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animae manifestum

diz, pede, sugere, pergunta, comenta, manifesta-te!   animaemanifestum@gmail.com
vou a barcelona

All is connected - tudo está ligado. Pesquisei a origem da citação e cheguei a Paul Hawken. Ainda que a frase possa ter esta espécie de patente a ela anexada, acho difícil de acreditar que não tenha já sido mencionada, constatada e reflectida por tantas outras mentes conscientes o suficiente para perceber que toda a nossa imensidão, social e pessoal, é como um castelo de cartas.

Os dias amontoam-se num constante contrabalanço entre o bom, o belo, o novo, e aquilo pelo qual me esforço, cavo e escavo para ver com novos olhos de coisas boas, belas e novas. Farto-me facilmente das coisas que não puxam por mim. Farto-me da monotonia das que em nada me inspira e deprecia o mundo ao meu olhar. Esforço-me por pintar por cima mas canso-me. 

Vale as horas de almoço quentes, ideias que fervilham, boas conversas, trabalhos prazerosos e reconhecidos, boa música, espaços novos, boa comida, nova comida como esta e a perspectiva de uma viagem a Barcelona em menos de um mês.

Macarrão com queijo
adaptado de Jamie Oliver.com - a killer mac ‘n’ cheese

Esta é a all american version da comida italiana. É boa, mas fica muito aquém da autenticidade da bella pasta italiana e não se compara a um bom prato de comida portuguesa. As ervas secas funcionam na perfeição. Na verdade não me parece que manjericão fresco por exemplo funcione de todo aqui. Relativamente à sua quantidade, para mim quanto mais melhor, por isso não aconselho a menos de 3 colheres de sopa bem na sua totalidade. 

sal e pimenta
25g de manteiga
1,5 c.sopa de farinha mal medida
5 dentes de alho, descascados e fatiados finamente
3 folhas de louro
50 cl de leite meio-gordo
300g de macarrão
4 tomates
75g de queijo cheddar forte, ralado de fresco
50 de queijo parmesão, ralado de fresco
tomilho, alecrim e manjericão seco a gosto
molho Worcestershire q.b
1 pitada de noz-moscada 
40g de pão ralado fresco
azeite

Ferver uma grande panela com água salgada.
Derreter a manteiga numa caçarola de forno ou uma panela normal a lume baixo, adicionar a farinha e aumentar para médio, mexendo constantemente até formar uma pasta. 
Adicionar o alho e continuar a mexer até alourar e o alho ficar pegajoso.
Adicionar o louro e misturar lentamente o leite, um pouco de cada vez até obter uma pasta lisa e homogénea. Levantar fervura e deixar a lume brando para cozer e engrossar, mexendo ocasionalmente.
Pré-aquecer o forno a 220ºC. Adicionar a massa à panela e cozinhar até ficar al dente, cerca de 13-15 minutos. Entretanto cortar os tomates grosseiramente e temperá-los generosamente com sal e pimenta.
Escoar a massa, reservando parte da água da cozedura, e adicioná-la de imediato ao molho. Dar uma boa agitadela e retirar do lume.
Adicionar e envolver totalmente os queijos, o tomate e uma boa dose das ervas sugeridas, juntamente com o molho Worcestershire e um pouco de noz-moscada. Provar e corrigir o sabor até ficar ideal e também em consistência, ligeiramente líquida, pois vai engrossar no forno. Adicionar um pouco da água da massa se for necessário. 
Colocar a caçarola no forno se for adequada, ou passar a massa para uma travessa própria e levar a assar durante 30 minutos até ficar dourada, crocante e a borbulhar.
Entretanto colocar o pão e mais um pouco das ervas a gosto numa frigideira com um pouco de sal, pimenta e um fio de azeite. Misturar e mexer, salteando até que fique uma mistura crocante e dourada. Retirar do lume e colocar numa tigela.
Servir o macarrão com o pão ralado por cima e uma bela salada.

serve 4 

a ouvir: Phoenix - Martina Topley-Bird

— 2 years ago
#pasta  #vegetariana  #queijo  #no forno  #na frigideira 
Oficialmente
oficialmente | adv.

(oficial + -mente
De modo oficial.

oficial 
s. m.
1. Operário de ofício que trabalha sob as ordens do mestre.
2. Militar de qualquer graduação superior à de sargento.
3. Funcionário cujo posto é acima do do aspirante e abaixo do do chefe.
4. Dignitário de ordem honorífica.
adj. 2 g.
5. Proposto pela autoridade ou pelo governo.
6. Que dimana de ordens do governo ou dos seus agentes.
7. Relativo ao alto funcionalismo.
8. Solene.
9. Próprio das repartições públicas.
10. Apoiado pelo governo.
11. Burocrático.
12. Que tem carácter de ofício.

oficial de justiça
beleguim da administração do concelho ou do tribunal judicial.
oficial marinheiromestre, contramestre ou guardião (na marinha de guerra).

Oficialmente aviso desde já que o conteúdo deste post poderá tornar-se cansativo e até mesmo irritante.

Sou oficialmente viciada em consultar o dicionário. Vejo até mesmo uma certa poesia na composição do significado das palavras. 
O meu portfolio está oficialmente a ganhar forma.
Comecei oficialmente a fazer um plano. Um bom plano.
Oficialmente a palavra oficialmente tornou-se susceptível de ser utilizada em qualquer coisa, como por exemplo: estou oficialmente desesperada por uma solução para a minha tensão no ombro esquerdo, ou tenho oficialmente a melhor ideia de sempre para um projecto de ilustração, ou estou oficialmente a assar beterraba, ou tenho oficialmente 350€ em livros no carrinho de compras da Book Depository.
O semestre oficialmente começou.
A saga dos aniversários oficialmente (e finalmente) terminou.

Este é oficialmente o primeiro bolo totalmente autoral que fiz, e de longe dos melhores
que já comi.


Bolo tropical de Lima e Côco com Merengue e Maracujá

O bolo tem uma textura muito agradável, típica dos bolos de iogurte, nem demasiado seca nem demasiado húmida e mais resistente no exterior que no interior. O aroma da lima é inacreditável. Usei apenas as gemas do ovo para economizar as claras para o merengue. Apesar de achar que não são necessárias, se quiserem podem adicionar ovos inteiros ao bolo, batendo as claras em castelo separadamente para lhe dar uma textura mais leve e fofa. 

A cobertura é bastante simples e serve apenas como mero elemento de ligação entre o bolo e o merengue, dando apenas um toque fresco e cremoso sem se sobrepor.
A receita original do merengue recomenda colocá-lo no forno a 160ºC por uma hora, mas para economizar o gás optei por fazer um meio termo entre isso e os 180ºC da cozedura do bolo, passando a temperatura para os 170ºC. Por essa razão é provável que o merengue fique ligeiramente acastanhado no topo, mas o sabor mantém-se autêntico.

240g de farinha
1 c.chá de fermento em pó
1/2 c.chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
100g de manteiga, à temperatura ambiente
150g de açúcar branco
100g de açúcar amarelo
raspa de 2 limas
4 gemas de ovos grandes
125g de iogurte natural
30ml de sumo de lima

100g de queijo-creme
125g de iogurte de côco
1 maracujá
2-4 c.sopa de açúcar em pó 

Merengue básico
receita de Jamie Oliver, Cozinhar com Jamie Oliver

4 claras de ovo grandes
200g de açúcar branco fino
uma pitada de sal
sumo de 1/4 de lima
15g de côco ralado

3 maracujás

Pré-aquecer o forno com a prateleira no meio a 160ºC. Untar e polvilhar uma forma de 22cm e forrar outra da mesma dimensão com papel vegetal.
Peneirar a farinha, o sal, o fermento e o bicarbonato de sódio para uma taça.
Bater a manteiga com o açúcar até ficar com uma textura cremosa e esbranquiçada, cerca de 5minutos a velocidade média. Adicionar as gemas uma a uma alternadamente, incorporando totalmente antes de adicionar a seguinte.
Adicionar a farinha alternada com o iogurte em três vezes, batendo bem entre cada adição. Adicionar o sumo e a raspa de limão até que fique uma massa homogénea.
Verter na forma untada e reservar.

Para fazer o merengue, colocar as claras numa tigela e confirmar que não contém nenhum vestígio de casca ou de gema, porque é crucial que não haja qualquer gordura na tigela para que as claras crescam e adquiram a textura pretendida. Bater as claras em castelo a velocidade média. Estarão no ponto quando não deslizarem na tigela. Experimentem fazer o teste de virar por cima da cabeça sem cairem, eu fiz muahahah.
Juntar gradualmente o açúcar e o sal, aumentar a velocidade para máxima e bater durante 7-8 minutos até o merengue adquirir uma textura branca, lustrosa e suave, sem grão de açúcar perceptíveis ao toque. Tenham algum cuidado com o tempo que deixam a bater, porque se for demasiado temp quebra na altura da cozedura.
Adicionar o sumo da lima e o côco ralado e envolver cuidadosamente até ficar totalmente incorporado. Adicionar o merengue à forma forrada.

Levar ao forno as duas formas. Cozinhar o bolo durante 50-60 minutos, até o teste do palito sair limpo e o merengue durante 45-50 minutos, até estar crocante por fora e suave por dentro. Deixar ambos 10 minutos na forma antes de desenformar.

Para fazer a cobertura basta bater todos os ingredientes até ficar uma mistura cremosa e homogénea. A quantidade de açúcar varia dependendo do quão espesso e/ou doce quiserem que fique.

Para montar o bolo, colocar uma pequena camada da cobertura de iogurte e queijo sobre o bolo. De seguida colocar cuidadosamente o merengue por cima.

Antes de servir, finalizar com uma pequena quantidade de cobertura sobre o merengue e a polpa dos três maracujás.

serve 10 

a ouvir: Baby Blue - Martina Topley Bird

— 2 years ago with 1 note
#bolos  #maracujá  #côco  #lima  #merengue  #ovos  #no forno 
a fish lasagna, and a translation update

I’m on vacations untill tomorrow. 4 days plus the weekend to do whatever I want. It could be hard to decide what would that be among the uncountable number of things I could do, but if i keep it simple it all ends up being pretty easy. The only strange thing is the absence of timelines and college obligations. I’m barely getting used to it and in 4 days it all starts all over again, plus one extra chair and a full semester drawing workshop. It will be great, I’m sure. 

Meanwhile this for days, between a marvelous illustration exhibition, becoming a bone marrow donor, catching up some movies and enjoying the sun of Lisbon, I cook. 

This lasagna is divine. Despite the absence of the tomato sauce and of heavy amounts of cheese, it’s no worse than any more traditional lasagna. Actually, it’s the simplicity of the flavors that makes it so good and different, comforting and without the heavy stomach sensation that lasagna usually causes.

From now on this blog will be written in english for the obvious reasons. Any doubt, just ask.

A partir de agora este blog será escrito em inglês pelas razões óbvias. Qualquer dúvida, disponham.

Fish lasagna
adapted from Cooking with Jamie Oliver, Amazing fish lasagna

130ml olive oil
1 white onion, peeled and finely chopped
2 medium carrots, peeled and finely chopped
3 celery stalks, trimmed and finely chopped
1 small fennel bulb, trimmed and finely chopped 
1 small bunch of fresh parsley, leaves picked and chopped, stalks reserved
6 dry bay leaves 
12 fresh shrimps, heads reserved
100ml white wine
850ml milk 
80g all-purpose flour
sea salt and freshly grounded black pepper
1/4 teaspoon grounded nutmeg 
600g hake fillets
300g cherry tomatoes, cut in half
70g parmesan, freshly grated
250g dried or fresh lasagna sheets

50g fresh breadcrumbs
1 small bunch of parsley, only the leaves
zest of 1 lemon

rocket leaves, to serve 

Preheat the oven to 180ºC. Put 1/4 of the oil into a large saucepan and heat it at medium heat. Add the onion, carrots, celery and fennel and stew it slowly with the lead on for 10 minutes. Tie de parsley stalks with the bay leaves tightly with a string. Add to the pan together with the shrimps heads and cook it about 15 minutes, until the vegetables are soft but without gaining color and the shrimps heads are pinky. Add the wine and let it simmer until reduced a little. Add the milk and bring to a boil. As soon as it simmers, turn off the heat and cover with a lead so that the flavors get infused.
Heat the rest of the oil in another large deep saucepan and when it gets really hot add the
flour and stir until it softens. Remove the shrimps heads and the herbs branch with some tongs, squeezing the liquid from the heads into the milk mixture. Add a ladle of the mixture to the flour pan and stir until absorbed. Add another ladle, stir as before and repeat until everything is mixed and turned into a white tick sauce. Bring sonly to a boil, always stirring and let it slowly simmer for some seconds to cook the flour. Remove from the het and season with salt, pepper and nutmeg. If you see some shrimp whiskers remove it now. 
Pour 1/4 of the sauce into a large roasting dish and level it, making sure that every corners are covered. Add 1/3 of the fish, 1/3 of the tomatoes, 1/3 of the chopped parsley leaves and 1/4 the parmesan, finishing with a layer of lasagna sheets. If your using dried lasagna sheets, you need to boil them for a minute in boiling salted water. If not, you can add it straightly to the roasting dish. Repeat with two more layers of filling and pasta, spread the rest of the sauce over the latter pasta layer and sprinkle with the rest of the parmesan. 
Chop very finely the rest of the parsley leaves, add to the breadcrumbs, the lemon zest, mix it together and sprinkle evenly over the lasagna.
Cover the dish with foil and roast in the preheated oven for 45 minutes, removing the foil after half an hour. Make sure the lasagna is nice and worm before serving it with some balsamic and olive oil seasoned rocket leaves.

serves 4-6

listening to: Home - Daughter

— 2 years ago with 9 notes
#no forno  #pasta  #peixe  #fish  #in the oven 
tanta coisa e uma pizza de alcachofras

A perceptível camada de pó sobre as prateleiras e os aglomerados de cotão das camisolas e casacões de lã que se acumulam debaixo da cama por fazer, fazendo companhia aos pares de sapatos fora das caixas, denunciam um quarto de alguém que nas últimas duas semanas por lá anda apenas de passagem, limitando-se a dormir, vestir ou a fazer algo puramente relacionado com o trabalho das ditas semanas. Apesar de toda a convicção na crença no equilíbrio entre design e resto da vida, a verdade é que, sem que eu me tivesse vindo a aperceber, o design tornou-se a minha vida. E como podem ver a ausência de vida neste blog sustenta isso.
As coisas tomam as dimensões que tem de tomar, e tomam as dimensões que queremos e deixamos que tomem. Dito isto, resta lidar com isso da melhor maneira. Na verdade estou em crer que aí está o verdadeiro desafio, porque quando a dimensão é grande, a fasquia é alta e o trabalho é extenso, muito extenso, a tendência para perder a objectividade é grande e consequentemente perco o foco sobre o todo, sobre o último objectivo de todo o processo, e acabo com incongruências, entre resultados conceptualmente bem estruturados e formalmente bem conseguidos, e entre resultados conceptualmente bem estruturados mas formalmente perdidos. Perco-me, disperso-me, e o mais (grave? frustrante? desesperante?) é que isso transparece claramente para o que faço, isto é, não só se vê o erro mas também a causa clara dele. O pior de tudo é quando faço coisas para todos menos para mim, acabando por não fazer nada para ninguém. 

Males à parte, tenho um prazer enorme no que faço. A pouco e pouco eu vou conseguindo mais e melhor e isso é o que importa. Fico (quase) satisfeita e gosto de acreditar que isso está qualquer coisa perto do sucesso.
Lendo tudo isto novamente já não sei se falo apenas de design ou de mim, de mim e com a vida, sendo que o melhor é ficar-me por aqui e não extrapolar mais. 
Ao menos durmo, tomo banho e como bem. Se algum destes falta, tudo falha. São as minhas exigências. Mais que isso, são as minhas necessidades.

Passando à comida. Há duas semanas fiz pizza pela primeira vez. Escusado será dizer que foi com massa caseira. E cozinhei alcachofras também pela primeira vez. Já há muito que tinha vontade de meter as mãos na massa, e como pasta exige concentração, técnica e um perfeccionismo dos quais não dispunha nem metade na altura, fiquei-me por uma bela massa de pizza que satisfez as delícias de quatro pessoas até há relativamente pouco tempo -dois anos, o tempo voa - mal habituadas a serões regulares com excelentes pizzas dos bons ristorantes (poucos mas bons) por esta Sintra fora.

Não querendo correr o risco de repetir algo que poderei já ter dito sobre outro alimento qualquer, as alcachofras foram uma das descobertas gastronómicas de 2011, senão mesmo a melhor. Apesar de apenas ter comido o que me pareceu ser alcachofras em conserva (ou se calhar foram apenas corações de alcachofras, por serem tão tenros), e também na pizza, o bichinho de cozinhar alcachofras cruas ficou atrás da orelha, e após um alguma dedicação ao estudo de tempos de cozedura e temperaturas de forno, aventurei-me nos mundos das pizzas e das alcachofras, fundindo-os com queijo e umas fatias de presunto para os que não se contentam com pouco.

Ah, e hoje à noite vou fazer lasanha de peixe, em jeito de celebração de fim de semestre. E de agradecimento a quem mais me apoiou nos últimos tempos.

Pizza de alcachofras

Nem sequer me vou dar ao trabalho de traduzir esta receita. Se surgir alguma dúvida, disponham. Creio que o único conselho que posso dar aos que tem pouca ou nenhuma experiência com massa e fermentação é que tenha calma com o crescimento da massa. Tenham a certeza que a massa está num ambiente minimamente quente para crescer, coloquem-na num sítio solarengo, ou mesmo ao pé do aquecedor! Se seguiram a receita tal como deve ser seguida, não tem nada que enganar, apenas poderá demorar o dobro do tempo a crescer, consoante a temperatura a que estiver exposta. E não se guiem pelas vossas mãos se estiverem frias para verificarem a temperatura da água, pelas razões óbvias. Quanto às alcachofras, nada a apontar na combinação de sabores, mas não me parece que a textura relativamente dura e resistente seja a mais apropriada para pizza, para a próxima vou experimentar alcachofras em conserva.

1/2 receita de massa de pizza
300g de bolas de mozzarella ou ralado

5 alcachofras
4 c.sopa de azeite
2 c.sopa de sumo de limão
5 dentes de alho, picados
parmesão fresco, ralado 
sal q.b
um molho de folhas de manjericão inteiras
tiras finas de presunto, opcional

Pré-aquecer o forno a 260ºC.
Aparar as alcachofras e retirar as folhas exteriores mais duras. Ferver uma panela com água, adicionar as alcachofras inteiras e cozer 20 minutos ou até ficarem tenras, testando com uma faca na base da alcachofra. Retirá-las da panela e deixar arrefecer viradas para baixo, para escorrer a água. 
Entretanto, estender a massa da pizza como indica a receita (com cerca de 0,5cm de espessura), dividindo por 2 ou mais tabuleiros previamente enfarinhados. Pincelar a massa com um pouco de azeite e polvilhar com mozzarella ou fatiar em rodelas e distribuir pelas bases das pizzas. 
Cortar as alcachofras em quartos, colocá-las numa taça e envolver com sal, as 4 colheres de sopa de azeite, o sumo de limão e raspa se quiserem e o alho. Envolver bem as alcachofras no tempero e distribuir pelas pizzas. Finalizar com as folhas de manjericão espalhadas pela pizza e com as fatias de presunto se desejarem.
Levar ao forno e cozer durante 20-25 minutos até… bem, até a massa estar inflada, dourada e maravilhosa, o queijo a borbulhar e as alcachofras bem douradas e tenras.

serve 4 valentes

a ouvir: Já não estar - Camané

— 2 years ago with 1 note
#pizza  #alcachofras  #queijo  #no forno  #vegetariana 
Celebrar e confortar

Durante o período de tempo compreendido entre meados de Dezembro e meados de Fevereiro existem dois tipos de receitas prováveis de aqui aparecer: o primeiro são bolos, nomeadamente de aniversário, ou algo relacionado com a ocasião. Durante este período não só fazem anos os quatro elementos do meu modesto agregado familiar (membros de 4 patas não contam), mas também mais 6 elementos da família num espectro mais alargado. Em menos de dois meses. O segundo tipo de receitas são comida prática, confortante, apta para tupperware ou para um almoço rápido, revitalizante, aconchegante e caseiro entre estudos e trabalhos.

Em tempo de celebrações as tarefas dividem-se, por vezes celebra-se fora, mas o bolo não falta, e aí de mim deixar que tal elemento fundamental seja algo despersonalizado, pré-fabricado, banal e, convenhamos, na esmagadora maioria das vezes, altamente foleiro.

Por outro lado esta é a época arrebatadora dos exames, entregas e avaliações finais, em que no meio de uma organização de trabalhos, estudos e reuniões, consigo com alguma sanidade e método encaixar modestas pausas, pequenos momentos de descontracção, corridas matinais e a minha cozinha. Os meus escapes. 

Eis um exemplo de cada um deles.

Bolo de Laranja e Amêndoa e Romã
adaptado de What Katie Ate - Citrus, Pomegranate, Almond and Poppy seed Cake 

2 laranjas grandes (cerca de 700g no total)
3 ovos, claras e gemas separadas
200g de açúcar
275g de farinha de amêndoa (amêndoa moída)
1 c.chá de fermento em pó
1/2 c.chá de canela em pó

1/4 da receita de cobertura de queijo-creme e baunilha

150ml de sumo de laranja
4 c.sopa de açúcar
1 toranja
1 laranja
1/2 romã
1 punhado de amêndoas lâminadas tostadas
sementes de papoila (opcional)

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Engordurar e forrar com papel vegetal uma forma de base removível.
Colocar as duas laranjas numa panela, cobrir com água, levantar fervura e cozer até ficarem moles e cozidas. Retirar qualquer pé presente no topo da laranja e passá-las inteiras até ficarem numa polpa cremosa.
Juntar os ingredientes secos numa tigela grande e combiná-los. Juntar as gemas, misturar bem, seguidas da polpa da laranja e envolver tudo muito bem.
Numa tigela separada, bater as claras em castelo e adicionar aos outros ingredientes e envolver cuidadosamente até ficar uma massa consistente.
Colocar na forma e levar ao forno durante 40 minutos até o topo ficar dourado.

Enquanto o bolo está no forno, segmentar a toranja e a laranja, arranjar os bagos da romã, e reservar.
Numa pequena panela, colocar o sumo da laranja e o açúcar, levantar fervura e deixar ferver até ter reduzido a xarope, mais ou menos caramelizado, como preferirem. Reservar.

Para montar o bolo, uma camada fina da cobertura de queijo creme sobre o topo do bolo, seguida dos segmentos da toranja, da laranja e da romã, as amêndoas e as sementes de papoila. Regar com o xarope de laranja e servir frio.

serve 8-10

e agora, o conforto. 

Ravioli em caldo de Ervas Aromáticas e Rúcula

3 chávs. de água
2 embalagens de ravioli de ricotta e espinafres 
1 embalagem / 200g de rúcula
1 c.chá de sal grosso, ou a gosto
1/4 c.chá de pimenta, ou a gosto
2 c.chá de manjericão fresco, talos e folhas, grosseiramente picado
2 c.chá de folhas de hortelã, grosseiramente picadas
1 c.chá de raspa de limão
1 fio de azeite
sumo de limão, q.b
1/4 de um cubo de caldo de legumes

Numa panela funda, colocar a água, o sal e a pimenta, o cubo do caldo de legumes (se for utilizado), a raspa e o sumo de limão, metade do manjericão e da hortelã. Quando levantar fervura, juntar a massa e cozer durante 3 minutos até ficar quase cozinhada. Remover do lume, adicionar toda a rúcula, o resto das ervas e o azeite e tapar cerca de 1 minuto.
Servir logo, bem quentinho, com colher numa grande tigela quente.

serve 2

a ouvir: Yellow - Coldplay (e a perguntar-me quando é que eles voltarão a fazer boa música…)

— 2 years ago with 11 notes
#bolos  #no forno  #laranja  #romã  #amêndoa  #pasta  #vegetariana  #na panela  #ervas aromáticas  #sopas  #sobremesas 
Trilogias

Tenho aprendido algumas coisas sobre a cozinha, ultimamente. Umas mais óbvias que outras (ou talvez não, mas que agora de facto me parecem bastante), mas tudo coisas que vão para além do mero conhecimento dos alimentos. Para além de um entendimento crescente sobre a “ciência da confecção” (i.e. a variação das temperaturas, o efeito de duas cozeduras, a influência do quente e do frio, os tipos de cortes…) atraem-me muito conhecimentos de natureza empírica, que intuitivamente funcionam na cozinha, mas que muitas vezes não as sabemos reconhecer, identificar, aquele “há aqui alguma coisa mas não sei bem o quê”. Coisas como combinar diversas texturas, combinação de gostos: do doce com o amargo, o salgado e com o ácido; combinação de quentes e frios. Talvez sejam conhecimentos próximos de um campo pós-racional da cozinha, e que nos fazem combinar certas coisas porque simplesmente sabemos que é o mais correcto a fazer - it feels right, como dizem os ingleses.

É aqui que entra a experimentação. Experimentar, experimentar, experimentar, que na verdade tem sido a palavra de ordem nas últimas semanas, e só me posso sentir bem por me conseguir manter motivada para me dedicar a essa experimentação, ainda que nem sempre com total sucesso. Mas não me posso queixar. E experiências como esta são as que devem ser valorizadas.

Quem fala de combinações de gostos fala incontornavelmente de combinações de sabores: desta feita, temos porco, salva, louro, beterraba e avelã. Estranha ou não, funcionou. Espero que gostem.

Lombinho de Porco estufado com Puré de Beterraba e Biscoitos de Avelã

Tentem combinar a cozedura da beterraba e dos biscoitos ao mesmo tempo economizando assim gás e tempo. Os tempos de cozedura podem sempre variar conforme o tamanho dos pedaços de beterraba, dos biscoitos e da grossura do lombo, por isso tem sempre de ter uma mãozinha de intuição. 

Não fiquei totalmente satisfeita com a beterraba. Não sei se por ter tido perguiça em tirar a parte rente ao caule e a casca que o sabor não ficou tão rico como esperava, mas de qualquer forma faltava-lhe algo que conferisse um pouco de doçura, como uma pequena colher de mel ou açúcar amarelo, cortando o forte sabor a terra (mas um bom sabor). De qualquer modo, não destrói de todo a combinação com o resto dos elementos, e pode também ser corrigida facilmente.

1 lombinho de porco para 4 pessoas
cerca de 1 c.sopa de sal grosso
1/2 c.chá de pimenta preta 
1 dente de alho, picado
cerca de 12 folhas frescas de salva, picadas
2 folhas de louro, picadas
20ml de azeite
150ml de vinho branco 

4 beterrabas pequenas
150ml de sumo de laranja
1 courgette
1/2 c.sopa de sal
1/6 c.chá de pimenta
1 fio de azeite

155g de farinha de trigo
130g de farinha de avelã (simplesmente avelã moída finamente)
1/2 c.sopa de salva picada 
1/5 c.chá de pimenta preta
60ml de manteiga derretida, e ligeiramente arrefecida (cerca de 50g)
2 ovos
1/2 c.chá de bicarbonato de sódio

Cozer as beterrabas durante 20minutos. (Entretanto pode-se fazer a massa para os biscoitos.)
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Cortar em metades ou quartos, temperar com sal, pimenta um fio de azeite, metade do sumo de laranja, a folha de louro picada e levar ao forno durante cerca de 30-40 minutos até estar bem cozida e caramelizada. (Aqui pode-se levar ao forno os biscoitos simultaneamente). Entretanto cozer a courgette descascada.
Juntar a beterraba com a courgette e o restante sumo de laranja e passar até ficar com a consistência desejada.

Para os biscoitos, combinar os ingredientes secos numa tigela grande.
Bater a manteiga com os ovos e juntar aos ingredientes secos.
Amassar até formar uma massa homogénea. Espalmar entre duas folhas de papel vegetal enfarinhadas para não colarem à massa e amassar até ficar entre 1,5 -2,5cm de espessura, dependendo do tamanho dos biscoitos que quiserem.
Cortar a forma dos biscoitos (com jeitinho um copo serve!), colocar num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 12-15 minutos até estarem bem cozidos, e dourados por fora.

Para o porco, esfregar a carne com o sal, a pimenta e o alho.
Colocar num tacho largo o azeite e as ervas e deixar a alourar a lume médio.
Baixar o lume e colocar o lombinho no tacho e deixar selar a carne por inteiro, cerca de 1 minuto em cada lado.
Refrescar com o vinho branco, tapar e estufar durante 15-20 minutos, dependendo do quão passado querem o lombinho, virando-o ocasionalmente.
Desligar o lume de deixar repousar 5 minutos antes de cortar.

serve 4


a ouvir: Machine Gun - Portishead 

— 2 years ago with 11 notes
#porco  #ervas aromáticas  #no forno  #no tacho  #beterraba  #avelã  #pão 
21

Adoro o meu dia de anos, adoro celebrá-lo de 1001 maneiras, sempre gostei, nunca me fartei. Dia 22 celebrei os 21  a passear com um Sol precioso à beira-mar, tapas e fado com o meu Povo, os carinhos incontornáveis, e chocolate, avelã e merengue. Era só o que queria cozinhar: o meu bolo. E ao contrário da grande maioria das refeições que planeio para ocasiões ditas especiais, a escolha foi imediata.
Gostava mesmo que o provassem, a sério, façam-no (ou então peçam com muito jeitinho a alguém que o faça para vocês), deixa as pessoas felizes :)

Eu gosto muito de agradecer. Sabe bem salientar a importância das pessoas na minha vida e acredito que sabe bem para elas saber disso. Eu cá gosto. Por isso obrigada, não me posso mesmo queixar. 
E um abraço, porque os abraços são mais fortes que beijos, muito grande para todos.  

Bolo de Chocolate e Merengue de Avelã
adaptado de Tartelette, Chocolate Meringue Cake

142g de manteiga sem sal
3/4 cháv. de açúcar amarelo bem medido
6 ovos grandes, separados
340g de chocolate semi-amargo da melhor qualidade, derretido e arrefecido
1 1/2 c.sopa de expresso ou extracto de baunilha
1 1/2 c.sopa de rum (opcional)
1/4 c.chá de sal

113g de chocolate semi-amargo, picado grosseiramente (1 cháv.)
113g de avelãs, tostadas, descascadas e grosseiramente picadas (1 cháv.)
1 c.sopa de farinha maizena
4 claras de ovo grandes
3/4 cháv. de açúcar

Bolo: pré-aquecer o forno a 180ºC. Engordurar uma forma de 23x8cm de fundo removível. Cobrir a base com papel vegetal. Engordurar o papel e reservar.
Numa tigela, bater a velocidade média, com o gancho da batedeira, a manteiga e o açúcar até ficar esbranquiçada e suave, cerca de 3min. Adicionar as gemas alternadamente, batendo bem após cada adição e raspando o fundo e os lados da tigela se necessário. Juntar o chocolate derretido, o expresso ou a baunilha, rum e o sal. Bater até ficar bem combinado. Transferir para outra tigela e limpar a anterior. 
Com a batedeira, bater as claras de ovo em picos suaves, a velocidade máxima, cerca de 2min. Envolver 1/3 das claras na mistura do chocolate. Envolver as restantes e verter a massa na forma. Levar ao forno 25min.

Merengue: tostar as avelãs no forno a 180ºC num tabuleiro numa só camada, durante 10-15 minutos até dourarem. Para retirar a casca das avelãs, colocá-las num saco com buracos e esfregá-las entre as mãos sobre o lava-loiça. Combinar o chocolate picado, avelãs e a maizena numa tigela pequena, e reservar. Colocar as 4 claras de ovo numa tigela limpa e bater até ficar espumosa. Com a batedeira a funcionar, adicionar lentamente o açúcar e continuar a bater até formar castelo, cerca de 8min. Envolver a mistura das avelãs.

Montagem: remover o bolo do forno. Com uma espátula de metal dobrada, espalhar o merengue no topo do bolo utilizando pequenas quantidades de uma vez e sem mexer muitopara não destruir o merengue, e devolver ao forno até o merengue estar ligeiramente acastanhado e crocante, 25-30min.
Transferir a forma para uma grelha e deixar repousar durante 10min. Passar uma faca à volta do bolo para o soltar e abrir os lados da forma. Deixar arrefecer cerca de 30min. antes de fatiar e servir. O bolo é excelente à temperatura ambiente, mas serve-se idealmente bem frio, o que dá ao merengue uma textura ainda melhor.

faz um bolo de 23cm (cerca de 10 pessoas)

a ouvir: Pina OST, The Doors, Simon & Garfunkel, The Naked and Famous, The Chemical Brothers, B Fachada, Amy, Paula Morelenbaum, Telepopmusik, Hercules and Love Affair, Billie Holiday, Clã, Jamiroquai… Muita coisa ultimamente, a alto e bom som,  um prazer há muito desaparecido. 

— 2 years ago with 6 notes
#bolos  #chocolate  #avelã  #merengue  #no forno 
A desforra, Em remodelações, Happy days…


Bolo de S. Nicolau

Palavra que não sei qual o título mais adequado.
Vai ser complicado tentar retirar do conteúdo deste post todo o sentimentalismo e reflexões íntimos e pessoais que lhe estão anexados e sem que pareça dramático ou demasiado pesado para esta altura do ano. A verdade é que para uma menina a quem Dezembro era o melhor mês do ano, com aniversário e Natal separados por três dias, o dito dia da celebração do nascimento de Jesus já pouco me diz. Até me ia alongar na descrição das causas para o efeito, mas decidi agora não o fazer porque não vale a pena. That’s not the point.  Simplesmente estou a passar por uma fase de saturação em vários pontos da/na minha vida (afinal de contas, sempre são 21) e como tal, quando esses pontos não podem ser eliminados, é necessário renová-los, refrescá-los, atribuir-lhes um novo sentido, actualizá-los, mudar-lhes a cor, o que preferirem. No fundo arranjar uma forma de lhes dar a volta e torná-los válidos, suportáveis, se não mesmo agradáveis.

Coloco as coisas desta maneira: o meu Natal está em remodelação. Parte dela passa incontornavelmente pela cozinha.
Poucas sãos as alturas de ano em que posso dedicar dias à cozinha, e poucas são as ocasiões em que tenho a oportunidade de o fazer da maneira que mais me dá prazer: cozinhar para muita gente.
Este ano desforrei-me, e creio ser o início de uma bela tradição.

Podia fazer render o peixe e distribuir as receitas por vários posts, mas fazem parte de um menú e como tal merecem ser apresentadas como um todo.
Desde a entrada, prato de peixe e uma das sobremesas, houve tempo ainda para as minhas azevias, o “Bolo de S. Nicolau”, um poncho de sidra que deixo definitivamente para os anglo-saxónicos, um biscoito de chocolate gigante para o meu irmão e ainda a minha tarte de maçã para uma encomenda especial de um cliente do Senhor Tempero. 
Happy day* para mim, happy night para todos. 

Boas festas, dias felizes e muita paz, é o meu desejo.

P.S: muito orgulho em poder dizer que todas as receitas à excepção do poncho são da minha autoria. As azevias, já apresentadas aqui há uns meses tem um twist pessoal e o Bolo de S. Nicolau é precioso, e por isso fica reservado para mais tarde.

* Happy days, na verdade. Os dias andam felizes e eu não me posso, vou, nem quero queixar.


Cogumelos assados com balsâmico e tomilho

A quantidade de vinagre e azeite foram adicionadas intuitivamente, por isso as quantidades não são exactas. Indispensável é ser servido bem quente, e com pão.

400g de cogumelos paris pequenos
400g de cogumelos pleurothus
4 dentes de alho, bem picados
4 c.sopa de azeite
4 c.sopa de vinagre balsâmico
sal e pimenta q.b
8-12 pequenos ramos de tomilho fresco

Lavar os cogumelos, rasgar os pleurothus em pedaços grandes e cortar ao meio os cogumelos paris que forem maiores.
Dividir os cogumelos por 4 pequenas canoas de forno (semelhantes aos pratos onde servem arroz de pato nos restaurantes), ou por duas ou uma maior. Não há problema em colocá-los amontoados, uma vez que assam muito facilmente.
Dividir os restantes ingredientes pelos pratos, retirar as folhas de tomilho dos ramos e adicioná-las, envolver tudo e levar ao forno pré-aquecido a 170ºC durante 20-25 minutos, até estarem escuros, bem assados e libertarem um aroma delicioso. Provar um e rectificar o tempero se necessário.
Servir bem quente, acompanhado de um belo pão para ensopar no molho delicioso. 

serve 8


Polvo estufado no forno em massa filó

Inicialmente ia ser assado, mas à dimensão do prato de forno (pequeno e fundo) em que o coloquei, acabou por cozer na marinada sob a massa filó. Todo o sabor maravilhoso dos temperos mas portugueses acompanhado por uma alternativa especial à tipica batata.
O polvo ficou cozido na perfeição, fiquei orgulhosa, sim! 

1 polvo médio (1,8kg aprox.)
1 cebola pequena, grosseiramente picada
2-3 dentes de alho, bem picado
2 tomates em lata, grosseiramente picados, mais um pouco do molho
2 folhas de louro
100ml de vinho branco
150ml de azeite
1 bom molho de salsa, picada
1/2 c.chá de pimentão doce 
1-1/2 c.chá de sal grosso 
pimenta q.b 

8 folhas de massa filo
azeite
pão ralado
sal e pimenta
salsa picada 

Pré-aquecer o forno a 175ºC. Lavar bem o polvo e cortá-lo em pedaços pequenos. Escoar bem a água do polvo e colocá-lo num prato de forno com cerca de 23cm de largura e 4-5cm de profundidade. Adicionar todos os ingredientes e envolver bem com o polvo. Deixar a marinar durante 1h. 
Para preparar a massa cortar as folhas de massa filo em dimensões adequadas para cobrir o prato. Pincelar uma folha com azeite, cobrir o polvo e repetir com as restantes. (Tentem deixar uma pequena abertura para poder verificar a cozedura do polvo). Finalizar com pão ralado e salsa polvilhados sobre a massa, um pouco de sal e pimenta. 
Levar ao forno durante 1h. Espetar um dos pedaços mais grossos do polvo com um palito para confirmar que está no ponto. Atenção que se cozer demais fica rijo. A massa deve ficar bem dourada e estaladiça. Servir de imediato. 

serve 4


Kuschen de Kiwi

Pode não ser a receita mais natalícia, mas a quantidade brutal de kiwis oferecidos estavam a gritar para serem utilizados numa tarte fresca, doce apenas o suficiente para cortar a acidez excessiva do kiwi e leve o bastante para que haja espaço para mais shots glicémicos natalícios. A massa é uma receita básica de massa quebrada que pode ser adaptada para inúmeras coisas, até mesmo para ser cozida vazia e recheada posteriormente com fruta, chantilly e frutos vermelhos, doces e compotas, you name it…
As quantidades da fruta não são fiéis, uma vez que fiz a olho, mas vão adicionando açúcar a gosto.

120g de farinha
2 c.sopa de açúcar
110g de manteiga fria, cortada aos pedaços
1 c.sopa de vinagre branco

400g de kiwis, fatiados às rodelas finas
80-100g de açúcar 

3-4 kiwis para finalizar, cortados às rodelas finas
açúcar, para povilhar 

Pré-aquecer o forno a 200ºC com a prateleira do meio. Numa tigela média, misturar 1 cháv. de farinha, sal, 2 c.sopa de açúcar. Cortar a manteiga até que e assemelhe a pedaços grossos. Adicionar o vinagre e formar a massa. Com os dedos levemente enfarinhados, pressionar a massa numa forma removível com aprox. 28cm de largura, com cerca de 1,5cm de altura.
Numa tigela grande, envolver o kiwi com o açúcar e dispor sobre a base 
Levar ao forno, durante 40-50min, até a crosta estar dourada e o recheio borbulhar.
Remover do forno e colocar sobre uma grelha para arrefecer. Dispor os restantes kiwis sobre a tarte, polvilhar com açúcar e deixar arrefecer durante um mínimo de 30min. 
Passar uma faca fina entre a crosta e a forma antes de desenformar. Servir bem fria.

serve 8

— 2 years ago with 11 notes
#bolos  #tartes  #polvo  #no forno  #petiscos  #entradas  #kiwi  #tartes doces  #cogumelos  #ervas aromáticas 
caseira,”homey”, rústica, mas ainda não é bem isso…

que saudades que tinha de mirtilos!
cornflakes com maçã Pink Lady, iogurte natural, mirtilos e mel. 

Segunda-feira. Desde de manhã, prevendo o dia que se avizinhava, na melhor das hipóteses, com bastantes esperas, uma despesa generosa e, na pior das hipóteses, com um frio de rachar, só pensava no momento em que chegaria a casa, dona da sensação de um alívio ilusório advindo do primeiro trabalho com que me senti totalmente satisfeita este semestre (ilusório porque, bem, férias não vão ser férias) e fazer uma tarte com a caixa de 1kg de cogumelos que cá tinha. 

Coisa simples, pouca ciência, e o resultado é algo que temos a sensação de já termos provado antes mas não que sabemos bem onde. Não tem carne, peixe ou queijo, mas satisfaz pelo requinte da sua simplicidade, passo a redundância, tanto de aspecto como de sabor. Foi sucesso geral, e a definição correcta daquilo a que sabe ainda está por descobrir. O nome da coisa é estranho, mas foi o melhor que arranjei. 

Fotografias não há, a não ser do dente de alho monumental que valeu por quatro ou cinco, produto biológico das terras de Pinheiro de Ázere. Para uma das próximas (que certamente haverão muitas) tiro uma e mostro-vos.

Outra para adicionar à lista das minhas.

Tarte de tacho de cogumelos

1 embalagem de massa folhada
800g de cogumelos de diferentes tamanhos e feitios
2 alhos-francês, fatiados às rodelas
4 dentes de alho, picados
2 cenouras médias, cortadas em pequenos pedaços
1 cubo de caldo de legumes
3-4 c.sopa de azeite
1 c.sopa de molho de soja
1-1 1/2 cháv. de água
40g de farinha
6-7 hastes pequenas de tomilho fresco, + 2 para finalizar
sal e pimenta q.b

Colocar o alho-francês, alho e azeite numa frigideira e cozinhar a lume médio até amolecerem, cerca de 10 minutos. Adiconar os cogumelos, cortados em metados ou quartos se forem muito grandes, a cenoura, as folhas do tomilho, o molho de soja, temperar a gosto e saltear cerca de 10-15 minutos, até os cogumelos escurecerem. Adicionar a farinha, o caldo de legumes e a água a ferver, deixando cozinhar até os cogumelos estarem moles e tenros, cerca de 20 minutos. Se tiverem cogumelos muito pequenos ou finos, coloquem-nos um pouco depois dos maiores. Provar, rectificar o tempero se necessário, e retirar do lume. Entretanto pré-aquecer o forno a 200ºC.
Verter tudo num tacho ou uma forma fundos de forno. Dobrar a massa folhada ao meio, tentando manter um formato circular e cobrir o tacho com ela. Pincelar generosamente com azeite ou ovo e polvilhar com sal, pimenta e as restantes folhas das duas hastes de tomilho. 
Levar ao forno durante 35 minutos ou até a massa ficar bem cozida, dourada e crocante. 
Servir bem quente, acompanhado com uma simples salada verde.

serve 4, comò prato principal


a ouvir: Love Me Two Times - The Doors

— 2 years ago with 10 notes
#cogumelos  #tartes  #no forno  #ervas aromáticas  #alho-francês  #pequenos-almoços 
Importa tanta coisa.

(AVISO: perante a eventual subjectividade que possa ser denotada no seguinte texto, informa-se o leitor que este texto é referente às recentes crises existenciais da sua autora, nomeadamente sobre seu percurso académico e sobre a sua… existência. Eu penso (demasiado), logo apetece-me des-existir. Sempre gostei de filosofia.

Não sei bem se tenho o mundo a meus pés. Pelo menos não o sinto. Pairo por aqui e ali tentando absorver o que importa e tirar partido (entenda-se prazer, bem-estar, e outros do mesmo). Há que antes de mais saber o que importa genuína, verdadeira, e unicamente a mim. Saber distinguir isso daquilo que importa aos outros, do que eu penso que importa aos outros, do que é penso ser suposto ter importância, do que eu penso que os outros acham que me deve importar. E no meio disso tudo saber relativisar. É muita coisa a escrutinar. E eu que sei bem que nada disto tem importância mas que não sei funcionar de outra maneira. Nem assim sei, quanto mais. 

Mentira, eu sei o que importa. Só falta viver de acordo com isso e aproveitar sem culpas, constrangimentos, ansiedades, e outros que tais. O pior dos problemas é aquele que está na nossa cabeça. Condiciona e paralisa. 

E o que importa verdadeiramente é não parar. A passo de lebre ou de tartaruga, o que importa é continuar. Porque se acelero ninguém me para, mas se abrando paro. Não sei bem para quê, mas não há tempo a perder. Nem que seja para continuar a procurar. E nos entretantos ir aprendendo com os seres maravilhosos que entram na minha vida, lendo, desenhando, vendo bons filmes, boas séries, escrevendo, desenhando, inventar combinações de traçados, cores, e sabores.

Pequeno à parte totalmente pertinente no que diz respeito à origem dos ingredientes deste prato: no meio de todas as lojas que aparecem como cogumelos todos os meses em Lisboa, a Brio do Carmo é definitivamente a melhor: pela abóbora manteiga perfeitinha que comprei, pelo belo e generoso ramo de salsa (a preços muito competitivos!), pelos pinhões e sultanas e N frutos secos e cereais a peso que lá vendem, e até só mesmo para ver os belos tomates de todas as cores, tamanhos e feitios que lá tem. Ideal para quem não é pratico dirigir-se a mercados em dias e horas específicas.
É um perigo tê-la ali tão perto.

E hoje foi um bom novo começo, porque decidi que ia ser.
Esta é uma receita que estava no meu arquivo impacientemente à espera para ser utilizada, e eu impaciente por nunca mais o fazer. Valeu a espera, a mim e a todos, principalmente à minha mãe, que ganhou o almoço de segunda-feira. 

Couscous de abóbora com frutos secos e limão em conserva e Mão de borrego assada no forno
receita de Gourmet Magazine 

No site da Gourmet não sugerem nada para acompanhar, mas como não me pareceu um prato substancial por si mesmo, decidi acompanhar à boa e deliciosa maneira marroquina com uma simples mão de borrego assada no forno, com um simples tempero para não abafar o sabor do couscous nem o próprio sabor do borrego (a melhor das carnes!) Selar a carne é do melhor truque não só para que fique bem estaladiça por fora mas também para cozinhar mais depressa, e ser mais económico no forno.

350g de abóbora-manteiga, descascada e sem pevides
1/2 + 1 c.sopa de azeite
sal
1/2 cebola grande, picada
140g de couscous israelita, ou de bago pequeno
1 pequeno pau de canela
1/2 limão em conserva (receita aqui, mas creio que podem comprar igual ou algo de semelhante sabor no El Corte Inglés, ou quem sabe numa loja no Martim Moniz)
45g de sultanas douradas

1 pitada de canela moída (1/8) c.chá para os mais rigorosos
30g (1/2 cháv.) de salsa, picada
1/3 cháv. (80ml) de pinhões, tostados 

1 mão de borrego, com cortes na carne para assar melhor
2 dentes de alho
sal e pimenta
1 fio + cerca de 2 c.sopa de azeite 
uma pitada de canela 

Pré-aquecer o forno a 210ºC.
Esfregar bem o borrego com o alho, sal, pimenta, canela e um fio de azeite.
Colocar o restante azeite numa frigideira anti-aderente larga e quando estiver quente adicionar o borrego, selando-o dos dois lados cerca de 10 minutos, até que fique tostado no exterior e comece a cozer por dentro.
Se a frigideira der para ir ao forno, colocá-la directamente lá dentro, ou colocar a carne e os sucos numa travessa de forno e assar cerca de 40-50 minutos, até ficar bem dourado e cozinhado a gosto (40 minutos para médio-bem, 50 minutos para bem passado). 

Entretanto cortar a abóbora aos cubos de 1cm e envolver com 1 c.sopa do azeite e temperar com sal numa travessa de forno larga. Cozer na prateleira mais alta do forno até ficar tenra, cerca de 15min. 
Entretanto, aquecer o azeite restante numa frigideira e cozinhar as cebolas a lume médio-alto com uma pitada de sal até ficar translúcida. Quando estiverem prontas, raspar para uma tigela grande juntamente com a abóbora.
Ferver uma panela grande com água salgada e cozinhar o couscous com o pau de canela cerca de 10min.
Cortar o limão em quartos e remover o interior, que deve ser reservado. Cortar a casca em cubos de 1cm e juntar à abóbora. Expremer o interior reservado do limão contra um escoador para extrair o líquido, e adicioná-lo à abóbora.
Escoar o couscous sem expremer nem secar. Remover o pau de canela. Adicionar o couscous à tigela da abóbora, e adicionar os frutos secos, a canela moída, salsa e os pinhões. Servir o couscous morno ou à temperatura ambiente, e o borrego quente, claro.

serve 4

a ouvir: Night and Day - Cole Porter & Billie Holliday

— 2 years ago with 17 notes
#borrego  #no forno  #couscous  #abóbora  #frutos secos 
Como uma criança

- “Epá estou ansiosa para chegar a casa e fazer a minha lasanha para o jantar.”
- “Bem, ainda é de manhã e ela já está a pensar no que vai fazer para o jantar!”

É em alturas como estas que me apercebo que a minha relação com a cozinha não é muito normal. Paciência. Estava ansiosa sim. Tinha uma mistura de couve-flor e abóbora com especiarias assadas no forno cujo resultado final não foi dos mais felizes. Para remediar a situação, e inspirada no meu maior ídolo (que deve ser ídolo também para milhares de pessoas mas não deixa de ser menos válido por isso) resolvi esmagar os legumes com um garfo e fazer dali uma lasanha. O resultado foi fantástico e é incrível a diferença que faz uma simples mudança no modo de finalização dos legumes. A couve-flor corta com o sabor doce e algo enjoativo da abóbora, conferindo equilíbrio a todo o prato. O queijo parmesão é o elemento final que complementa os diferentes sabores e a salada simples de espinafres é a ideal para rematar todos estes elementos. Um improviso que começou mal mas acabou muito bem, dando um belo início ao fim-de-semana.

Lasanha de Abóbora e Couve-flor

350g de abóbora, cortada em pedaços iguais
350g de couve-flor, cortada em pedaços iguais aos da abóbora
1 cebola, cortada em 8 partes
1 dente de alho esmagado
sal e pimenta preta, a gosto
1 c.chá de sementes de cominho
1 c.chá de sementes de erva-doce
1/2 c.chá de noz-moscada
1 pitada de canela
1/4 c.chá de piri-piri
2-3 c.sopa de azeite
1-2 c.sopa de vinagre balsâmico

8 folhas frescas de lasanha
125g de queijo-creme (usei Filadélfia)
azeite q.b
queijo parmesão, para ralar
folhas de espinafre
sal e pimenta q.b
vinagre balsâmico, a gosto 

No forno: Numa travessa grande de forno, dispor a abóbora, a couve-flor e a cebola numa só camada. Num almofariz colocar as sementes de cominho e erva-doce ligeiramente tostadas com uma quantidade generosa de sal grosso e moer constantemente durante uns 20 segundos até que soltem aroma e fiquem esmagadas com o sal. Temperar os vegetais com todas as especiarias, sal e pimenta a gosto, azeite e vinagre. Envolver tudo com as mãos para garantir que todos os legumes ficam temperados igualmente.
Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC e assar cerca de 35 minutos, ou até a abóbora e a couve-flor ficarem tenras e começarem a dourar. 

No microondas: colocar todos os ingredientes num saco com fecho zip e cozer no microondas a 900W durante 12 minutos, ou até os vegetais estarem tenros e cozidos.

Colocar os vegetais assados numa trituradora, adicionar o queijo creme e triturar até ficarem desfeitos mas ainda com alguma consistência - a ideia não é fazer um puré, mas deixar ainda boas partes para trincar.
Numa travessa de forno larga o suficiente para caberem duas folhas de lasanha uma ao lado da outra, regar a base com um fio de azeite e cobrir com duas folhas de lasanha. Cobrir com uma dose generosa de parmesão acabado de ralar e um 1/3 da mistura dos vegetais. Repetir com mais duas vezes com duas folhas de lasanha, azeite, queijo e os vegetais, finalizando com as duas últimas folhas de lasanha, um fio de azeite e o parmesão em quantidade suficiente para que cubra toda a massa.
Levar ao forno a 180ºC durante cerca de 45minutos até a massa ficar cozida e o queijo gratinado.
Servir bem quente acompanhado de uma simples salada de espinafre, temperada com azeite e vinagre balsâmico, sal e pimenta a gosto.  

a ouvir: Modern DriftEfterklang

— 2 years ago with 1 note
#pasta  #vegetariana  #queijo  #couve-flor  #abóbora  #especiarias  #no forno 
Before October ends

Cada vez são maiores a certeza e a convicção de que a cozinha será uma forte constante na minha vida. Adoro. Adoro inventar, reinventar, seguir à regra, explorar, cheirar, conhecer, passar os limites do bom senso com o tempo (prático e mental) que lhe dedico. 
É um luxo, capricho, prioridade sim, e necessidade. E por isso cozinho cada vez mais e as fotografias vão-se acumulando à espera de serem partilhadas com vocês.
First things first, como costumam dizer. E antes que o mês acabe, partilho as outras duas receitas publicadas na edição de Outubro da Magnífica. 

Costeletas de porco com salva e puré de batata e maçã

Porco, salva e maçã é uma daquelas combinações que não falha, cozido, frito ou assado. Atenção para a carne não ficar demasiado passada, ou fica seca. 

4 costeletas de porco
sal e pimenta preta moída fresca, q.b
8 folhas de salva
1 noz de manteiga
50-60 ml de vinho tinto
650g de batata
1 maçã Royal Gala

Temperar as costeletas com sal e pimenta. Entretanto cozer a maçã e as batatas até ficarem cozidas e não oferecerem resistência ao serem espetadas com um garfo.
Numa frigideira larga, colocar a manteiga, deixar aquecer e juntar a salva. Quando começarem a dourar e a ficarem crocantes, acrescentar o vinho, deixar reduzir um pouco e evaporar o álcool. Acrescentar as costeletas e cozinhar cerca de 4-5 minutos em cada lado. até que ganhem uma cor tostada. Se o fundo da frigideira começar a secar, acrescentar um pouco mais de vinho para refrescar.
Entretanto, colocar as batatas e a maçã numa liquidificadora e triturar até ficar um puré cremoso e homogéneo. Temperar com sal e pimenta, se for necessário.
Servir a costeleta acompanhada com o puré e uma simples salada verde.

serve 4 


Tarte de manteiga de noz

Por este universo encontram-se 1001 receitas das so called “peanut butter pie”. E eu pensei: porque não “wallnut butter pie”? Ficou absolutamente maravilhosa. A massa das azevias foi um feliz incidente: é o que dá ter restos de massa congelada e não a identificar. O resultado foi massa de azevia assada: ligeiramente folhada e estaladiça. Mas uma massa quebrada resultaria igualmente bem.
A noz moída intensifica o sabor, não é demasiado doce e é totalmente auto-suficiente, sem necessidade de fruta, gelado ou natas a acompanhar. Perfeita com uma chávena de chá. 

500g de farinha
3 colheres de sopa de banha

3 colheres de sopa de manteiga
1 cálice de aguardente
sal

2 chávenas de noz

3 colheres de sopa de mel
2 ovos
150 ml de leite
5 colheres de sopa de açúcar amarelo
25g de farinha (opcional)
açúcar mascavado, para polvilhar
canela (opcional) 

Para fazer a massa, peneirar a farinha numa tigela larga, fazer um vulcão e adicionar as gorduras derretidas. Amassar muito bem, adicionar a aguardente e algumas gotas de água morna, amassando até formar uma massa suave e consistente. Deixar descansar 1 hora no frio, embrulhada a película aderente. Numa superfície enfarinhada, estender a massa finamente e colocar sobre uma forma de tartes com base removível. Para ajudar este processo, enrolar a massa esticada no rolo e desenrolar cuidadosamente sobre a forma.

Para fazer a manteiga de noz, colocar as nozes num processador e picar até obter uma pasta homogénea e cremosa, sem pedaços inteiros. Se ficar muito seca, acrescentar uma colher de óleo de noz ou de outro sem sabor. Guardar a manteiga num frasco até ser necessária.
Num recipiente grande, colocar a manteiga de noz, o leite e os ovos batidos previamente. Envolver tudo até formar uma mistura homogénea e a manteiga ficar totalmente incorporada com o resto. Acrescentar o mel, o açúcar e a farinha, se for utilizada. Envolver tudo muito bem até obter uma mistura cremosa e homogénea. Colocar o recheio na base da tarte preparada, pincelar as bordas com leite ou um pouco de ovo e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 minutos, ou até a massa ficar bem dourada e o recheio estar quase firme mas ainda húmido ao espetar um palito. Se não for adicionada farinha, o recheio ficará muito mais cremoso.
Retirar a tarte do forno, polvilhar com o açúcar mascavado e a canela se for esse o caso,  e deixar arrefecer totalmente antes de servir, acompanhando uma chávena de chá.

serve 10-12

— 2 years ago with 8 notes
#sobremesas  #tartes doces  #frutos secos  #Noz  #almoços  #no forno  #na frigideira  #porco  #maçã 
Chicken and Peaches

E aqui estão as duas receitas que complementam o menú de Setembro da Magnífica. 

Sem mais a acrescentar, as observações estão antes de cada receita. Enjoy.

Frango assado no forno perfumado com ervas e limão e batata assada com estragão

As ervas frescas são a pérola deste prato. Misturadas com a gordura natural da carne e os sucos do sumo de limão, libertam um aroma intenso e fresco, que leva um simples frango assado a um nível totalmente diferente, para Verão ou Inverno, almoço ou jantar.

8 pernas e coxas de frango
3 colheres de sopa de azeite
1 limão, cortado em quartos
1 punhado grande de mistura de ervas aromáticas (salsa, cebolinho, estragão, hortelã…)
sal grosso q.b
pimenta preta moída fresca q.b
4 batatas para assar grandes, cortadas em palitos de 1,5-2 cm

 Fazer cores transversais na pele das peças de frango e colocá-las numa travessa de forno. Adicionar 1 colher de azeite, sal, pimenta, os pedaços de limão, e a maioria das ervas, reservando um pouco de cada para o final. Envolver tudo muito bem, garantindo que todas as peças do frango ficam bem misturadas com os restantes ingredientes. Dispor tudo no tabuleiro, aconchegando os limões e as ervas no meio da carne.
Entretanto pré-aquecer o forno a 200ºC. Colocar as batatas numa só camada num outro tabuleiro, envolvê-las no restante azeite, sal, pimenta e num ramo de estragão picado.
Levar os dois tabuleiros ao forno durante 35-40 minutos, ou até o frango ficar bem dourado e cozinhado e as batatas ficarem douradas e assadas.
Retirar os tabuleiros do forno, polvilhar o frango com as ervas reservadas e servir quente.

serve 4  


Pêssego caramelizado com coulis de framboesa

As diferenças de textura, sabor e temperatura nos pêssegos fazem deste prato absolutamente fantástico, a sério. Mesmo (private joke). E adoro como o coulis de framboesa solidifica quase instantaneamente quando toca o gelado.

2 pêssegos grandes maduros, descascados e divididos ao meio
2 c.sopa manteiga sem sal derretida

2 c.sopa açúcar amarelo
gelado de baunilha
1 chávena de framboesas frescas
1 ½ c.sopa açúcar em pó 

Adicionar num copo misturador as framboesas e o açúcar em pó. Triturar bem até formar um crème consistente, e passar para um frasco com tampa através de um escoador de chá, garantindo que todas as sementes são removidas. Reservar até ser utilizado.
Num pequeno recipiente, misturar a manteiga com o açúcar e esfregar sobre os pêssegos, cobrindo-os totalmente.
Grelhar a lume baixo em ambos os lados até os pêssegos estarem tenros, 3-4 minutos em cada lado. Servir quente em pratos individuais, com uma bola de gelado e coberto com o molho de framboesa.

serve 4

— 2 years ago with 2 notes
#Magnifica  #pêssego  #framboesa  #frango  #ervas aromáticas  #no forno  #sobremesas 
o que não sai forçado

Should I stay or should I go? Should I force myself to go? 

Devo-me forçar ao que quer que seja? Ainda que saiba que esse esforço dará início a uma bola de neve de esforços sem pare de à frente que a pare e a destrua? 

Já não sei verdadeiramente se deva acreditar naquilo que afirmo acreditar. E se assim é então tudo se torna nuvem. Sem tacto. Sem força. Nada se sustém.
Nestas alturas apetece-me sempre mergulhar a cabeça dentro de qualquer coisa, como o mar ou os meus lençóis. 

Sinto-me cansada porque a bola de neve já existe. E quando eu acho que ela vai parar, desce a pique.

Adoro shortbread. Incrível como um biscoito/bolo (não sei que designação lhe atribuir) e uma chávena de chá fazem um bem à alma que compensa todos os males dos ingredientes que o constituem: manteiga, farinha e açúcar em quantidades que nenhum médico ou personal trainer há-de aprovar. Há coisas piores, é o que digo sempre… e isto é muito bom.

Shortbread
receita de Jamie Oliver, Cozinhar com Jamie Oliver

Algumas considerações: convém MESMO a manteiga estar totalmente à temperatura ambiente, só assim é que se obtém a textura desejada ao batê-la com o açúcar. Retirá-la do frigorífico no mínimo uma hora antes. 
Não se assustem se a massa não se mantiver unificada, a própria consistência é bastante esfarelada. Um bom truque para a manter inteira é ir pressionando ligeiramente as bordas da massa para o centro enquanto é amassada, e depois colocar a forma ao nível da bancada e empurrar cuidadosamente a massa para dentro dela. É uma receita infalível, não tem mesmo nada que enganar. Ainda que vos pareça impossível esperar depois de tirar o shorbread do forno, aconselho a esperarem no mínimo meia hora antes comer um pedaço para que a textura endureça e fique perfeita!

250g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente, mais para untar
125g de açúcar fino, mais para polvilhar 
250g de farinha se fermento, peneirada, mais para polvilhar
125g de farinha de milho

Pré-aquecer o forno a 150ºC. Untar uma forma quadrada de 22cm (eu usei uma circular com o 26cm de diâmetro).
Bater a manteiga e o açúcar com uma vara de arames ou colher de pau até obter um creme claro, leve e fofo. Juntar a farinha sem fermento e a farinha de milho. Misturar muito levemente com a colher de pau e depois com as mãos até obter uma massa macia.
Transferir a massa para uma superfície polvilhada com farinha e estendê-la com o rolo até ter 2cm de espessura a toda a volta. Comprimir a massa contra a forma, empurrando-a com os dedos nos cantos - não se preocupem em tentar uniformizá-la totalmente. Picar toda a massa com um garfo, e depois colocá-la no forno durante 50 minutos, até estar ligeiramente dourada.
Enquanto ainda está quente, polvilhar com uma quantidade generosa de açúcar fino. Deixar o shortbread arrefecer ligeiramente e depois cortar em 12 pedaços grandes (no meu caso cortei em 12 triângulos iguais). 

 

a ouvir: I Know Places - Lykke Li

— 2 years ago with 1 note
#doces  #biscoitos e bolachas  #no forno  #tea time 
"Wow isso tem muito bom aspecto!"

E sabe muito bem também.

Não é só couve-flor no pão pita. Se fosse nem sequer teria bom aspecto, ou saberia bem. E na minha opinião até podia ser outro pão qualquer, menos “papos-secos” (ou carcaças, como queiram). É couve-flor combinada com uma série de pózinhos de perlimpimpim que a transformam num recheio real para uma sandes ou como acompanhamento de um mísero pedaço de carne qualquer.
É maravilhosa. É daquelas receitas que ao ler os ingredientes começa-se a formular na língua o potencial sabor que toda aquela mistura irá dar. E não desilude, nem um pouco. Arrisco-me a dizer que converte aqueles que dizem que não gostam de couve-flor. Experimentem só. A sério, é assim tão boa. 

Ainda que não seja uma receita original minha (apenas um pouco adaptada), esta é para aqueles que hoje apenas a poderam comer com os olhos! (e só não comeram mais porque eu não deixei, não é João?) 

Couve-flor assada com Molho de Agave e Caril
adaptada de Honest Fare, Sweet Curry Cauliflower Sandwich

1/4 c.chá de pimenta preta fresca moída
sal q.b
1 c.sopa de caril em pó
1 c.chá de xarope de agave ou um mel suave
3 c.sopa de água
3 c.sopa de azeite

1 cabeça de couve-flor
1/2 cebola
1/4 cháv. sultanas douradas
1 c.sopa de sementes de sésamo

4 pães-pita (ou outro qualquer, não vamos ser esquisitos!)
manteiga 
4 fatias de queijo flamengo, opcional
coentros a gosto 


Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Combinar a pimenta, sal, caril, xarope de agave, água e azeite numa pequena tigela e bater bem até ficar bem emulsionado. Reservar
Cortar a couve-flor em pedaços semelhantes, para que assem homogeneamente, cortar a cebola em segmentos e colocar num tabuleiro de forno. Regar com o molho e misturar tudo com as mãos para ficar tudo igualmente temperado. 
Levar ao forno durante cerca 25 minutos. Entretanto pi
car as passas grosseiramente e reservá-las. Após os 25 minutos, virar a couve-flor para que asse homogeneamente e espalhar as passas e as sementes de sésamo pelo tabuleiro. Levar ao forno mais cerca de 15m minutos, até que a couve-flor esteja tenra, mas ainda com uma textura crocante, meio resistente. 
Para montar as sandes, tostar os pães ligeiramente, barrar com um pouco de manteiga de um lado e juntar 1 fatia de queijo, se for utilizado. Retirar a mistura da couve-flor do forno, polvilhar com os coentros picados e amontoar igualmente sobre as 4 metades, ou rechear a pita, se for esse o caso. Espalmar um pouco fazendo pressão com a mão e levar ao forno brevemente apenas para que toste ligeiramente. Outra alternativa é colocar sobre uma grelha quente e fazer um pouco de pressão, cerca de 2 minutos em cada lado.

serve 4

a ouvir: Eat That up, It’s Good for You - Two Door Cinema Club 

— 2 years ago with 10 notes
#acompanhamento  #caril  #couve-flor  #sandes  #vegetariana  #no forno