerca de 100ml da água da cozedura do peixe, sal, pimenta e 4 tiras da casca de limão. Deixar cozer 7-10 minutos até reduzir e engrossar o molho.
Adicionar o camarão e a pescada despedaçada, envolver tudo e deixar ao lume até o camarão estar cozido.
Provar e rectificar o tempero se for necessário e retirar do lume.
Polvilhar com o feta desfeito e finalizar com um fio de azeite, o sumo do limão, o resto dos oregãos ou mais a gosto e azeitonas.
Servir quente com pedaços de pão pita bem tostado. 

serve 4

a ouvir: Little Red Rooster - Big Mamma Thornton

Hasta Domingo!

— 2 years ago with 1 note
#camarão e gambas  #peixe  #na frigideira  #na panela  #grega  #queijo 
vou a barcelona

All is connected - tudo está ligado. Pesquisei a origem da citação e cheguei a Paul Hawken. Ainda que a frase possa ter esta espécie de patente a ela anexada, acho difícil de acreditar que não tenha já sido mencionada, constatada e reflectida por tantas outras mentes conscientes o suficiente para perceber que toda a nossa imensidão, social e pessoal, é como um castelo de cartas.

Os dias amontoam-se num constante contrabalanço entre o bom, o belo, o novo, e aquilo pelo qual me esforço, cavo e escavo para ver com novos olhos de coisas boas, belas e novas. Farto-me facilmente das coisas que não puxam por mim. Farto-me da monotonia das que em nada me inspira e deprecia o mundo ao meu olhar. Esforço-me por pintar por cima mas canso-me. 

Vale as horas de almoço quentes, ideias que fervilham, boas conversas, trabalhos prazerosos e reconhecidos, boa música, espaços novos, boa comida, nova comida como esta e a perspectiva de uma viagem a Barcelona em menos de um mês.

Macarrão com queijo
adaptado de Jamie Oliver.com - a killer mac ‘n’ cheese

Esta é a all american version da comida italiana. É boa, mas fica muito aquém da autenticidade da bella pasta italiana e não se compara a um bom prato de comida portuguesa. As ervas secas funcionam na perfeição. Na verdade não me parece que manjericão fresco por exemplo funcione de todo aqui. Relativamente à sua quantidade, para mim quanto mais melhor, por isso não aconselho a menos de 3 colheres de sopa bem na sua totalidade. 

sal e pimenta
25g de manteiga
1,5 c.sopa de farinha mal medida
5 dentes de alho, descascados e fatiados finamente
3 folhas de louro
50 cl de leite meio-gordo
300g de macarrão
4 tomates
75g de queijo cheddar forte, ralado de fresco
50 de queijo parmesão, ralado de fresco
tomilho, alecrim e manjericão seco a gosto
molho Worcestershire q.b
1 pitada de noz-moscada 
40g de pão ralado fresco
azeite

Ferver uma grande panela com água salgada.
Derreter a manteiga numa caçarola de forno ou uma panela normal a lume baixo, adicionar a farinha e aumentar para médio, mexendo constantemente até formar uma pasta. 
Adicionar o alho e continuar a mexer até alourar e o alho ficar pegajoso.
Adicionar o louro e misturar lentamente o leite, um pouco de cada vez até obter uma pasta lisa e homogénea. Levantar fervura e deixar a lume brando para cozer e engrossar, mexendo ocasionalmente.
Pré-aquecer o forno a 220ºC. Adicionar a massa à panela e cozinhar até ficar al dente, cerca de 13-15 minutos. Entretanto cortar os tomates grosseiramente e temperá-los generosamente com sal e pimenta.
Escoar a massa, reservando parte da água da cozedura, e adicioná-la de imediato ao molho. Dar uma boa agitadela e retirar do lume.
Adicionar e envolver totalmente os queijos, o tomate e uma boa dose das ervas sugeridas, juntamente com o molho Worcestershire e um pouco de noz-moscada. Provar e corrigir o sabor até ficar ideal e também em consistência, ligeiramente líquida, pois vai engrossar no forno. Adicionar um pouco da água da massa se for necessário. 
Colocar a caçarola no forno se for adequada, ou passar a massa para uma travessa própria e levar a assar durante 30 minutos até ficar dourada, crocante e a borbulhar.
Entretanto colocar o pão e mais um pouco das ervas a gosto numa frigideira com um pouco de sal, pimenta e um fio de azeite. Misturar e mexer, salteando até que fique uma mistura crocante e dourada. Retirar do lume e colocar numa tigela.
Servir o macarrão com o pão ralado por cima e uma bela salada.

serve 4 

a ouvir: Phoenix - Martina Topley-Bird

— 2 years ago
#pasta  #vegetariana  #queijo  #no forno  #na frigideira 
uma omelete não é só uma omelete

Já disse, redisse e voltarei a dizer sempre que acontecer: não há melhor surpresa quando meia dúzia de simples ingredientes, corriqueiros poder-se-á dizer, dão lugar a uma experiência gastronómica verdadeiramente genuína, nova, e genial na sua simplicidade. 

Apesar de, com muita pena minha, ainda não ter adquirido nenhum dos livros deste senhor, as receitas que escreve semanalmente no The Guardian e o modo como o faz são um regalo para quem lê. Umas mais simples que outras, são receitas de alguém modesto, que nutre um amor grande pelos alimentos, de grande curiosidade, espírito de jogo, bom humor e de quem nutre um carinho e valor enorme a cada receita inventada.

Omeletes de cebolo

85g de requeijão
dois ovos batidos
1 cebolo
1 pequeno punhado de folhas de coentros
7g de manteiga

molho
1/3 c.sopa de molho de peixe
1/3 c.sopa de sumo de lima
2/3 c.chá de açúcar amarelo
piri-piri seco, ou malagueta fresca picada, a gosto
gengibre fresco ralado, a gosto

Esmagar o requeijão com um garfo. Bater ligeiramente os ovos e misturá-los com o requeijão.
Picar finamente os cebolos, e misturá-los com os coentros.
Envolver as ervas com a mistura de ovo e requeijão e temperar generosamente com sal e um pouco de pimenta preta.
Entretanto para fazer o molho basta misturar todos os ingredientes, adaptando a quantidade de açúcar, malagueta e gengibre de acordo com a pungência e doçura que quiserem que adquira.
Aquecer a manteiga numa frigideira. Quando começar a borbulhar ligeiramente, dividir a mistura de ovo em dois pequenos montes na frigideira, e deixá-los adquirir a forma de uma pequena panqueca, com cerca de 6cm de diâmetro. Deixar cozinhar durante uns minutos até ganhar uma ligeira cor na parte de baixo e depois virá-las cuidadosamente, deixando cozinhar o outro lado por mais um minuto.
Transferir as omeletes para um prato aquecido e servir imediatamente com uma colherada do molho.

serve 1

a ouvir: 19-2000 - Gorillaz

— 2 years ago
#ovo  #na frigideira  #ervas aromáticas  #lunchbox 
mais vale tarde, não é verdade?

Não que tenha como regra tal provérbio, mas é como tenho conseguido levar a maior parte das coisas ultimamente. Tinha este desafio bookmarked desde que foi lançado. E hoje que decidi levar a cabo a tarefa, de barriga satisfeita com o dito e fotografias e receita prontas a serem publicadas, deparo-me que o prazo de publicação acabou há 5 dias. Obrigada Moira pelo jeitinho :) 

Conheci o blog da Maria há muito, e poucos blogs de escrita “quotidiana” - na falta de melhor termo - me cativaram tanto, tanto mais por assistir a uma determinação louca de uma pessoa que desejou muito uma coisa, e que sabia que a ia atingir, mais cedo ou mais tarde. E atingiu.

Quando vi o desafio soube logo o que fazer. Não por ser algo demasiado complexo, de combinações pouco óbvias e para gostos finos. Pelo contrário, porque é algo completamente banal totalmente reavivado, reduxed, face-lifted, up-graded. Chama-se peito de frango panado. Um peito de frango panado com muito sabor.

E por ser um post especial, e porque tenho um gozo enorme em fazer estas coisas, merece uma fotografia especial.

Peito de frango com crosta de ervas e alho

Maria, as ervas que podes usar aqui são infinitas: desde tomilho, alecrim, hortelã, estragão, uma mistura… as combinações são infinitas! Aqui utilizei simplesmente salsa porque para além de estar na tua lista, quis salientar o seu simples sabor.
Para panar a carne podes usar só a clara ou a gema do ovo e guardar o restante para mais tarde, podes fazer uns ovos mexidos do resto ou  ainda, como eu fiz, usar parte da clara para panar e o restante ovo para estrelar.
Reparei há pouco que na lista não há pão. Se for esse o caso, ou se por alguma razão não o puderes ralar, substitui por farinha. Não fica tão crocante, mas é sempre uma boa alternativa.
D
esta vez, devido à dimensão gigante do meu peito de frango, optei por acompanhar com uns simples cogumelos salteados em alho, azeite, salsa e limão. Se tiveres oportunidade de comprar cogumelos em lata (se gostares de cogumelos!) tens aqui uma outra sugestão :) Espero que gostes. 

1 dente de alho, finamente picado
2 fatias pequenas de pão velho, bem raladas
1 pequeno molho de salsa (6/7 ramos devem chegar), finamente picada
1 c.chá de sal
1/4 c.chá de pimenta, ou a gosto
1 pitada de piri-piri, se tiveres
1 peito de frango
1 ovo pequeno, batido
cerca de 2 c.sopa de azeite

Se o peito de frango for muito grosso, abre-o longitudinalmente para que fique com uma grossura de 1 cm aproximadamente.
Coloca num prato os primeiros seis ingredientes e mistura-os bem. 
Numa tigela, bate o ovo.
Coloca o azeite a aquecer numa frigideira, e quando estiver quente (coloca umas migalhas do pão na frigideira, se começarem a borbulhar e a fritar é porque está no ponto) passa a carne pelo ovo, escorre o excesso, de seguida passa pela mistura do pão e coloca na frigideira a lume médio-baixo cerca de 1,5 minutos em cada lado. É importante que não deixes muito tempo a fritar porque senão fica seco e rijo, e provavelmente a mistura do pão poderá queimar.
Servir como bem te apetecer. Bom apetite!

serve 1

— 2 years ago with 20 notes
#desafios  #frango  #ervas aromáticas  #na frigideira  #lunch  #lunchbox 
Before October ends

Cada vez são maiores a certeza e a convicção de que a cozinha será uma forte constante na minha vida. Adoro. Adoro inventar, reinventar, seguir à regra, explorar, cheirar, conhecer, passar os limites do bom senso com o tempo (prático e mental) que lhe dedico. 
É um luxo, capricho, prioridade sim, e necessidade. E por isso cozinho cada vez mais e as fotografias vão-se acumulando à espera de serem partilhadas com vocês.
First things first, como costumam dizer. E antes que o mês acabe, partilho as outras duas receitas publicadas na edição de Outubro da Magnífica. 

Costeletas de porco com salva e puré de batata e maçã

Porco, salva e maçã é uma daquelas combinações que não falha, cozido, frito ou assado. Atenção para a carne não ficar demasiado passada, ou fica seca. 

4 costeletas de porco
sal e pimenta preta moída fresca, q.b
8 folhas de salva
1 noz de manteiga
50-60 ml de vinho tinto
650g de batata
1 maçã Royal Gala

Temperar as costeletas com sal e pimenta. Entretanto cozer a maçã e as batatas até ficarem cozidas e não oferecerem resistência ao serem espetadas com um garfo.
Numa frigideira larga, colocar a manteiga, deixar aquecer e juntar a salva. Quando começarem a dourar e a ficarem crocantes, acrescentar o vinho, deixar reduzir um pouco e evaporar o álcool. Acrescentar as costeletas e cozinhar cerca de 4-5 minutos em cada lado. até que ganhem uma cor tostada. Se o fundo da frigideira começar a secar, acrescentar um pouco mais de vinho para refrescar.
Entretanto, colocar as batatas e a maçã numa liquidificadora e triturar até ficar um puré cremoso e homogéneo. Temperar com sal e pimenta, se for necessário.
Servir a costeleta acompanhada com o puré e uma simples salada verde.

serve 4 


Tarte de manteiga de noz

Por este universo encontram-se 1001 receitas das so called “peanut butter pie”. E eu pensei: porque não “wallnut butter pie”? Ficou absolutamente maravilhosa. A massa das azevias foi um feliz incidente: é o que dá ter restos de massa congelada e não a identificar. O resultado foi massa de azevia assada: ligeiramente folhada e estaladiça. Mas uma massa quebrada resultaria igualmente bem.
A noz moída intensifica o sabor, não é demasiado doce e é totalmente auto-suficiente, sem necessidade de fruta, gelado ou natas a acompanhar. Perfeita com uma chávena de chá. 

500g de farinha
3 colheres de sopa de banha

3 colheres de sopa de manteiga
1 cálice de aguardente
sal

2 chávenas de noz

3 colheres de sopa de mel
2 ovos
150 ml de leite
5 colheres de sopa de açúcar amarelo
25g de farinha (opcional)
açúcar mascavado, para polvilhar
canela (opcional) 

Para fazer a massa, peneirar a farinha numa tigela larga, fazer um vulcão e adicionar as gorduras derretidas. Amassar muito bem, adicionar a aguardente e algumas gotas de água morna, amassando até formar uma massa suave e consistente. Deixar descansar 1 hora no frio, embrulhada a película aderente. Numa superfície enfarinhada, estender a massa finamente e colocar sobre uma forma de tartes com base removível. Para ajudar este processo, enrolar a massa esticada no rolo e desenrolar cuidadosamente sobre a forma.

Para fazer a manteiga de noz, colocar as nozes num processador e picar até obter uma pasta homogénea e cremosa, sem pedaços inteiros. Se ficar muito seca, acrescentar uma colher de óleo de noz ou de outro sem sabor. Guardar a manteiga num frasco até ser necessária.
Num recipiente grande, colocar a manteiga de noz, o leite e os ovos batidos previamente. Envolver tudo até formar uma mistura homogénea e a manteiga ficar totalmente incorporada com o resto. Acrescentar o mel, o açúcar e a farinha, se for utilizada. Envolver tudo muito bem até obter uma mistura cremosa e homogénea. Colocar o recheio na base da tarte preparada, pincelar as bordas com leite ou um pouco de ovo e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 minutos, ou até a massa ficar bem dourada e o recheio estar quase firme mas ainda húmido ao espetar um palito. Se não for adicionada farinha, o recheio ficará muito mais cremoso.
Retirar a tarte do forno, polvilhar com o açúcar mascavado e a canela se for esse o caso,  e deixar arrefecer totalmente antes de servir, acompanhando uma chávena de chá.

serve 10-12

— 2 years ago with 8 notes
#sobremesas  #tartes doces  #frutos secos  #Noz  #almoços  #no forno  #na frigideira  #porco  #maçã 
Queijo, bacalhau e outras coisas mais

É assim que se eleva um simples (mas saboroso!) queijo de ovelha curado a um outro nível. 
E é assim que se acompanha chouriço e bacalhau. 

Aqui estão mais duas receitas publicadas na revista Magnifica de Outubro. As outras duas virão ainda antes de dia 1, prometo.

Queijo frito com manjericão

E porque quando o que se quer é o melhor das texturas e o melhor dos sabores toda a batota é bem-vinda: se o queijo não ficar bem mole e com aquele derretido apetitoso após o tempo na frigideira, levar 1 minuto ao micro-ondas. Tiro e queda.

2 queijos de ovelha curados, de pasta dura
2 dentes de alho, picados
2 ramos grandes de manjericão, talos e folhas picadas (ou as folhas de um ramo de alecrim fresco, tomilho, orégãos)
200ml de azeite
1 malagueta pequena, sem sementes e finamente picada
sal e pimenta preta fresca moída

 Numa pequena taça, colocar todos os ingredientes menos os queijos e deixar assentar no mínimo 30 minutos. Cuidado com a quantidade de sal, uma vez que os queijos já são salgados.
Colocar o azeite aromatizado numa frigideira pequena, e adicionar mais se for necessário para que fique com uma profundidade de 1 dedo. Deixar a lume baixo para que aqueça lentamente. Quando o azeite estiver bem quente e o alho e as ervas começarem a alourar, adicionar os queijos e deixar fritar durante 4-5 minutos a lume baixo para que vá aquecendo e amolecendo o interior sem queimar o exterior. Entretanto ir regando ocasionalmente os queijos com o azeite da frigideira. Quando estiverem dourados virá-los com uma espátula e fritar mais 4-5 minutos até que estejam bem moles e cedam ao serem pressionados com a espátula contra a base da frigideira.
Colocar os queijos num prato aquecido, regar com o azeite da frigideira e servir de imediato, acompanhado com uma fatia de pão fresco.

 serve 4


Bruschetta de bacalhau com feijão verde e molho de chouriço e tomate 

Quando escrevi esta receita estive até à última para decidir se a serviria como salada quente com croutons ou como bruschetta. Acabei por optar pela segunda por ficar mais bonita na fotografia, mas de certo que o crocante dos croutons fará um prato divinal (e muito mais prático de comer, porque comer esta bruschetta é tarefa tão difícil como comer um hambúrguer do McDonalds).

1 pão de Mafra pequeno
2 postas de bacalhau demolhado
200g de feijão verde
4 rodelas de chouriço, cortadas em tiras finas
2 tomates, sem pele e cortados aos cubinhos
2 colheres de sopa de azeite
3 dentes de alho
½ cebola, picada
piri-piri
sal e pimenta preta fresca
½ colher de chá de pimentão doce
1 folha de louro

 Cortar o feijão verde ao meio e longitudinalmente. Colocar numa panela com as postas de bacalhau, água e um fio de azeite. Cozer, escoar o líquido e reservar.
Numa frigideira, colocar o azeite, dois dentes de alho picados, a cebola, o louro, a lume médio, até o alho começar a alourar. Juntar o chouriço e o tomate, uma pitada de piri-piri, o pimentão e um pouco de pimenta. Deixar cozinhar cerca de 10 minutos, ou até o molho engrossar e os sabores intensificarem. Juntar um pouco de água ou azeite se começar a secar muito e corrigir os temperos, se necessário. Entretanto, abrir o pão ao meio, regar com um fio de azeite, esfregar com o um dente de alho cortado ao meio e colocar sobre uma grelha quente, até ficar tostado.
A esta altura, o molho de tomate e chouriço pode ser servido directamente da frigideira ou triturado numa liquidificadora até ficar com uma consistência homogénea.
Num prato, colocar uma fatia de pão com a face cortada para cima, cobrir com o feijão verde, regar com um pouco mais de azeite e cobrir com o chouriço. De seguida, cobrir o bacalhau com o molho, finalizar com um fio de azeite e pimenta preta fresca moída e servir de imediato.

serve 2

— 2 years ago with 6 notes
#queijo  #peixe  #bacalhau  #chouriço  #pão  #ervas aromáticas  #na frigideira 
easy peasy

frango salteado em azeite perfumado com alho, louro e estragão + batata cozida.

p.s: ontem fiz o meu primeiro pão, old fashioned way! E cresceu! Muitas primeiras vezes nestes últimos dias, conto mais tarde. Agora vou trabalhar. XO

— 2 years ago with 6 notes
#ervas aromáticas  #frango  #batata  #na frigideira 
palavra(s) do(s) dia(s): multiculturalidade, globalização, diversidade cultural, cultura material (…)

Porque são conceitos e termos que fazem cada vez mais sentido numa sociedade onde as barreiras culturais são cada vez menos nítidas, onde o conceito de um projecto social/cultural tem de ter reinventado de acordo com novas dinâmicas, sociais e culturais, inteiramente presentes e cada vez mais enraizadas na nossa sociedade. A questão da integração é que já é um caso mais bicudo… mas adiante.

A gastronomia, obviamente, não passa ao lado. Por ser um ramo altamente influenciado pela cultura a que pertence, é das primeiras coisas a ser partilhadas e incessantemente exploradas quando inserida num ambiente cultural diferente. E com a internet, esse mesmo ambiente é inexistente. E é assim que me deparo pela primeira vez com nomes como Falafel, Hummus, Taboulleh, Mejadrah, ou mesmo Spaetzle, Minestrone, Shakshouka, etc.

Numa semana rica em experiências multiculturais, desde uma ida de mais de 2h ao ACIDI, um serão de um final do Festival da Canção da Eurovisão (que nunca pensei que pudesse ser tão divertido!) onde entre 10 pessoas cujas nacionalidades variavam entre alemãs, israelitas, espanholas e italianas, éramos apenas dois portugueses, e onde comi a melhor tortilla de patatas de sempre (se bem que foi a primeira, mas feita por uma espanhola de gema, nascida e criada), surge naturalmente o bichinho para fazer algo culturally inspired.
Assim, pego nestas almôndegas de grão do Médio Oriente que já aguardavam pacientemente há 2 meses para serem (a)provadas, aqueço umas tortilhas, faço hummus para barrar, um molho de alho para acompanhar, folhas de alface para enrolar e um cenário digno de restaurante teve lugar. Joshua’s Shoarma move over! Para a próxima é a vez da kebab!

Falafel
receita de Veggie Num Num, Falafel 

No final da receita fica a sugestão da montagem das falafels conforme decidi fazer desta vez. No entanto as opções de acompanhamento são infinitas, como servi-las dentro de pitas, que são totalmente “middle eastern” (ao contrário das tortilhas mexicanas!), enrolar em alface com ananás e tabouleh (também fantástico, mas fica para outra altura). 

500g de grão cozido
2 fatias de pão partido grosseiramente
3 dentes de alho esmagados
1 chilli vermelho (opcional)
2 c.sopa hortelã fresca e/ou coentros
1 c.sopa de sementes de sésamo tostadas
1 c.sopa de sementes de cominho, tostadas e moídas
1 c.chá de açafrão das índias/curcuma
½ c.chá de paprika  

Juntar todos os ingredientes a um processador e carregar até a mistura começar a formar uma pasta. Os ingredientes devem estar picados finamente mas não em puré. (Cuidado para não processar demasiado a mistura, quere-se muita textura).
Colocar a mistura numa tigela e trabalhá-la com as mãos, adicionando água ou azeite se estiver muito seca. Formar bolas ou pequenos discos. Refrigerar 30 minutos para um melhor resultado quando fritar.
Para cozinhar as falafels adicionar óleo suficiente para fritar a fundo numa frigideira de fundo pesado (5 cm de profundidade). Aquecer o óleo e quando estiver bem quente adicionar as falafels alternadamente, fritando-as até ficarem douradas e estaladiças em todos os lados. Remover e retirar o óleo com papel absorvente. Servir com hummus, molho de iogurte ou molho doce de chilli.
Montagem: aquecer uma tortilha conforme as indicações da embalagem. Sobre a tortilha barrar uma colherada de hummus e cobrir com uma folha de alface. De seguida, colocar 3/4 falafels seguidas no centro da tortilha e esmagá-las ligeiramente. Temperar com um pouco de molho de alho a gosto, enrolar como um wrap e comer. 

faz 15-20 bolinhas (4-6 pessoas)

Hummus  
adaptada de David Lebovitz, Cabbage Town Hummus 

A relação entre a quantidade de tahini e de grão desta receita é totalmente desproporcionada quando comparada com a maioria de receitas de hummus que encontrei na internet. A receita original pede o equivalente a cerca de 12 colheres de sopa de tahini, o que me pareceu um absurdo. Não sei se o sabor do de um hummus autêntico, mas as 4 colheres que utilizei pareceram-me ideais. Também não senti necessidade de acrescentar líquido do grão, uma vez que a consistência me pareceu ideal tal como ficou, mas neste caso é uma de preferência.
O hummus pode levar inúmeros complementos, como cominhos, pimentão doce, pimenta preta ou piri-piri. No entanto sugiro que numa primeira experimentação façam apenas o mais básico para terem uma noção do sabor base, e a partir daí se se sentirem aventureiros deem asas à inspiração!

3 grandes dentes de alho, picados grosseiramente 
1 c.chá sal grosso 180g 
4 c.sopa de tahini (pasta de sementes de sésamo) 
2 c.sopa azeite, mais um pequeno fio para servir
80ml sumo de limão 
350g grão cozido, líquido reservado 
1 cháv. (15g) folhas de salsa, mais umas folhas para guarnecer

Num processador, misturar o alho, sal, tahini, azeite e sumo de limão até o alho ficar finamente picado. 
Juntar o grão, a salsa, chili, líquido do grão se for necessário, e processar até ficar suave. 
Provar, juntar mais sumo de limão ou sal se necessário, ou mais líquido, até ficar com a textura desejada. 
Para servir, fazer um vulcão no meio da tigela com o hummus, regar com um fio de azeite e pimenta preta se desejarem e uns ramos e folhas de salsa grosseiramente picada.
Pode ser refrigerado durante 4 dias ou congelado, bem protegido, durante 1-2 meses. 

serve 6-8

a ouvir: In Love For A WhileAnna Rossinelli (considerada por mim e pela Carolin como a melhor música do FCE)

— 2 years ago with 1 note
#world food  #vegetariana  #grão  #na frigideira